Tempo é dinheiro
Por que essa sensação de que a vida acontece sem você? Que o tempo não para e não te espera?
Tenho sentido isso ultimamente.
Tantos livros, CD's, exposições, peças teatrais e filmes surgem novos a cada dia e eu não estou lá. Não os vejo, não os leio, não os tenho.
O tempo é um grande paradoxo da vida moderna. As distâncias encurtadas e as atividades demoradas reduzidas a cliques nos dão minutos e às vezes horas de vantagem sobre o velho modo de vida, mas o ser humano inventou mais coisas pra fazer, que nos rouba o tempo ganho, tornando-o nunca existente.
O dinheiro é outro grande paradoxo da vida moderna. Amam-no e odeiam-no ao mesmo tempo - eu, particularmente o faço. Gosto de tê-lo e todas as coisas que com ele posso fazer/ter, mas odeio saber que TUDO o que quero fazer/ter a ele se relaciona ou dele depende.
Estou diante de sérios problemas financeiros e eles me tiram o sono, martelam minha mente já irrequieta e me atormentam. Ouço músicas e elas me incomodam, leio notícias e elas me incomodam, descubro coisas e elas me incomodam. Tantos erros seguidos, tantas vontades saciadas [com consequências lastimáveis].
Não sei que coisa estou escrevendo. Sei que de alguma forma me faz bem externá-la, mesmo que de forma velada e não tão sincera e de algum exonerante de qualquer culpa do inconsciente.
Abraço.
Friday, April 03, 2009
Monday, March 23, 2009
[Porque chega uma hora...]
... em que a gente compila todas as frases já usadas em conjunto com o nick do MSN.
Sempre uso o nickname Gui, Guilherme, Gabirú ou qualquer coisa que me identifique seguido de hífen e a frase [Porque chega uma hora...] exatamente assim, entre colchetes. E sempre, na mensagem pessoal - aquela que a gente digita logo embaixo do nick, sabe? - uma frase diferente, mutável.
Resolvi então - graças à boa idéia do Gelfort - registrá-las aqui... Uma por uma.
[Porque chega uma hora...]
... em que a gente compila todas as frases já usadas em conjunto com o nick do MSN.
Sempre uso o nickname Gui, Guilherme, Gabirú ou qualquer coisa que me identifique seguido de hífen e a frase [Porque chega uma hora...] exatamente assim, entre colchetes. E sempre, na mensagem pessoal - aquela que a gente digita logo embaixo do nick, sabe? - uma frase diferente, mutável.
Resolvi então - graças à boa idéia do Gelfort - registrá-las aqui... Uma por uma.
[Porque chega uma hora...]
[... em que a gente deve parar de beber]
[... em que a gente cansa da cara das pessoas]
[... em que a gente ri de tristeza e chora de alegria]
[... em que a vida é só trabalhos e mais trabalhos]
[... que a gente cansa da vida]
[... em que a gente se sente um otário]
[... em que o dinheiro acaba]
[... em que a hora nunca passa]
[... em que a vida é mais colorida]
[... que a gente se cansa da reforma]
[... que você quer mais é que o resto se foda]
[... em que a gente se surpreende com aquela pessoa]
[... em que a gente se surpreende com os próprios feitos]
[... em que a gente cansa, mas tolera]
[... em que a gente já não se sente a gente]
[... em que a gente já não quer mais]
[... em que a vida escolhe]
[... em que a gente quer ficar quieto no nosso canto]
[... em que a gente precisa fumar]
[... em que a gente precisa de um pouco mais do que um simples sorriso]
[... em que a gente precisa ficar lá na obra]
[... em que a gente queria dizer: "- On the rocks, please... And give me a lighter!"]
[... em que a gente quer mentiras cor de rosa]
[... em que a medicina moderna é um saco]
[... em que (ui!) bichas velhas morrem!]
[... em que o cinto tem aperta]
[... em que as coisas caminham. A passos lentos, é verdade, mas caminham]
[... em que a gente se dá conta de que precisa estudar]
[... em que a gente para de esticar as tardes de domingo]
Tuesday, December 16, 2008
Eu?
Eu sou o cara que vinha do lado oposto e sem gosto de viver quando trombou o Marcelo Camello numa esquina e bateu um papo interessante.
Disse a ele que eu sou um cara que acha que perder é ser menor na vida.
Um cara que sempre quer vitória e perde a glória de chorar, mas que ainda quer ser um vencedor, e que não leva a vida devagar, leva sem se preocupar com a falta de amor.
Disse a ele também que vivo a esconder o coração.
E o Camello me respondeu:
"Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?"
E ainda completa:
"Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz".
Disse ainda a ele que sou um cara que até tenta disfarçar mas não consegue...
Um cara que está cansado. Cansado das coisas que não o deixam viver em paz, cansado das pessoas que conseguem diminuir mais ainda o mundo em que vivem com seus probleminhas imbecis e seus motivos fúteis.
Um cara cansado de não enxergar, cansado de não conseguir trabalhar, cansado de esperar...
Um cara cansado da desconfiança, da ingratidão, da incompreensão...
Um cara que não sabe pedir ajuda, que não consegue se abrir com as pessoas, que tem receios...
Um cara que não quer mais fazer faculdade e que não quer mais ter carro pois não consegue mais pagar nenhum dos dois.
Um cara cuja vida trilhou caminhos dos quais não consegue se livrar...
Ele até me ouviu, mas não achou essa parte vendável e excluiu da canção...
E foi. Se encontrar com a Mallu...
Eu sou o cara que vinha do lado oposto e sem gosto de viver quando trombou o Marcelo Camello numa esquina e bateu um papo interessante.
Disse a ele que eu sou um cara que acha que perder é ser menor na vida.
Um cara que sempre quer vitória e perde a glória de chorar, mas que ainda quer ser um vencedor, e que não leva a vida devagar, leva sem se preocupar com a falta de amor.
