Thursday, December 14, 2006

2. Inveja...
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do Lat. invidia

s. f.,
misto de pena e de raiva;
sentimento de desgosto pela prosperidade ou alegria de outrem;
desejo de possuir aquilo que os outros possuem;
ciúme;
emulação, cobiça.
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Taca sete pedrinhas de sal grosso pra tirar esse olho gordo!

Falando francamente: quem nunca sentiu inveja?
Inveja daquele carrão do vizinho, do mulherão do vizinho, da barriguinha sarada do vizinho...
Que mulher nunca desejou tanto ter o corpo de outra a ponto de sentir mal em não ter?
Dá-lhe inveja!
Que colega de trabalho sincero de verdade fica superfeliz quando aquele veadinho engomado, em menos de um mês, é promovido justamente para o cargo que você batalha há anos?
Dá-lhe inveja!

Diagnosticá-la? Simples!
Dor ora frequente, ora esparsa na região do cúbito. Mais precisamente, cotovelo!

A inveja, assim como a arrogância, não constava na lista inicial dos pecados capitais, mas passou a integrar a lista definitiva alguns séculos antes, na primeira alteração.
Na segunda lista, a vaidade passou a fazer parte do orgulho e a acedia da melancolia. Foi aí que a inveja - ocupando desde a época a 2ª posição no ranking dos piores - entrou para a lista.

Segundo os conceitos católicos, a inveja é um pecado capital pois ao desejar os bens, atributos, status ou qualquer outra coisa que pertença ao próximo a pessoa passa a ignorar suas próprias bençãos e isso prejudica seu crescimento espiritual.

Lembrando: inveja não deve ser confundida com cobiça. A cobiça é apenas o desejo por algum bem ou coisa material, mesmo que não pertença a ninguém específico. Já a inveja é sempre com esse "alguém específico".

A virtude que opõe-se à inveja é a caridade. E não só para com os outros, ma também a aceitação das coisas como são, a amizade... Satisfazer-se com a vida do jeito que ela está.

Pensadores dizem que a inveja é a arma usada pelos incompetentes para sobreviver na era capitalista, pois exige dele não que ame, mas que vença de seus semelhantes.

Não vos esverdeeis* de inveja, sejeis auto-suficientes...
Esverdeei-vos sim, mas de esperança!

Abraço!

* Ficar "verde de inveja" é uma expressão criada por William Shakespeare em Otelo, quando descreveu um indivíduo invejoso como "green-eyed monster" - monstro de olhos esverdeados.

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