Thursday, April 19, 2007

E esse mundo, hein?

Caos cibernético, tempo real, tecnologia de ponta, tudo por telefone, tudo pela internet... Meu Deus! Onde isso vai parar?

Dias atrás resolvi transferir minha conta-corrente do Unibanco para outra agência pois lá o fluxo de pessoas é muito grande, além do que lugar para estacionar é algo que não existe!
Fui até a agência e falei com minha gerente. Ela, por sua vez, disse que não poderia ajudar-me, pois a transferência de contas entre agências só pode ser feita pelo telefone da central 30HORAS!

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Achei o cúmulo mas fiz todos os trâmites... Fiz o login com agência e conta e dá-lhe a opção 9 (falar com um atendente).
Musiquinha...
O carinha me perguntou míseras quatro ou cinco coisas (incluindo "- Para qual agência o sr. gostaria de migrar?") e pronto! Mudei de agência!

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Dias depois (poucos dias) recebi uma correspondência comunicando que tal alteração havia sido processada. Na mesma carta eram apresentados os meus númerso de agência e conta, tanto os novos como os antigos, e... Epa! Mudou?
O atendente me garantiu que não mudaria! Eu achei estranho e reindaguei-o (se essa palavra existir, né?), obtendo novamente a informação de que não mudaria...
Mas mudou!
E mais uns dias depois, recebi outra correspondência com um cartão novo, totalmente diferente e com a maravilhosa função crédito. Mas que eu não pedi e não queria! Mesmo com tudo aquilo de limite! Não preciso!
" - Mas isso não vai acontecer..." garante o bendito atendente que mudou minha conta de agência... O cartão tá lá... Bloqueado e guardado...
Ainda mais alguns dias depois resolvi solicitar um outro cartão de crédito cujos atrativos realmente me atraíram - eles funcionaram!
Liguei para minha agência - a nova! - e perguntei como deveria proceder... Adivinha?
" - Sr. Guilherme? O sr. liga para a Central Unicard ou entra no site do nosso banco e preenche uma solicitação..."

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Ligo e dou com a cara na parede.. "- Sistema fora do ar, senhor."
Entro no tal site e preencho um formulário ELETRÔNICO e assim solicito o tal cartão...
"Sua proposta foi cadastrada com sucesso. Acompanhe o andamento pelo site ou pela Central Unicard."

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Claro que pode!
Nem sei mais pra que serve gente!

Acompanhei durante uma semana inteirinha pelo site e li sempre a mesma resposta:


"Em primeiro lugar queremos lhe agradecer o interesse em se associar ao Unicard Unibanco. Já recebemos sua proposta. Neste momento, ela se encontra em fase de análise."

Em caso de dúvida, envie um e-mail ou ligue para a Central de Atendimento Unicard Unibanco
Intrigado após UMA SEMANA INTEIRA, totalizando CENTO E SESSENTA E OITO HORAS de demora da resposta nesta era onde minutos fazem a diferença para um cliente exigente, resolvi ligar para a tal Central de Atendimento...
A resposta?
" - Sr. Guilherme... Sua proposta foi negada, senhor..."
" - COMO?!?!"
" - Negada, senhor..."
" - PQ?!?!"
" - Senhor, não sei informar o motivo, senhor. A administradora de cartôes omite essas informações do senhor, senhor, devido ao fato de que são confidenciais, senhor..."
" - Ok, obrigado e boa tarde...!"
" - Senhor, Unibanco agradece sua lig..." E etc...


(Eles adoram a palavra senhor, né?)

Voltando...
Con-fi-den-ci-ais?
Minhas informações são tão confidenciais assim que nem eu mesmo posso ver? Vá cagar no mato!
E como assim NEGADA??? Logo pra mim, que tenho o nome mais limpo que sala de cirurgia e pago todas as minhas contas religiosamente?
Foi a gota d'água necessária para que eu encerrasse uma conta-corrente que nem estava utilizando!
Fui para minha agência afim de por um ponto final em toda essa história e liquidar meus vínculos com o Unibanco!

Adivinha?
Não, é praticamente impossível não adivinhar!!!

" - Sr. Guilherme, o encerramento de contas só pode ser feito pelo tel..."

Ah. não! Parei de ouvir no início da palavra "telefone"... Minha mente bloqueou a entrada de novas informações... Apagou, necas, nada, zip, zero, over...

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Liguei novamente na já íntima Central de Atendimento e solicitei o encerramento de minha conta.
Expliquei que estava mantendo inutilmente esta conta - mesmo que não houvesse cobrança de tarifas - e ainda que fiquei decepcionado ao saber que minha proposta para o cartão havia sido negada...
Ele leu o discurso oficial dos operadores de telemarketing na tentativa de me convencer de que aquela era a pior escolha da minha vida e rogando-me pragas consequentes ao meu desligamento do tão perfeito Unibanco, com tão perfeitos serviços e tão perfeitos clientes que dispõem de tão perfeito atendimento e perfeita perfeição...

Declarei que abria mão de toda aquela interminável lista de serviços, vantagens e benefícios...