Disse a ele também que vivo a esconder o coração.
E o Camello me respondeu:
"Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?"
E ainda completa:
"Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz".
Disse ainda a ele que sou um cara que até tenta disfarçar mas não consegue...
Um cara que está cansado. Cansado das coisas que não o deixam viver em paz, cansado das pessoas que conseguem diminuir mais ainda o mundo em que vivem com seus probleminhas imbecis e seus motivos fúteis.
Um cara cansado de não enxergar, cansado de não conseguir trabalhar, cansado de esperar...
Um cara cansado da desconfiança, da ingratidão, da incompreensão...
Um cara que não sabe pedir ajuda, que não consegue se abrir com as pessoas, que tem receios...
Um cara que não quer mais fazer faculdade e que não quer mais ter carro pois não consegue mais pagar nenhum dos dois.
Um cara cuja vida trilhou caminhos dos quais não consegue se livrar...
Ele até me ouviu, mas não achou essa parte vendável e excluiu da canção...
E foi. Se encontrar com a Mallu...
Monday, December 15, 2008
Coisas que dizemos em silêncio [para si mesmo], ou em voz alta para os duendes com quem você sempre troca uma idéia depois de fumar um baseado.
Essa brisa não bate?
Essa erva nem é boa.
Nossa, agora foi!
Essa erva é boa.
Ai minha garganta.
Onde eu jogo essa bituca?
Ahhhh...
Preciso comer uma coisa bem gostosa, ou com muito chocolate!
Putz, não tem nada disso em casa!
Nossa, esse cigarro não acaba nunca!
Que sede!!!
Que vontade de bater uma punheta...
Que preguiça de bater uma punheta!
Gozei...
Vou ter que comer alguma coisa gostosa improvisada.
Pão de parmesão com muçarela e catchup não é tãããão bom.
Quero outro.
Não, não é mesmo tão gostoso.
Nossa! Tem bolacha!
Essa brisa não acaba.
Nossa como que tô bobo, alguém deveria me zoar porque eu devo estar muito engraçado!
Caraio, essa bolacha é muito boa.
Não posso sair assim!
Melhor eu tomar um banho pra essa brisa passar...
Tô meio elástico.
Melhor eu parar de comer essa bolacha, meio pacote já!
Onde eu aprendi a dançar assim?
Que chute no ar perfeito!
Não devia ter guardado a bolacha, tava muito boa.
Cansei de ficar lesado.
Será que não vai acabar nunca isso?
Essa brisa não bate?
Essa erva nem é boa.
Nossa, agora foi!
Essa erva é boa.
Ai minha garganta.
Onde eu jogo essa bituca?
Ahhhh...
Preciso comer uma coisa bem gostosa, ou com muito chocolate!
Putz, não tem nada disso em casa!
Nossa, esse cigarro não acaba nunca!
Que sede!!!
Que vontade de bater uma punheta...
Que preguiça de bater uma punheta!
Gozei...
Vou ter que comer alguma coisa gostosa improvisada.
Pão de parmesão com muçarela e catchup não é tãããão bom.
Quero outro.
Não, não é mesmo tão gostoso.
Nossa! Tem bolacha!
Essa brisa não acaba.
Nossa como que tô bobo, alguém deveria me zoar porque eu devo estar muito engraçado!
Caraio, essa bolacha é muito boa.
Não posso sair assim!
Melhor eu tomar um banho pra essa brisa passar...
Tô meio elástico.
Melhor eu parar de comer essa bolacha, meio pacote já!
Onde eu aprendi a dançar assim?
Que chute no ar perfeito!
Não devia ter guardado a bolacha, tava muito boa.
Cansei de ficar lesado.
Será que não vai acabar nunca isso?
Tuesday, December 09, 2008
Ceratocone engorda...
Sério! Descobri nos últimos meses isso.
Pra quem não sabe o que é Ceratocone, clique aqui no aqui. Tenho esse tal de ceratocone desde que me entendo por gente. No fim dos estudos, lá pro segundo e terceiro anos do Ensino Médio já tinha alguma dificuldade para estudar, nada grave.
Algum tempo depois já estava usando as tais lentes rígidas gás-permeáveis [só entende quem leu o link do aqui]. Trabalhava com elas, dirigia, estudava, vida normal. Até que um dia assisitindo à tv tarde da noite dormi com as lentes e acabei por coçar os olhos ao acordar de madrugada. Pra quê? Acabei de ganhar uma úlcera na córnea. Tampão, pomadas, colírios, injeçoes no globo ocular e meses afastado: estamos curados! - pensei com meus olhos. Mas ganhamos uma cicatriz, é, bem no olho! Que aparece como um borrão branco no qual a lente não surte efeito!
Nova etapa! Vamos lá. Conheci um ótimo oftalmologista, especialista em córneas, lá de Campinas. Fomos consultá-lo para saber qual era a saída mais indicada.
Enxerto - ou transplante de córnea, ou pegar a tampinha do olho de um presunto e costurar no lugar da minha! Era a única opção, portanto a mais viável...
Me afastei novamente das minhas atividades e passei a protagonizar essa novela. entrei na fila de receptores de córnea junto ao SUS. Meses depois chegou a hora, lá estava minha córnea, fresquinha, mas o convênio recusou-se a cobrir o procedimento, alegando que a cobertura do meu plano restringe-se apenas à região metropolitana de São Paulo. Acho um tanto quanto anti-ético divulgar aqui o nome da empresa, mas saibam que em Campinas, a Unimed Paulistana não manda nada, ok?
Tive de voltar para a fila pois cinco recusas caracterizam desistência na dança dos transplantes. Conheci, por indicação de um conhecido hospital, um médico que operava pelo convênio e me cadastrei junto a ele no SUS para tentar novamente. Desdobrados alguns capítulos, fui novamente chamado, minha vez chegou - de novo! E dessa vez eu estava na região atendida pelo convênio, mas... O ceratocone é uma doença pré-existente, e a carência para isso vence sóóó em abril de 2009.
