Eu?
Eu sou o cara que vinha do lado oposto e sem gosto de viver quando trombou o Marcelo Camello numa esquina e bateu um papo interessante.
Disse a ele que eu sou um cara que acha que perder é ser menor na vida.
Um cara que sempre quer vitória e perde a glória de chorar, mas que ainda quer ser um vencedor, e que não leva a vida devagar, leva sem se preocupar com a falta de amor.
Disse a ele também que vivo a esconder o coração.
E o Camello me respondeu:
"Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?"
E ainda completa:
"Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz".
Disse ainda a ele que sou um cara que até tenta disfarçar mas não consegue...
Um cara que está cansado. Cansado das coisas que não o deixam viver em paz, cansado das pessoas que conseguem diminuir mais ainda o mundo em que vivem com seus probleminhas imbecis e seus motivos fúteis.
Um cara cansado de não enxergar, cansado de não conseguir trabalhar, cansado de esperar...
Um cara cansado da desconfiança, da ingratidão, da incompreensão...
Um cara que não sabe pedir ajuda, que não consegue se abrir com as pessoas, que tem receios...
Um cara que não quer mais fazer faculdade e que não quer mais ter carro pois não consegue mais pagar nenhum dos dois.
Um cara cuja vida trilhou caminhos dos quais não consegue se livrar...
Ele até me ouviu, mas não achou essa parte vendável e excluiu da canção...
E foi. Se encontrar com a Mallu...
Tuesday, December 16, 2008
Monday, December 15, 2008
Coisas que dizemos em silêncio [para si mesmo], ou em voz alta para os duendes com quem você sempre troca uma idéia depois de fumar um baseado.
Essa brisa não bate?
Essa erva nem é boa.
Nossa, agora foi!
Essa erva é boa.
Ai minha garganta.
Onde eu jogo essa bituca?
Ahhhh...
Preciso comer uma coisa bem gostosa, ou com muito chocolate!
Putz, não tem nada disso em casa!
Nossa, esse cigarro não acaba nunca!
Que sede!!!
Que vontade de bater uma punheta...
Que preguiça de bater uma punheta!
Gozei...
Vou ter que comer alguma coisa gostosa improvisada.
Pão de parmesão com muçarela e catchup não é tãããão bom.
Quero outro.
Não, não é mesmo tão gostoso.
Nossa! Tem bolacha!
Essa brisa não acaba.
Nossa como que tô bobo, alguém deveria me zoar porque eu devo estar muito engraçado!
Caraio, essa bolacha é muito boa.
Não posso sair assim!
Melhor eu tomar um banho pra essa brisa passar...
Tô meio elástico.
Melhor eu parar de comer essa bolacha, meio pacote já!
Onde eu aprendi a dançar assim?
Que chute no ar perfeito!
Não devia ter guardado a bolacha, tava muito boa.
Cansei de ficar lesado.
Será que não vai acabar nunca isso?
Essa brisa não bate?
Essa erva nem é boa.
Nossa, agora foi!
Essa erva é boa.
Ai minha garganta.
Onde eu jogo essa bituca?
Ahhhh...
Preciso comer uma coisa bem gostosa, ou com muito chocolate!
Putz, não tem nada disso em casa!
Nossa, esse cigarro não acaba nunca!
Que sede!!!
Que vontade de bater uma punheta...
Que preguiça de bater uma punheta!
Gozei...
Vou ter que comer alguma coisa gostosa improvisada.
Pão de parmesão com muçarela e catchup não é tãããão bom.
Quero outro.
Não, não é mesmo tão gostoso.
Nossa! Tem bolacha!
Essa brisa não acaba.
Nossa como que tô bobo, alguém deveria me zoar porque eu devo estar muito engraçado!
Caraio, essa bolacha é muito boa.
Não posso sair assim!
Melhor eu tomar um banho pra essa brisa passar...
Tô meio elástico.
Melhor eu parar de comer essa bolacha, meio pacote já!
Onde eu aprendi a dançar assim?
Que chute no ar perfeito!
Não devia ter guardado a bolacha, tava muito boa.
Cansei de ficar lesado.
Será que não vai acabar nunca isso?
Tuesday, December 09, 2008
Ceratocone engorda...
Sério! Descobri nos últimos meses isso.
Pra quem não sabe o que é Ceratocone, clique aqui no aqui. Tenho esse tal de ceratocone desde que me entendo por gente. No fim dos estudos, lá pro segundo e terceiro anos do Ensino Médio já tinha alguma dificuldade para estudar, nada grave.
