Esse post é mutável, está sempre em transformação. Começou como exercício da aula de Português da faculdade, mas vai longe...
A torre [título provisório, ou não...]
Conhecido por sua quietude e personalidade intrigantes, Nakato Ikeno era um garoto de poucos amigos. A tristeza em sua forma mais objetiva era habitualmente estampada em sua face.
Nakato viera transferido de outro colégio, pois seu pai precisou mudar de cidade por exigência de da profissão e levou consigo toda a família.
Tímido por natureza, Nakato estremecia ao ser chamado para responder às questões formuladas pelo professor e era constantemente alvo de chacotas e zombarias. Numa dessas ocasiões, desejou não estar ali, não existir, e, ao olhar pela janela da sala de aula, avistou ao longe uma velha torre que cortava o vasto horizonte subitamente. Seus pensamentos se esvaíram, o silêncio tomou conta de sua mente. Figurava o que haveria dentro de tal torre, que segredos guardava e para que fim fora construída... O grave tom da voz do professor afastou-o de seus enigmas. Sentou-se como fora ordenado.
Durante o intervalo, ao notar que não era observado, deixou os limites do colégio e caminhou em direção á torre. A distância era grande e à medida que andava, a vegetação tornava-se cada vez mais alta, assim como a torre que vista do colégio lhe parecera tão pequenina...
Era toda feita de rochas cuidadosamente encaixadas umas às outras, cuja aparência o tempo desgastara, mas que nem ao menos ousou ameaçar sua solidez, tamanha que era. Relutante, num misto de medo e curiosidade, Nakato forçou a pequena porta de madeira, que velha que estava, cedeu facilmente. o Sol, com seus fortes raios daquela manhã de primavera feriu aquele ambiente sombrio e que a tanto tempo permanecera inviolado.
Por força de seu medo, observou o ambiente por todos os ângulos antes de entrar.
Thursday, August 21, 2008
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