Agora, cansado dessa novela sem final feliz, marquei numa UBS consulta com clínico geral para que o mesmo me encaminhe para um oftalmo também da rede pública que possa atestar a necessidade de realização do transplante, e com tal atestado operar gratuitamente pela Escola Paulista de Medicina, através do Hospital São Paulo.
Agora estou aqui, digitando com bastante dificuldade - me perdoem os erros... Já faz mais de nove meses que estou em casa, afastado do serviço. De bobeira em casa, come-se desenfreadamente. Digo e repito: ceratocone engorda...
Ah, e não percam os próximos capítulos!
Abraço!
Sério! Descobri nos últimos meses isso.
Pra quem não sabe o que é Ceratocone, clique aqui no aqui. Tenho esse tal de ceratocone desde que me entendo por gente. No fim dos estudos, lá pro segundo e terceiro anos do Ensino Médio já tinha alguma dificuldade para estudar, nada grave.
Algum tempo depois já estava usando as tais lentes rígidas gás-permeáveis [só entende quem leu o link do aqui]. Trabalhava com elas, dirigia, estudava, vida normal. Até que um dia assisitindo à tv tarde da noite dormi com as lentes e acabei por coçar os olhos ao acordar de madrugada. Pra quê? Acabei de ganhar uma úlcera na córnea. Tampão, pomadas, colírios, injeçoes no globo ocular e meses afastado: estamos curados! - pensei com meus olhos. Mas ganhamos uma cicatriz, é, bem no olho! Que aparece como um borrão branco no qual a lente não surte efeito!
Nova etapa! Vamos lá. Conheci um ótimo oftalmologista, especialista em córneas, lá de Campinas. Fomos consultá-lo para saber qual era a saída mais indicada.
Enxerto - ou transplante de córnea, ou pegar a tampinha do olho de um presunto e costurar no lugar da minha! Era a única opção, portanto a mais viável...
Me afastei novamente das minhas atividades e passei a protagonizar essa novela. entrei na fila de receptores de córnea junto ao SUS. Meses depois chegou a hora, lá estava minha córnea, fresquinha, mas o convênio recusou-se a cobrir o procedimento, alegando que a cobertura do meu plano restringe-se apenas à região metropolitana de São Paulo. Acho um tanto quanto anti-ético divulgar aqui o nome da empresa, mas saibam que em Campinas, a Unimed Paulistana não manda nada, ok?
Tive de voltar para a fila pois cinco recusas caracterizam desistência na dança dos transplantes. Conheci, por indicação de um conhecido hospital, um médico que operava pelo convênio e me cadastrei junto a ele no SUS para tentar novamente. Desdobrados alguns capítulos, fui novamente chamado, minha vez chegou - de novo! E dessa vez eu estava na região atendida pelo convênio, mas... O ceratocone é uma doença pré-existente, e a carência para isso vence sóóó em abril de 2009.
Agora, cansado dessa novela sem final feliz, marquei numa UBS consulta com clínico geral para que o mesmo me encaminhe para um oftalmo também da rede pública que possa atestar a necessidade de realização do transplante, e com tal atestado operar gratuitamente pela Escola Paulista de Medicina, através do Hospital São Paulo.
Agora estou aqui, digitando com bastante dificuldade - me perdoem os erros... Já faz mais de nove meses que estou em casa, afastado do serviço. De bobeira em casa, come-se desenfreadamente. Digo e repito: ceratocone engorda...
Ah, e não percam os próximos capítulos!
Abraço!
Monday, December 08, 2008
Caixinha de natal
Pra quêêê?
Por que desse hábito?
“É uma ajuda para o salário do pessoal que trabalha”, diz uma cliente, mas e meu salário, quem ajuda?
Li rede adentro que as 'caixinhas' são comuns aos porteiros, lixeiros, atendentes do comércio varejista, frentistas, carteiros, etc. Acho engraçado a Claudia Matarazzo, 'especialista em etiqueta', dizer que vinhos ou panetones só devem ser dados se você for íntimo, do contrário a gratificação deve ser dada em dinheiro.
DEVE?
Porra nenhuma! Eu não tenho uma caixinha na minha mesa lá no escritório. Sei lá, acho que essa tradição tosca deriva de tempos longínquos em que inexistiam as leis acerca da gratificação natalina. Não é por nada, não, mas esse povo todo ainda recebe décimo-terceiro salário instituído pela Lei 4.090 de 13 de julho de 1962!!!
No caso de bancas de jornal [descobri que as caixinhas ganharam mais esse habitat], guardas noturnos e outros trabalhadores informais vá lá, mas galera registrada já tem sua caixinha garantida em duas parcelas no final de todos os anos.
Não me considero uma pessoa muquirana nem sem espírito solidário, só acho que tantos velhos hábitos sucumbiram aos novos tempos e esse ainda perdura.
Se você não é gentil com o porteiro ele não assina suas cartas registradas nem recebe suas visitas? Mau profissional, não está engajado com os propósitos a que se dispôs ao aceitar tal emprego...
Não sei onde quero chegar com isso, só queria registrar aqui o quanto acho antiquado e desagradável esse hábito.
Abraço!
Pra quêêê?
Por que desse hábito?
“É uma ajuda para o salário do pessoal que trabalha”, diz uma cliente, mas e meu salário, quem ajuda?
Li rede adentro que as 'caixinhas' são comuns aos porteiros, lixeiros, atendentes do comércio varejista, frentistas, carteiros, etc. Acho engraçado a Claudia Matarazzo, 'especialista em etiqueta', dizer que vinhos ou panetones só devem ser dados se você for íntimo, do contrário a gratificação deve ser dada em dinheiro.
DEVE?