Algum tempo depois já estava usando as tais lentes rígidas gás-permeáveis [só entende quem leu o link do aqui]. Trabalhava com elas, dirigia, estudava, vida normal. Até que um dia assisitindo à tv tarde da noite dormi com as lentes e acabei por coçar os olhos ao acordar de madrugada. Pra quê? Acabei de ganhar uma úlcera na córnea. Tampão, pomadas, colírios, injeçoes no globo ocular e meses afastado: estamos curados! - pensei com meus olhos. Mas ganhamos uma cicatriz, é, bem no olho! Que aparece como um borrão branco no qual a lente não surte efeito!
Nova etapa! Vamos lá. Conheci um ótimo oftalmologista, especialista em córneas, lá de Campinas. Fomos consultá-lo para saber qual era a saída mais indicada.
Enxerto - ou transplante de córnea, ou pegar a tampinha do olho de um presunto e costurar no lugar da minha! Era a única opção, portanto a mais viável...
Me afastei novamente das minhas atividades e passei a protagonizar essa novela. entrei na fila de receptores de córnea junto ao SUS. Meses depois chegou a hora, lá estava minha córnea, fresquinha, mas o convênio recusou-se a cobrir o procedimento, alegando que a cobertura do meu plano restringe-se apenas à região metropolitana de São Paulo. Acho um tanto quanto anti-ético divulgar aqui o nome da empresa, mas saibam que em Campinas, a Unimed Paulistana não manda nada, ok?
Tive de voltar para a fila pois cinco recusas caracterizam desistência na dança dos transplantes. Conheci, por indicação de um conhecido hospital, um médico que operava pelo convênio e me cadastrei junto a ele no SUS para tentar novamente. Desdobrados alguns capítulos, fui novamente chamado, minha vez chegou - de novo! E dessa vez eu estava na região atendida pelo convênio, mas... O ceratocone é uma doença pré-existente, e a carência para isso vence sóóó em abril de 2009.
Agora, cansado dessa novela sem final feliz, marquei numa UBS consulta com clínico geral para que o mesmo me encaminhe para um oftalmo também da rede pública que possa atestar a necessidade de realização do transplante, e com tal atestado operar gratuitamente pela Escola Paulista de Medicina, através do Hospital São Paulo.
Agora estou aqui, digitando com bastante dificuldade - me perdoem os erros... Já faz mais de nove meses que estou em casa, afastado do serviço. De bobeira em casa, come-se desenfreadamente. Digo e repito: ceratocone engorda...
Ah, e não percam os próximos capítulos!
Abraço!
Sério! Descobri nos últimos meses isso.
Pra quem não sabe o que é Ceratocone, clique aqui no aqui. Tenho esse tal de ceratocone desde que me entendo por gente. No fim dos estudos, lá pro segundo e terceiro anos do Ensino Médio já tinha alguma dificuldade para estudar, nada grave.
Algum tempo depois já estava usando as tais lentes rígidas gás-permeáveis [só entende quem leu o link do aqui]. Trabalhava com elas, dirigia, estudava, vida normal. Até que um dia assisitindo à tv tarde da noite dormi com as lentes e acabei por coçar os olhos ao acordar de madrugada. Pra quê? Acabei de ganhar uma úlcera na córnea. Tampão, pomadas, colírios, injeçoes no globo ocular e meses afastado: estamos curados! - pensei com meus olhos. Mas ganhamos uma cicatriz, é, bem no olho! Que aparece como um borrão branco no qual a lente não surte efeito!
Nova etapa! Vamos lá. Conheci um ótimo oftalmologista, especialista em córneas, lá de Campinas. Fomos consultá-lo para saber qual era a saída mais indicada.
Enxerto - ou transplante de córnea, ou pegar a tampinha do olho de um presunto e costurar no lugar da minha! Era a única opção, portanto a mais viável...
Me afastei novamente das minhas atividades e passei a protagonizar essa novela. entrei na fila de receptores de córnea junto ao SUS. Meses depois chegou a hora, lá estava minha córnea, fresquinha, mas o convênio recusou-se a cobrir o procedimento, alegando que a cobertura do meu plano restringe-se apenas à região metropolitana de São Paulo. Acho um tanto quanto anti-ético divulgar aqui o nome da empresa, mas saibam que em Campinas, a Unimed Paulistana não manda nada, ok?