" - Existe algo que o Unibanco possa fazer para que o sr. não encerre esta conta?"
" - Sim, existe sim..."
" - Pois não, diga! Ficaremos muito felizes em atendê-lo!" - com aquele sorrisinho típico de "A-há... conquistei mais um cliente".
" - Diga!"
" - Vocês podem creditar 500 reais na minha conta todo mês!"
" - Hehe, senhor... Isso não podemos fazer." - com aquele sorrisinho típico espatifando-se no ar...
" - Pois é... Então não existe NADA que vocês possam fazer..."
" - Então (com voz de "gente simpática mas totalmente sem-graça"), é com muito pesar que dou continuidade no processo de encerramento da sua conta..."

Ele leu para mim, em perfeita dicção, o termo de encerramento com 06 itens e perguntou-me se havia entendido e se concordava ou não. Disse que sim e... Pronto!

Conta encerrada!

" - Estaremos sempre de portas abertas para recebê-lo novamente caso deseje, senhor..."
" - Muito obrigado pela atenção e tenha uma ótima tarde, Fabrício." - eu disse... E desliguei!

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Pode! E já fiz...
Abraço!

Saturday, April 14, 2007

O que seria da vida se não houvessem espelhos?


Espelhos ajudam...
Espelhos facilitam...
Espelhos animam...
Espelhos conversam...
Espelhos maqueiam...
Espelhos vestem...
Espelhos também tiram as roupas...

Eu, particularmente não vivo sem espelho. Não pq não quero, mas pq não sei!
È impossível!

Impossível sair de casa sem antes conferir o que você já sabe que vai ver.
Impossível passar por um espelho e não parar, ao menos olhar...

Espelhos animam sim, mas também podem acabar com a gente.

Sabe aquele dia em que você está um bagaço?
A roupa está quente e lá fora aquele calor;
A roupa não combina;
O cabelo não pára;
E não combina com a roupa;
Você está gordo;
Você está pálido;
Os olhos estão vermelhos;
E a olheira, profunda...

Mas e aquele dia em que o mundo sorri pra você?
Espelhos dobram a sensação de bem-estar...

Não sei pq tô dizendo tudo isso, nem sei o que escrevi. Deve estar tudo rídiculo... Letra após letra formando palavras que juntas se resumem em baboseiras...

Sei que estou prestes a sair de casa rumo ao casamento de um amigo. E o espelho não quer ajudar...

Abraço!

Wednesday, April 11, 2007

Mundo cão...
Quem nunca teve um "dia daqueles" ?

O meu maior "dia daqueles" de 2007 foi ontem... Rs...

Sabe quando tudo, eu disse tudo, incluindo o mundo (deu pra entender a ênfase, né?) conspira contra você?
Essa pergunta é desnecessária... Todo ser humano com no mínimo um mês de vida já teve seu dia de cão.
Sim! Gases e brotoejas em recém-nascidos são componentes básicos para se tirar do sério uma pobre criança...

--

O meu dia de cão foi interessante, nunca senti tanto ódio assim.
As pernas chegam a tremer de raiva. Incrível!

Vocês devem estar loucos pra saber o que de tão ruim assim aconteceu no meu dia, né?
Eu vou parecer um tonto contando uma série de pequenas coincidências que não parecem nada além de... Pequenas coincidências. E são de fato! O problema é que elas escolheram o mesmo dia para acontecer... Isso não é justo.

Vamos aos fatos...

A cãozeria começou logo cedo. Mais precisamente às 6h50 com minha mãe me sacudindo e dizendo: " - Gui, perdi a hora... Acorda... Gui!"
Parece que eu apenas perdi a hora junto com minha mãe, né? Errado!

Embutido nesse pequeno acaso está o fato de que eu saio de casa para o serviço às 7h, portanto não poderia tomar banho. Não há tempo para isso, pois tenho que pegar o Henrique, a Lúcia e a Sheila a caminho do serviço.
Resumindo? Isso significa ser obrigado a trabalhar o dia todo sem banho tomado sendo que no dia anterior você andou quilômetros na Teodoro Sampaio acompanhando a Raquel na busca pelo sofá perfeito para sua nova sala.

1.Trabalhar sem banho me tira do sério...

Pelo caminho o de praxe: motoristas retardados que não sabem pra que serve a seta, motoqueiros infernais enfurecidos, trânsito devagar-quase-parado nos arredores de Alphaville, semáforos, carros quebrados, buracos, lombadas, curvas, buzinas, carros, buracos, semáforos, curvas, lombadas, motoqueiros, seta, buzinas, caminhões, lombada, semáforo... Etc...

2.Dirigir uma hora para chegar ao serviço me tira do sério...

Já no serviço, que maravilha! Não há vagas de estacionamento... Segurados do INSS tem o luxo de estacionar em frente à Agência, mas os funcionários? Deixam o carro na rua... Eles que se fodam!

3.Não ter onde estacionar o carro me tira do sério...

Carro deixado na rua, vamos à copa... Colocamos a marmita na geladeira e vamos por as lentes de contato para trabalhar, mas cadê a solução própria para limpar as benditas? Aquela da embalagem azul que você deixou sobre a cômoda do quarto, sabe?