Porra nenhuma! Eu não tenho uma caixinha na minha mesa lá no escritório. Sei lá, acho que essa tradição tosca deriva de tempos longínquos em que inexistiam as leis acerca da gratificação natalina. Não é por nada, não, mas esse povo todo ainda recebe décimo-terceiro salário instituído pela Lei 4.090 de 13 de julho de 1962!!!
No caso de bancas de jornal [descobri que as caixinhas ganharam mais esse habitat], guardas noturnos e outros trabalhadores informais vá lá, mas galera registrada já tem sua caixinha garantida em duas parcelas no final de todos os anos.
Não me considero uma pessoa muquirana nem sem espírito solidário, só acho que tantos velhos hábitos sucumbiram aos novos tempos e esse ainda perdura.
Se você não é gentil com o porteiro ele não assina suas cartas registradas nem recebe suas visitas? Mau profissional, não está engajado com os propósitos a que se dispôs ao aceitar tal emprego...
Não sei onde quero chegar com isso, só queria registrar aqui o quanto acho antiquado e desagradável esse hábito.
Abraço!
Friday, November 28, 2008
Crise!
Muito se ouviu nas últimas semanas e até meses sobre crises mundo afora. Crise financeira norteamericana que virou crise política norteamericana que virou crise financeira mundial que virou crise política mundial que virou crise do FMI que virou crise de enxaqueca.
E eu com isso?
E as minhas crises? Estou em crise! Crise identitária, crise acadêmica, crise financeira - eu também, ué -, crise emocional, crise de dermatite, bronquite, rinite...
Logo MINHAS crises começarão a originar outras crises. Parece piada mas só eu sei que também uso o humor como mecanismo de defesa - ou de disfarce.
Cansei de ser vazio ao ponto de ficar esperando uma pessoa suuuper legal entrar no MSN pra gente conversar. Elas não existem, não são suuuperlegais, ou não têm nada a dizer...
Cansei de ser como os outros, de querer me dar bem, de correr atrás de mulher, de ter histórias pra contar pros outros quererem ser como eu, que queria ser como eles...
Cansei de me embriagar e desafiar a lei seca só pra rir com os amigos, cansei de sair com os amigos...
Cansei de por na capa do trabalho nome de quem na prática não faz parte do grupo, cansei de trabalho em grupo, trabalhos e grupos...
Cansei dos semáforos, das lombadas, das vias entupidas. Cansei de dirigir em São Paulo, de dirigir e de São Paulo...
Cansei de tentar guardar dinheiro, de tentar investir e de guardar. Cansei do dinheiro...
Por que as pessoas não te deixam afirmar que se auto-considera um fracassado? O que há de tão diabólico no fracasso? Eu escolho o que quero ser e como me definir. Sou um fracassado e estou em crise.
Sou um fracassado em crise, oras!
Vá a merda!
Muito se ouviu nas últimas semanas e até meses sobre crises mundo afora. Crise financeira norteamericana que virou crise política norteamericana que virou crise financeira mundial que virou crise política mundial que virou crise do FMI que virou crise de enxaqueca.
E eu com isso?
E as minhas crises? Estou em crise! Crise identitária, crise acadêmica, crise financeira - eu também, ué -, crise emocional, crise de dermatite, bronquite, rinite...
Logo MINHAS crises começarão a originar outras crises. Parece piada mas só eu sei que também uso o humor como mecanismo de defesa - ou de disfarce.
Cansei de ser vazio ao ponto de ficar esperando uma pessoa suuuper legal entrar no MSN pra gente conversar. Elas não existem, não são suuuperlegais, ou não têm nada a dizer...
Cansei de ser como os outros, de querer me dar bem, de correr atrás de mulher, de ter histórias pra contar pros outros quererem ser como eu, que queria ser como eles...
Cansei de me embriagar e desafiar a lei seca só pra rir com os amigos, cansei de sair com os amigos...
Cansei de por na capa do trabalho nome de quem na prática não faz parte do grupo, cansei de trabalho em grupo, trabalhos e grupos...
Cansei dos semáforos, das lombadas, das vias entupidas. Cansei de dirigir em São Paulo, de dirigir e de São Paulo...
Cansei de tentar guardar dinheiro, de tentar investir e de guardar. Cansei do dinheiro...
Por que as pessoas não te deixam afirmar que se auto-considera um fracassado? O que há de tão diabólico no fracasso? Eu escolho o que quero ser e como me definir. Sou um fracassado e estou em crise.
Sou um fracassado em crise, oras!
Vá a merda!
Thursday, November 27, 2008
Se arrependimento matasse...
Tanta gente demagoga a respeito das coisas que fizeram, se enchendo de orgulho e de ar o peito pra dizer que de nada se arrependeram...
Eu não, não posso afirmar nada desse tipo. E mais, decidi - pensando com afinco sobre o assunto - fazer uma lista com as inúmeras coisas das quais me arrependo.
Me arrependo de ter trocado meu carro antigo - e quitado - por um zero quilômetro cujo financiamento quase que soa vitalício;
Me arrependo de ter começado a fumar;
me arrependo de ter sido tão tímido, de ter sentido tanta vergonha acerca das coisas, pessoas e da própria vida;
Me arrependo de não ter investido naquele relacionamento, e de ter deixado ele se dissipar como a fumaça sob o vento;
Me arrependo de ter pensado tanto, de ter feito tantas contas e tantos planos. Nada disso foi levado a sério e o que veio à tona foi o oposto;
Me arrependo de ter dedicado tanto tempo meu com o Leandro, com o Fábio, com o Ivair...;
Me arrependo de ter recusado aquele convite da Andréa;
Me arrependo de ter dito que a Ellen era estranha;
Me arrependo de passar a impressão de que sempre posso ser o porto seguro das pessoas que precisam;
Me arrependo de ter esperado a reciprocidade dos amigos;
Me arrependo de ter trocado o emprego informal e feliz pelo concursado que me paga 150% a mais mas é chato;
Me arrependo às vezes até de ser eu mesmo...
