Sentidos
Ouço passos na multidão
Pessoas que vêm e vão,
pessoas que não param.
E que rápidas como o mundo, giram.
E se esquecem das coisas,
coisas que querem, que gostam.
Se esquecem que têm tudo,
tudo o que precisam para que felizes sejam.
E assim vivem. De acordo com os verbos que as orientam:
Fazem, são, sentem, vão, têm, compram, pedem, usam...
Vejo vultos nos espelhos,
espelhos como deuses.
Espelhos, sempre os mesmos,
quem muda está defronte a eles.
Toco a vida e a natureza,
Sinto seus quatro elementos
Na terra que me da a forma
Nos meus dois terços de água, iguais aos do planeta
No ar que me liga ao mundo de fora
No fogo que me dá o calor e o movimento
Toco o orvalho repousante,
toco meus pés na areia.
E faço desse instante,
o melhor da vida inteira.
Degusto a vida e seus sabores:
o amargo da vingança,
o doce dos vencedores,
o tempero de uma dança,
o insosso dos amores...
Sinto a rua e seus odores,
as essências das flores.
O cheiro dos rios, corações vazios.
Sinto cheiro de queimado
vindo do forno esquecido com o assado (hahahah...)
E nesse ritmo que declina
a beleza de minha rima,
penso como pude um texto ter tão bem começado
e pro final, afim de alcançá-lo, minhas rimas ter barateado?
Rs...
Abraço!
Friday, November 07, 2008
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