Tristeza não tem fim, felicidade sim...
Por que a gente fica triste?
Por que às vezes nos damos conta de que o tudo é nada?
Seus desejos que nunca se realizarão, suas vontades mais bobas e pueris que nunca sairão da sua mente para tornar-se parte viva de você... Por que a gente tem isso?
Olho pro espelho e vejo um otário, um cara patético.
Um cara que não sabe o que quer da vida, que tem poucos - ou menos que isso, porém verdadeiros - amigos, que é gordo e desajeitado, que não sabe lidar com mulheres, que sempre esquece o carro aberto, que nunca sabe dar aquele 'jeitinho brasileiro', que não toca nenhum instrumento, um cara que vai mal na faculdade porque não enxerga, que não é feliz no emprego que tem, um cara que não sabe o que falta...
Vejo um cara que gosta muito de alguém mas não é correspondido, um cara que não é levado a sério pelas pessoas, um cara do qual ninguém quer ser amigo a princípio. Um cara que não sabe dançar, que não sabe lidar com o peso da vida...
Esse cara quer ser melhor, quer ser feliz, mas não sabe como, já recorreu a Deus, aos amigos, a livros, que já entregou os pontos e pegou de volta, embora não saiba o que fazer exatamente com eles...
Olho nos olhos do reflexo e vejo um cara que queria ser menos chato, menos fresco, menos culto, menos inteligente. Que queria ser menos responsável, que queria ser adolescente inconsequente por mais tempo, ou pelo menos por algum tempo - já que ele nunca foi.
Queria tanto me importar menos com as coisas, não apenas saber que disseram que no final tudo acaba bem, mas saber que isso é verdade, que funciona...
Esse cara, que me vê com olhar comiserado, queria ser diferente, ser outro. Nascer diferente, numa utopia onde se é possível tirar o ruim e deixar o que vale a pena.
Por que juntar dinheiro? De que serve o status? Queria tanto ser eu mesmo e não esse alguém de quem o mundo gosta, esse alguém cheio de normas e padrões. Queria não ter cargos, compromissos, conta corrente, relógio, agenda...
O mundo aprisiona a mente, e esse cara que já me olha diferente está tentando libertar-se. Esse cara é meu "eu". É o outro de mim. O outro que não consegue e nem me deixa... Ser feliz.
Abraço!
Tuesday, September 23, 2008
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