Me arrependo de ser...
Me arrependo de ter sidi rçao preocupado com o meio-ambiente, com a política, com a fome e a paz mundiais, com as coisas externas a mim e que me fizeram perceber, hoje, que o tempo passou à minha frente;
Me arrependo das dúzias de souvenirs que guardei;
Me arrependo das coleções que fiz;
Me arrependo de não ter auto-estima em relação ao sucesso e ao futuro;
Me arrependo de ter parado pra olhar o relógio;
Me arrependi de ter feito tal lista.
Abraço!
Tanta gente demagoga a respeito das coisas que fizeram, se enchendo de orgulho e de ar o peito pra dizer que de nada se arrependeram...
Eu não, não posso afirmar nada desse tipo. E mais, decidi - pensando com afinco sobre o assunto - fazer uma lista com as inúmeras coisas das quais me arrependo.
Me arrependo de ter trocado meu carro antigo - e quitado - por um zero quilômetro cujo financiamento quase que soa vitalício;
Me arrependo de ter começado a fumar;
me arrependo de ter sido tão tímido, de ter sentido tanta vergonha acerca das coisas, pessoas e da própria vida;
Me arrependo de não ter investido naquele relacionamento, e de ter deixado ele se dissipar como a fumaça sob o vento;
Me arrependo de ter pensado tanto, de ter feito tantas contas e tantos planos. Nada disso foi levado a sério e o que veio à tona foi o oposto;
Me arrependo de ter dedicado tanto tempo meu com o Leandro, com o Fábio, com o Ivair...;
Me arrependo de ter recusado aquele convite da Andréa;
Me arrependo de ter dito que a Ellen era estranha;
Me arrependo de passar a impressão de que sempre posso ser o porto seguro das pessoas que precisam;
Me arrependo de ter esperado a reciprocidade dos amigos;
Me arrependo de ter trocado o emprego informal e feliz pelo concursado que me paga 150% a mais mas é chato;
Me arrependo às vezes até de ser eu mesmo...
Me arrependo de ser...
Me arrependo de ter sidi rçao preocupado com o meio-ambiente, com a política, com a fome e a paz mundiais, com as coisas externas a mim e que me fizeram perceber, hoje, que o tempo passou à minha frente;
Me arrependo das dúzias de souvenirs que guardei;
Me arrependo das coleções que fiz;
Me arrependo de não ter auto-estima em relação ao sucesso e ao futuro;
Me arrependo de ter parado pra olhar o relógio;
Me arrependi de ter feito tal lista.
Abraço!
Wednesday, November 26, 2008
AS MELHORES COISAS DA VIDA
Se apaixonar.
Rir até sentir o rosto doer.
Um banho quente.
Um supermercado sem filas.
Um olhar especial.
Receber cartas.
Dirigir numa estrada bonita.
Escutar sua música preferida no rádio.
Um banho de espuma.
Uma boa conversa.
A praia.
Achar uma nota de R$50 na sua blusa do inverno passado.
Rir de você mesmo.
Ligações à meia noite que nunca terminam.
Rir sem absolutamente razão nenhuma.
Ter alguém pra te dizer que você é bonito(a).
Rir por alguma coisa que você lembrou.
Os amigos.
Ouvir acidentalmente alguém falar bem de você.
Acordar e perceber que ainda sobram algumas horas para dormir.
Fazer novos amigos ou ficar junto dos velhos.
Conversas à noite com seu colega de quarto que não te deixa dormir.
Alguém brincar com o seu cabelo.
Bons sonhos.
Chocolate quente.
Viagens com os amigos.
Dançar.
Beijar na boca.
Ir à um bom show.
Ter calafrios ao ver "aquela" pessoa.
Ganhar um jogo difícil.
Levantar todo dia e agradecer a Deus por tudo de bom que ele nos permite viver a cada dia!
Extraí isso do perfil da Kita.
Abraços!
Se apaixonar.
Rir até sentir o rosto doer.
Um banho quente.
Um supermercado sem filas.
Um olhar especial.
Receber cartas.
Dirigir numa estrada bonita.
Escutar sua música preferida no rádio.
Um banho de espuma.
Uma boa conversa.
A praia.
Achar uma nota de R$50 na sua blusa do inverno passado.
Rir de você mesmo.
Ligações à meia noite que nunca terminam.
Rir sem absolutamente razão nenhuma.
Ter alguém pra te dizer que você é bonito(a).
Rir por alguma coisa que você lembrou.
Os amigos.
Ouvir acidentalmente alguém falar bem de você.
Acordar e perceber que ainda sobram algumas horas para dormir.
Fazer novos amigos ou ficar junto dos velhos.
Conversas à noite com seu colega de quarto que não te deixa dormir.
Alguém brincar com o seu cabelo.
Bons sonhos.
Chocolate quente.
Viagens com os amigos.
Dançar.
Beijar na boca.
Ir à um bom show.
Ter calafrios ao ver "aquela" pessoa.
Ganhar um jogo difícil.
Levantar todo dia e agradecer a Deus por tudo de bom que ele nos permite viver a cada dia!
Extraí isso do perfil da Kita.
Abraços!
Tuesday, November 11, 2008
Quem ou o que decide quando é o momento de acabar alguma coisa?
É sabido que tudo, sem exceções um dia acaba. Amizades, amores, relações, momentos, tudo!
Os motivos, obviamente, são peculiarmente variáveis, é claro. Por exemplo, um casamento pode acabar por ciúmes, uma amizade, por brigas - e vice-versa. A morte, por mais óbiva que pareça enquanto cessadora de quaisquer tipos de relações deve sim ser levada em conta. A morte por si só, em sua etimologia mais simplista nos concede:
E quando a situação muda de figura? E quando não é algo e sim quem decide, e pior, e se esse açguém é você?
Já pensou em ter de terminar um romance? Muitos já passaram por isso, eu sei.
