Tuesday, December 09, 2008

Ceratocone engorda...

Sério! Descobri nos últimos meses isso.

Pra quem não sabe o que é Ceratocone, clique aqui no aqui. Tenho esse tal de ceratocone desde que me entendo por gente. No fim dos estudos, lá pro segundo e terceiro anos do Ensino Médio já tinha alguma dificuldade para estudar, nada grave.
Algum tempo depois já estava usando as tais lentes rígidas gás-permeáveis [só entende quem leu o link do aqui]. Trabalhava com elas, dirigia, estudava, vida normal. Até que um dia assisitindo à tv tarde da noite dormi com as lentes e acabei por coçar os olhos ao acordar de madrugada. Pra quê? Acabei de ganhar uma úlcera na córnea. Tampão, pomadas, colírios, injeçoes no globo ocular e meses afastado: estamos curados! - pensei com meus olhos. Mas ganhamos uma cicatriz, é, bem no olho! Que aparece como um borrão branco no qual a lente não surte efeito!
Nova etapa! Vamos lá. Conheci um ótimo oftalmologista, especialista em córneas, lá de Campinas. Fomos consultá-lo para saber qual era a saída mais indicada.

Enxerto - ou transplante de córnea, ou pegar a tampinha do olho de um presunto e costurar no lugar da minha! Era a única opção, portanto a mais viável...

Me afastei novamente das minhas atividades e passei a protagonizar essa novela. entrei na fila de receptores de córnea junto ao SUS. Meses depois chegou a hora, lá estava minha córnea, fresquinha, mas o convênio recusou-se a cobrir o procedimento, alegando que a cobertura do meu plano restringe-se apenas à região metropolitana de São Paulo. Acho um tanto quanto anti-ético divulgar aqui o nome da empresa, mas saibam que em Campinas, a Unimed Paulistana não manda nada, ok?

Tive de voltar para a fila pois cinco recusas caracterizam desistência na dança dos transplantes. Conheci, por indicação de um conhecido hospital, um médico que operava pelo convênio e me cadastrei junto a ele no SUS para tentar novamente. Desdobrados alguns capítulos, fui novamente chamado, minha vez chegou - de novo! E dessa vez eu estava na região atendida pelo convênio, mas... O ceratocone é uma doença pré-existente, e a carência para isso vence sóóó em abril de 2009.

Agora, cansado dessa novela sem final feliz, marquei numa UBS consulta com clínico geral para que o mesmo me encaminhe para um oftalmo também da rede pública que possa atestar a necessidade de realização do transplante, e com tal atestado operar gratuitamente pela Escola Paulista de Medicina, através do Hospital São Paulo.

Agora estou aqui, digitando com bastante dificuldade - me perdoem os erros... Já faz mais de nove meses que estou em casa, afastado do serviço. De bobeira em casa, come-se desenfreadamente. Digo e repito: ceratocone engorda...

Ah, e não percam os próximos capítulos!
Abraço!

1 comment:

Ana Paula Messias said...

Olá!
Você poderia me passar o nome do especialista que você consultou em Campinas? É um bom médico?
Muito obrigada!
Ana