Tuesday, April 25, 2006

"One man come in the name of love...
One man come and go..."

Preciso dizer mais alguma coisa?
Pride é uma das incontáveis canções do U2 que tratam de uma forma meio imcompreendida um assunto complicado: religião x fé.

Não sei de toda a história do U2, com todos os mínimos detalhes. Mas sei mais que muita gente.

Sei que começou em 1976. Quando Larry Mullen Jr. - o baterista- pôs na parede da escola, aos 14 anos, um anúncio à procura de integrantes para uma banda.
O nome? Eu sei! Feedback! E tinha um integrante a mais.
Sei que ensaiaram mais de um ano e mudaram o nome pra The Hype.
E sei que com esse nome ganharam um concurso ainda na Irlanda e puderam gravar uma demo graças à um espectador que achou que eles tinham futuro.
Sei também que um cara que manjava do assunto disse que o nome da banda não prestava e buscaram várias dicas com roqueiros para nomes de banda até chegar ao:

U2

Todo esse mistério em torno do U2 começa por esse nome. Cuja interpretação gera duas hipóteses: a primeira - e mais provável - diz que U2 era o nome de um avião de guerra usado pelos EUA na 2º Guerra Mundial, e soava interessante. A segunda, envolve a filosofia do grupo, que diz que quem faz o show é o público, pois U2 = You too = vocês também... Você também participa do show! E convenhamos... Também é bem interessante!
Até que eu sei bastante, né?
Sei até que o nome do Bono não é Bono Vox e sim Paul Hewson.

Daí pra frente todo mundo já sabe, né? Explodiram nos anos 80 e já era... Mais de 15 CD's! E a certeza de ser a banda que mais arrecada US$ anualmente.

Ops... E a religião? Até mudei de assunto.

As letras do U2 falam de amor, não amor amor. Também falam desse amor, mas o amor em questão não é esse. Amor... Amor, ao próximo, à vida, à paz... As letras tem um lado espiritual bastante profundo... Ora dão forças, ora gritam em prostesto. Inclusive, todo esse ativismo social e político tão intenso liderado por Bono em campanhas contra a miséria e a fome quase acabou com o U2, pois os demais integrantes se incomodavam com tudo isso. Mas hoje, apoiam Bono e participam ativamente das campanhas em prol do bem-estar digamos... Da humanidade.

Eles não tem estereótipo religioso, declaram isso. Mas são bastante influenciados pela Bíblia. E mesmo assim podem - por que não? - ter fé!

Vários autores movidos pela curiosidade já publicaram livros e artigos sobre essa busca religiosa do U2. E neles, questionam as chances e as probabilidades de esse encontro já ter existido e os porquês dele.

Sabemos que a Irlanda é um país muito religioso e não de uma religião só. O que motiva a infindável briga entre protestantes e católicos. Tema esse, que inclusive é abordado pela canção Sunday, Bloody Sunday. Esse domingo sangrento foi um dia em que houve uma espécie de guerra civil entre os seguidores das tão rivais religiões. Eles viram, desde a infância, a violência bem de perto. Pode ser por isso que suas letras incentivam tanto a "multiplicação" da paz...

O livro Walk On - A jornada espiritual do U2 parece ser bem interessante (preciso ler!) o autor Steve Stockman traz neste livro respostas para essas e outras perguntas.

Não sei explicar a energia tão positiva que eles transpassam... Só sei que adoro.

Abraço!

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