E uma amizade? Tem coisa mais dolorosa - para ambas as partes - do que saber que uma amizade ficará melhor se findada? Passei por isso há pouco. Não sei se esse "término" é definitivo, mas a curto prazo me pareceu a melhor solução. Não quero - e nem acho muito bom - entrar em detalhes aqui, mas para não permitir fantasias sobre o assunto, alego que foi a melhor solução da única possível. Uma pessoa que te faz mal até por tabela em consequência de seus atos, uma pessoa que só faz te chatear, e só lembra de você quando precisa. Essa 'amizade' traz consigo uma carga imensurável de pesares, mágoas e decepções que me levam a crer que o único caminho para resolver tal impasse foi justamente o por mim trilhado.
Confesso que não estou feliz com minha decisão, mas afirmo que momentaneamente é irrevogável e irretratável.
Sem mais, publique-se, cumpra-se.
Abraço!
É sabido que tudo, sem exceções um dia acaba. Amizades, amores, relações, momentos, tudo!
Os motivos, obviamente, são peculiarmente variáveis, é claro. Por exemplo, um casamento pode acabar por ciúmes, uma amizade, por brigas - e vice-versa. A morte, por mais óbiva que pareça enquanto cessadora de quaisquer tipos de relações deve sim ser levada em conta. A morte por si só, em sua etimologia mais simplista nos concede:
morteVoltando ao assunto, inúmeras causas podem e sempre definem quando é o momento de cessar alguma coisa.
do Lat. morte
s. f.,
acto de morrer;
fim da vida animal ou vegetal;
termo de existência;
acabamento;
fim;
homicídio;
a pena capital;
E quando a situação muda de figura? E quando não é algo e sim quem decide, e pior, e se esse açguém é você?
Já pensou em ter de terminar um romance? Muitos já passaram por isso, eu sei.
E uma amizade? Tem coisa mais dolorosa - para ambas as partes - do que saber que uma amizade ficará melhor se findada? Passei por isso há pouco. Não sei se esse "término" é definitivo, mas a curto prazo me pareceu a melhor solução. Não quero - e nem acho muito bom - entrar em detalhes aqui, mas para não permitir fantasias sobre o assunto, alego que foi a melhor solução da única possível. Uma pessoa que te faz mal até por tabela em consequência de seus atos, uma pessoa que só faz te chatear, e só lembra de você quando precisa. Essa 'amizade' traz consigo uma carga imensurável de pesares, mágoas e decepções que me levam a crer que o único caminho para resolver tal impasse foi justamente o por mim trilhado.
Confesso que não estou feliz com minha decisão, mas afirmo que momentaneamente é irrevogável e irretratável.
Sem mais, publique-se, cumpra-se.
Abraço!
Saturday, November 08, 2008
O tempo passa sem noção,
noção de tempo que eu não tenho
Tanto deixei de fazer, tanto fiz na hora errada
O tempo passou enquanto eu parei, meu tempo caminhava enquanto diminuía minhas passadas.
A rotina das coisas e o ciclo da vida eu não vivi como o mundo queria, como eu queria que o mundo quisesse, mas como as rédeas e a cegueira que me assolavam homeopaticamente permitiam.
Momentos deixados para trás, pessoas deixadas para trás. Caminharam comigo somente o medo e a angústia, a sensação de perda para o tempo.
Ah, se eu pudesse fazer o relógio girar ao contrário. Tanto seria diferente, tanto eu seria diferente. Às vezes sou o que minha mente quer, como se fantoche dela eu fosse. Me libertar seria como sentir a água de uma cascata que nos envolve, limpando o corpo e muito mais a alma. Seria como a pirofagia que expele o fogo que encanta e também corrói, numa simbologia enigmática e atraente.
Correrei sim, atrás do tempo perdido e dos momentos mau vividos, afim de renová-los e guardá-los na memória, sobrepondo àqueles de que não me agrado.
Abraço!
noção de tempo que eu não tenho
Tanto deixei de fazer, tanto fiz na hora errada
O tempo passou enquanto eu parei, meu tempo caminhava enquanto diminuía minhas passadas.
A rotina das coisas e o ciclo da vida eu não vivi como o mundo queria, como eu queria que o mundo quisesse, mas como as rédeas e a cegueira que me assolavam homeopaticamente permitiam.
Momentos deixados para trás, pessoas deixadas para trás. Caminharam comigo somente o medo e a angústia, a sensação de perda para o tempo.
Ah, se eu pudesse fazer o relógio girar ao contrário. Tanto seria diferente, tanto eu seria diferente. Às vezes sou o que minha mente quer, como se fantoche dela eu fosse. Me libertar seria como sentir a água de uma cascata que nos envolve, limpando o corpo e muito mais a alma. Seria como a pirofagia que expele o fogo que encanta e também corrói, numa simbologia enigmática e atraente.
Correrei sim, atrás do tempo perdido e dos momentos mau vividos, afim de renová-los e guardá-los na memória, sobrepondo àqueles de que não me agrado.
Abraço!
Friday, November 07, 2008
Sentidos
Ouço passos na multidão
Pessoas que vêm e vão,
pessoas que não param.
E que rápidas como o mundo, giram.
E se esquecem das coisas,
coisas que querem, que gostam.
Se esquecem que têm tudo,
tudo o que precisam para que felizes sejam.
E assim vivem. De acordo com os verbos que as orientam:
Fazem, são, sentem, vão, têm, compram, pedem, usam...
Vejo vultos nos espelhos,
espelhos como deuses.
Espelhos, sempre os mesmos,
quem muda está defronte a eles.
Toco a vida e a natureza,
Sinto seus quatro elementos
Na terra que me da a forma
Nos meus dois terços de água, iguais aos do planeta
No ar que me liga ao mundo de fora
No fogo que me dá o calor e o movimento
Toco o orvalho repousante,
toco meus pés na areia.
E faço desse instante,
o melhor da vida inteira.