4.Ter Ceratocone e não poder usar as lentes me tira do sério...

Aí vem o tal do praxe de novo: segurados do INSS enfurecidos com a demora no atendimento, segurados enfurecidos com o indeferimento de seus "merecidos" benefícios por parte dos médicos safados, segurados que não entendem que a nova entrada só pode ser dada dali a 30 dias, segurados que nunca trazem cópia dos documentos, segurados que não trazem nem os documentos originais, segurados que querem benefícios, segurados que trazem crianças ranhentinhas e escandalosas que choram e choram e choram...
Além do tal "praxe", sua chefe lhe pede um zilhão de coisas. Coisas que você não quer fazer mas tem que fazer... E sua outra chefe faz o de sempre: nada!

5.O INSS me tira do sério...

Finalmente é chegada a hora do descanso. Trabalhadas as minhas seis horas quero mais é ser feliz...!
Mas não sem antes, é claro, alguém me avisar que surgiu um ralado de uns 30 centímetros (!) na lataria do meu carro... Lindo! Nem secou direito a última demão de tinta que o funileiro tinha acabado de dar e já ralou de novo!
Cacete!

6.Um ralado no carro que acabou de sair da oficina me tira do sério...

Vamos para casa (lê-se dirigir uma hora da mesma maneira que no tópico 2).

7.Dirigir uma hora para chegar em casa me tira do sério...

Ao chegar em casa:
" - Que maravilha! Hoje é terça, dia de levar as cachorras para tomar o 3º dos 8 banhos que englobam o tratamento da dermatite!!!"
Aguenta a Lana chorando durante TODO o percurso. Aguenta aquele mundaréu de pêlos no meu banco...

8.Não poder tomar meu tão esperado banho por ter que levar as adoráveis cadelas ao pet shop me tira do sério...

E vamos para a clínica LÁ na Vila São Francisco. Trãnsito, lombadas, semáf... etc.
E ois e afagos nos cães de outros donos, e sorrisos e etc.. " - Esqueci a PORRA do shampoo do tratamento em casa..."
E vou na Cobasi comprar outro e gastar mais 27,60 r$... Mas a Cobasi é longe, melhor ir em casa e buscar o meu mesmo...
" - Tem um pet shop ali no Rio Pequeno... O Yoma!"
E vamos procurar o maldito pet shop e descobrir que lá o shampoo é quase 10 r$ mais caro (exagero básico do momento de raiva).
Vamos para casa buscar o meu mesmo...
E trânsito, e lombadas e semáf... etc.

9.Esquecer as coisas e ter de fazer o mesmo caminho "N" vezes por conta disso me tira do sério...

E que maravilha... Seu vizinho pobre-sem-garagem-filho d'uma égua põe o carro bem onde VOCÊ deveria estacionar, em frente à SUA casa...

10.Vizinho pobre e retardado me tira do sério...

Vamos para a clínica de novo... E remoemos todos os 10 tópicos que vivi em apenas 8 horas do meu mais-que-perfeito dia, e lombada... E penso no que foi que fiz para ser merecedor de tamanha honra, e semáforo... E concluo ironicamente que é um privilégio ser alvejado dessa maneira pelo destino, e veado que não deu seta...

11.Olhar para trás e ver que meu dia já foi uma bosta me tira do sério...

Vamos para a casa da Raquel tirar as medidas dos futuros móveis. Mas não sem antes olhar de novo para o novíssimo ralado na lateral esquerda do carro.
E discutem-se tamanhos e tecidos de sofás, soluções criativas para a falta de espaço, combinações de cores e tons... E eu só consigo pensar em todas as coisas ruins que já aconteceram no meu dia, incluindo o maldito ralado!

12.Olhar (de novo) para trás e ver que meu dia já foi uma bosta me tira do sério...

Vou pra casa, e lombada... Pego as cachorras que ficaram no pet shop, tomando banho enquanto planejava-se a decoração lá no apê e vou pra casa, e semáforo...
Deixo a Lúcia, e lombada...

13.Não poder parar o mundo e me isolar dele quando estou num dia ruim me tira do sério...

E acho que é só... Do portão de casa pra dentro começou a melhorar...
Chego em casa e ela está vazia... Vou tirando a roupa no caminho e chego praticamente pelado no banheiro tamanha é a ânsia que estou para entrar no chuveiro.
Que maravilha! Que dádiva é a água e seu poder de relaxar as pessoas, não?

Tomo um looooongo banho e me troco rumo à rua. Vou à forra!
Dane-se o trânsito, os semáforos e as lombadas, eu quero (e preciso) é sair!
Dirijo sem rumo, rumo ao Tchê's...

Curto minha Bohemia long neck e minhas fritas... Minha outra Bohemia e a música ambiente... Minha outra Bohemia e tudo o que for engraçado ao meu redor...

Volto pra casa outra pessoa, como se pudesse ter apagado todas as coisas ruins do meu dia e ressaltado apenas as palavras doces das pessoas, os sorrisos ganhos, a comida tão saborosa que comi na companhia de pessoas incríveis...

Ai que dia perfeito!
Quero outros assim...

Abraço!