Tive de voltar para a fila pois cinco recusas caracterizam desistência na dança dos transplantes. Conheci, por indicação de um conhecido hospital, um médico que operava pelo convênio e me cadastrei junto a ele no SUS para tentar novamente. Desdobrados alguns capítulos, fui novamente chamado, minha vez chegou - de novo! E dessa vez eu estava na região atendida pelo convênio, mas... O ceratocone é uma doença pré-existente, e a carência para isso vence sóóó em abril de 2009.
Agora, cansado dessa novela sem final feliz, marquei numa UBS consulta com clínico geral para que o mesmo me encaminhe para um oftalmo também da rede pública que possa atestar a necessidade de realização do transplante, e com tal atestado operar gratuitamente pela Escola Paulista de Medicina, através do Hospital São Paulo.
Agora estou aqui, digitando com bastante dificuldade - me perdoem os erros... Já faz mais de nove meses que estou em casa, afastado do serviço. De bobeira em casa, come-se desenfreadamente. Digo e repito: ceratocone engorda...
Ah, e não percam os próximos capítulos!
Abraço!
Monday, December 08, 2008
Caixinha de natal
Pra quêêê?
Por que desse hábito?
“É uma ajuda para o salário do pessoal que trabalha”, diz uma cliente, mas e meu salário, quem ajuda?
Li rede adentro que as 'caixinhas' são comuns aos porteiros, lixeiros, atendentes do comércio varejista, frentistas, carteiros, etc. Acho engraçado a Claudia Matarazzo, 'especialista em etiqueta', dizer que vinhos ou panetones só devem ser dados se você for íntimo, do contrário a gratificação deve ser dada em dinheiro.
DEVE?
Porra nenhuma! Eu não tenho uma caixinha na minha mesa lá no escritório. Sei lá, acho que essa tradição tosca deriva de tempos longínquos em que inexistiam as leis acerca da gratificação natalina. Não é por nada, não, mas esse povo todo ainda recebe décimo-terceiro salário instituído pela Lei 4.090 de 13 de julho de 1962!!!
No caso de bancas de jornal [descobri que as caixinhas ganharam mais esse habitat], guardas noturnos e outros trabalhadores informais vá lá, mas galera registrada já tem sua caixinha garantida em duas parcelas no final de todos os anos.
Não me considero uma pessoa muquirana nem sem espírito solidário, só acho que tantos velhos hábitos sucumbiram aos novos tempos e esse ainda perdura.
Se você não é gentil com o porteiro ele não assina suas cartas registradas nem recebe suas visitas? Mau profissional, não está engajado com os propósitos a que se dispôs ao aceitar tal emprego...
Não sei onde quero chegar com isso, só queria registrar aqui o quanto acho antiquado e desagradável esse hábito.
Abraço!
Pra quêêê?
Por que desse hábito?
“É uma ajuda para o salário do pessoal que trabalha”, diz uma cliente, mas e meu salário, quem ajuda?
Li rede adentro que as 'caixinhas' são comuns aos porteiros, lixeiros, atendentes do comércio varejista, frentistas, carteiros, etc. Acho engraçado a Claudia Matarazzo, 'especialista em etiqueta', dizer que vinhos ou panetones só devem ser dados se você for íntimo, do contrário a gratificação deve ser dada em dinheiro.
DEVE?
Porra nenhuma! Eu não tenho uma caixinha na minha mesa lá no escritório. Sei lá, acho que essa tradição tosca deriva de tempos longínquos em que inexistiam as leis acerca da gratificação natalina. Não é por nada, não, mas esse povo todo ainda recebe décimo-terceiro salário instituído pela Lei 4.090 de 13 de julho de 1962!!!
No caso de bancas de jornal [descobri que as caixinhas ganharam mais esse habitat], guardas noturnos e outros trabalhadores informais vá lá, mas galera registrada já tem sua caixinha garantida em duas parcelas no final de todos os anos.
Não me considero uma pessoa muquirana nem sem espírito solidário, só acho que tantos velhos hábitos sucumbiram aos novos tempos e esse ainda perdura.
Se você não é gentil com o porteiro ele não assina suas cartas registradas nem recebe suas visitas? Mau profissional, não está engajado com os propósitos a que se dispôs ao aceitar tal emprego...
Não sei onde quero chegar com isso, só queria registrar aqui o quanto acho antiquado e desagradável esse hábito.
Abraço!
Subscribe to:
Comments (Atom)