Degusto a vida e seus sabores:
o amargo da vingança,
o doce dos vencedores,
o tempero de uma dança,
o insosso dos amores...
Sinto a rua e seus odores,
as essências das flores.
O cheiro dos rios, corações vazios.
Sinto cheiro de queimado
vindo do forno esquecido com o assado (hahahah...)
E nesse ritmo que declina
a beleza de minha rima,
penso como pude um texto ter tão bem começado
e pro final, afim de alcançá-lo, minhas rimas ter barateado?
Rs...
Abraço!
Ouço passos na multidão
Pessoas que vêm e vão,
pessoas que não param.
E que rápidas como o mundo, giram.
E se esquecem das coisas,
coisas que querem, que gostam.
Se esquecem que têm tudo,
tudo o que precisam para que felizes sejam.
E assim vivem. De acordo com os verbos que as orientam:
Fazem, são, sentem, vão, têm, compram, pedem, usam...
Vejo vultos nos espelhos,
espelhos como deuses.
Espelhos, sempre os mesmos,
quem muda está defronte a eles.
Toco a vida e a natureza,
Sinto seus quatro elementos
Na terra que me da a forma
Nos meus dois terços de água, iguais aos do planeta
No ar que me liga ao mundo de fora
No fogo que me dá o calor e o movimento
Toco o orvalho repousante,
toco meus pés na areia.
E faço desse instante,
o melhor da vida inteira.
Degusto a vida e seus sabores:
o amargo da vingança,
o doce dos vencedores,
o tempero de uma dança,
o insosso dos amores...
Sinto a rua e seus odores,
as essências das flores.
O cheiro dos rios, corações vazios.
Sinto cheiro de queimado
vindo do forno esquecido com o assado (hahahah...)
E nesse ritmo que declina
a beleza de minha rima,
penso como pude um texto ter tão bem começado
e pro final, afim de alcançá-lo, minhas rimas ter barateado?
Rs...
Abraço!
Friday, October 31, 2008
O meio, o médio e o mediano.
Gosto de pensar que estou no meio das coisas, sou médio nelas e com elas me relaciono medianamente.
Estou meio confuso com algumas coisas, meio revoltado com outras e meio conformado com o restante delas.
Sou meio normal, meio doido.
SOu meio pão-duro, meio gastão.
Sou meio nerds, meio "que-se-foda-a-faculdade".
SOu meio sábio, meio ingênuo.
Sou meio difícil de lidar, sou meio adorável!
Sou meio sincero, meio falso.
Sou meio eu, meio o mundo e os outros.
Sou um fumante médio, um preguiçoso médio, um cidadão médio, um amigo médio. Até meu pênis tem tamanho médio.
E escrevo isso - de ser médio nas coisas - não na intenção de dizer que sou infeliz, ou pra que alguém pense que estou me queixando, e sim que adoro as coisas assim. Felizes são os que integram as estatísticas do meio, os que não são muito nem pouco.
A carência é ruim, o excesso também.
Acredito que a graça da vida e o segredo da felicidade, a verdadeira felicidade, está no equilíbrio das coisas. Esse equilóbrio é óbvio em exemplos como o Yin-Yang, as duas metades. Assim como o dia e a noite, o calor e o frio, a verdade e a mentira... Nestes casos, acredito que a perfeição de ambos encontra-se justamente no seu par, seu oposto.
O ser médio, vive sempre na média, e pelo tempo médio da expectativa de vida atual. Nesse meio tempo, casa-se com alguém de beleza média, e é meio feliz com ela na sua casa média. Ganha uma salário médio e paga um colégio meio bom para os filhos, que serão profissionais médios no futuro e darão netos médios para quem começou o ciclo.
Esse papo de meio, médio e mediano me deixou meio com fome e meio cansado.
Vou fuamr meio cigarro, tomar meia xícara de café e tirar um cochilo médio.
Abraço!
Gosto de pensar que estou no meio das coisas, sou médio nelas e com elas me relaciono medianamente.
Estou meio confuso com algumas coisas, meio revoltado com outras e meio conformado com o restante delas.
Sou meio normal, meio doido.
SOu meio pão-duro, meio gastão.
Sou meio nerds, meio "que-se-foda-a-faculdade".
SOu meio sábio, meio ingênuo.
Sou meio difícil de lidar, sou meio adorável!
Sou meio sincero, meio falso.
Sou meio eu, meio o mundo e os outros.
Sou um fumante médio, um preguiçoso médio, um cidadão médio, um amigo médio. Até meu pênis tem tamanho médio.
E escrevo isso - de ser médio nas coisas - não na intenção de dizer que sou infeliz, ou pra que alguém pense que estou me queixando, e sim que adoro as coisas assim. Felizes são os que integram as estatísticas do meio, os que não são muito nem pouco.
A carência é ruim, o excesso também.
Acredito que a graça da vida e o segredo da felicidade, a verdadeira felicidade, está no equilíbrio das coisas. Esse equilóbrio é óbvio em exemplos como o Yin-Yang, as duas metades. Assim como o dia e a noite, o calor e o frio, a verdade e a mentira... Nestes casos, acredito que a perfeição de ambos encontra-se justamente no seu par, seu oposto.
O ser médio, vive sempre na média, e pelo tempo médio da expectativa de vida atual. Nesse meio tempo, casa-se com alguém de beleza média, e é meio feliz com ela na sua casa média. Ganha uma salário médio e paga um colégio meio bom para os filhos, que serão profissionais médios no futuro e darão netos médios para quem começou o ciclo.
Esse papo de meio, médio e mediano me deixou meio com fome e meio cansado.
Vou fuamr meio cigarro, tomar meia xícara de café e tirar um cochilo médio.
Abraço!
Tuesday, September 23, 2008
Tristeza não tem fim, felicidade sim...
Por que a gente fica triste?
Por que às vezes nos damos conta de que o tudo é nada?
