Monday, June 18, 2007



Auto-análise

parte 3_trabalho & carreira
Tenho 20 anos e ainda me perguntam o que vou ser quando crescer!

Parece até brincadeira, mas o papo é sério: meu futuro é obscuro! Quero mais, todos querem. A diferença é que a maioria quer mais dinheiro, e eu quero mais desafios, quero mais reconhecimento, mais respeito...
Amo meu trabalho. A carreira pública é fantástica se vista pelo ângulo certo: é estável, flexível, garante certo status... E o mais legal do INSS é que ele é - acho eu - o órgão público mais carente em matéria de qualidade de serviço e atendimento, ou seja, eu sei que faço a diferença, pelo menos para a pequena quantidade de pessoas que atendo.
Vejo na expressão das pessoas que elas saem satisfeitas, que chegam ao meu guichê ríspidas e saem de lá tranquilas...

Essa é a minha maior satisfação...

Penso seriamente - se já não decidi- em fazer minha tão sonhada faculdade de jornalismo. Pretendo, com esse diploma em mãos, me esgueirar por entre os diversos trâmites afim de me enfiar na Assessoria de Comunicação do Ministério da Previdência, na Diretoria de Atendimento ou ainda no PEP - Programa de Educação Previdenciária. Sinto que logo vou cansar de benefícios e beneficiários e preciso mudar radicalmente.

Não sou cara-de-pau o suficiente pra negar que gosto de dormir à noite com a consciência tranquila sabendo que meu emprego está lá, bem seguro, sabendo também que todo 2º dia útil de cada mês meu bom salário está lá na conta... O problema é que quero ter uma carreira. Quero trabalhar numa área que exista dentro e fora do âmbito do INSS, que me abra um leque de opções sobre onde, quando, como e pra quem trabalhar, sabe?
Já quis ser tanta coisa...

Quis ser médico, o prazer de salvar vidas. Mas descobri que não aguentaria o desprazer de às vezes não poder salvá-las. Muita pressão...
Quis ser advogado, fazer justiça. Ainda criança ganhei de minha tia (à época estudante de direito, hoje advogada) uma edição de bolso do Código Penal. Ela tentou...
Quis ser arquiteto, criatividade aliada ao concreto. Devorava as páginas da Vejinha e da Folha que traziam plantas de apartamentos à venda. Não dá dinheiro...
Por fim, inventei de ser publicitário... Talvez... Mas primeiro vamos ao meu novo projeto: jornalismo!

Eu já falei tanto nisso, que se acabar não cursando essa faculdade vou ter que sumir! Confio nesses planos, e neles pretendo apostar todas as minhas fichas!
Um dia eu ainda vou ser o cara mais realizado profissionalmente. Um dia...
Abraço!

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