Seus desejos que nunca se realizarão, suas vontades mais bobas e pueris que nunca sairão da sua mente para tornar-se parte viva de você... Por que a gente tem isso?
Olho pro espelho e vejo um otário, um cara patético.
Um cara que não sabe o que quer da vida, que tem poucos - ou menos que isso, porém verdadeiros - amigos, que é gordo e desajeitado, que não sabe lidar com mulheres, que sempre esquece o carro aberto, que nunca sabe dar aquele 'jeitinho brasileiro', que não toca nenhum instrumento, um cara que vai mal na faculdade porque não enxerga, que não é feliz no emprego que tem, um cara que não sabe o que falta...
Vejo um cara que gosta muito de alguém mas não é correspondido, um cara que não é levado a sério pelas pessoas, um cara do qual ninguém quer ser amigo a princípio. Um cara que não sabe dançar, que não sabe lidar com o peso da vida...
Esse cara quer ser melhor, quer ser feliz, mas não sabe como, já recorreu a Deus, aos amigos, a livros, que já entregou os pontos e pegou de volta, embora não saiba o que fazer exatamente com eles...
Olho nos olhos do reflexo e vejo um cara que queria ser menos chato, menos fresco, menos culto, menos inteligente. Que queria ser menos responsável, que queria ser adolescente inconsequente por mais tempo, ou pelo menos por algum tempo - já que ele nunca foi.
Queria tanto me importar menos com as coisas, não apenas saber que disseram que no final tudo acaba bem, mas saber que isso é verdade, que funciona...
Esse cara, que me vê com olhar comiserado, queria ser diferente, ser outro. Nascer diferente, numa utopia onde se é possível tirar o ruim e deixar o que vale a pena.
Por que juntar dinheiro? De que serve o status? Queria tanto ser eu mesmo e não esse alguém de quem o mundo gosta, esse alguém cheio de normas e padrões. Queria não ter cargos, compromissos, conta corrente, relógio, agenda...
O mundo aprisiona a mente, e esse cara que já me olha diferente está tentando libertar-se. Esse cara é meu "eu". É o outro de mim. O outro que não consegue e nem me deixa... Ser feliz.
Abraço!
Por que a gente fica triste?
Por que às vezes nos damos conta de que o tudo é nada?
Seus desejos que nunca se realizarão, suas vontades mais bobas e pueris que nunca sairão da sua mente para tornar-se parte viva de você... Por que a gente tem isso?
Olho pro espelho e vejo um otário, um cara patético.
Um cara que não sabe o que quer da vida, que tem poucos - ou menos que isso, porém verdadeiros - amigos, que é gordo e desajeitado, que não sabe lidar com mulheres, que sempre esquece o carro aberto, que nunca sabe dar aquele 'jeitinho brasileiro', que não toca nenhum instrumento, um cara que vai mal na faculdade porque não enxerga, que não é feliz no emprego que tem, um cara que não sabe o que falta...
Vejo um cara que gosta muito de alguém mas não é correspondido, um cara que não é levado a sério pelas pessoas, um cara do qual ninguém quer ser amigo a princípio. Um cara que não sabe dançar, que não sabe lidar com o peso da vida...
Esse cara quer ser melhor, quer ser feliz, mas não sabe como, já recorreu a Deus, aos amigos, a livros, que já entregou os pontos e pegou de volta, embora não saiba o que fazer exatamente com eles...
Olho nos olhos do reflexo e vejo um cara que queria ser menos chato, menos fresco, menos culto, menos inteligente. Que queria ser menos responsável, que queria ser adolescente inconsequente por mais tempo, ou pelo menos por algum tempo - já que ele nunca foi.
Queria tanto me importar menos com as coisas, não apenas saber que disseram que no final tudo acaba bem, mas saber que isso é verdade, que funciona...
Esse cara, que me vê com olhar comiserado, queria ser diferente, ser outro. Nascer diferente, numa utopia onde se é possível tirar o ruim e deixar o que vale a pena.
Por que juntar dinheiro? De que serve o status? Queria tanto ser eu mesmo e não esse alguém de quem o mundo gosta, esse alguém cheio de normas e padrões. Queria não ter cargos, compromissos, conta corrente, relógio, agenda...
O mundo aprisiona a mente, e esse cara que já me olha diferente está tentando libertar-se. Esse cara é meu "eu". É o outro de mim. O outro que não consegue e nem me deixa... Ser feliz.
Abraço!
Monday, September 22, 2008
Olho pra mim...
Eu sou esse cara cansado, cansado do tempo que corre mais rápido que a própria vida, cansado das mudanças paliativas, cansado da vida...
Por que eu não posso ficar triste? Eu tenho mesmo que viver sorrindo pro mundo?
Cansei de viver como um relógio, que começa e termina o dia no mesmo lugar, cansei de começar e terminar, cansei de dormir e acordar...
Cansei de acreditar, de ajudar, de fazer, de ser, de esperar, de estar. De todos os verbos em todos os tempos...
Estou cansado, me sinto velho, me vejo rodeado de velharias, coisas sem cor, sem gosto...
Queria o novo, o diferente, o que quebra a rotina e traz novo riso.
Onde acho isso?
Eu sou esse cara cansado, cansado do tempo que corre mais rápido que a própria vida, cansado das mudanças paliativas, cansado da vida...
Por que eu não posso ficar triste? Eu tenho mesmo que viver sorrindo pro mundo?
Cansei de viver como um relógio, que começa e termina o dia no mesmo lugar, cansei de começar e terminar, cansei de dormir e acordar...
Cansei de acreditar, de ajudar, de fazer, de ser, de esperar, de estar. De todos os verbos em todos os tempos...
Estou cansado, me sinto velho, me vejo rodeado de velharias, coisas sem cor, sem gosto...
Queria o novo, o diferente, o que quebra a rotina e traz novo riso.
Onde acho isso?
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