O vazio é nada. E é tudo ao mesmo tempo...
Quase trinta dias desde o último post, hein?
Como preencher esse vazio, esse espaço que ficou?
É difícil, não impossível...
Impossível é preencher o vazio do coração.
Vazio que as pessoas deixam quando partem.
Vazio que nem todas as lágrimas podem preencher, mesmo que encham o vazio de um balde ou que molhem o ombro de um amigo que te apóia nessa hora.
José Inácio Ribeiro.
O mesmo vô que foi internado em 11/11 deste ano agora é só uma lembrança, e uma dor lancinante e inexplicável que quando misturada à saudade lhe causa o desespero ao ver que você é nada e nada pode fazer, só sofrer...
Difícil conter as lágrimas ao falar dele e ao lembrar de como foi horrível a semana em que ele ficou internado.
"Por quê um homem que vivia sorridente perde a sua vida assim tão de repente?
Logo um cara que adorava viver
Realmente é impossível entender"
Não quero falar sobre isso... Mesmo que tantos dias já tenham se passado...
Não quero narrar os detalhes, os boletins médicos diários, o quadro clínico cada vez pior...
Só quero registrar aqui a minha saudade...
É vô...
Sua luz apagou aqui na Terra.
Toda aquela sua vitalidade, sua energia... Sua risada... Puxa vida! Aquela risada de criança, com brilho nos olhos!
Você faz muita falta, meu!
É, você se foi, mas duas certezas ficaram e é só isso o que me importa:
A certeza de que eu te amava e a de que você me amava...
Queria poder conversar com você... Falar sobre o café, sobre o sítio, sobre como e quando plantar certo tipo de árvore ou mesmo sobre qual carro você deveria comprar. Você queria tanto ter um carro maior...
Queria aprender mais receitas com você...
Queria te ajudar a limpar o quintal...
Queria que você tivesse bisnetos...
Queria que você estivesse aqui...
Queria tanta coisa, e choro tanto quando me dou conta de que essas coisas foram embora com você...
Chorei tanto pelos cantos... Não tive coragem de chorar na frente da minha mãe, nem da Bá...
Me sinto mal ao dizer algo assim, mas já na terça-feira (14) eu sentia que você não ia mais voltar, e fiquei desesperado... Não sabia mais o que pensar ou como agir.
Vô, eu te amo, muito! Mais que o outro vô! Rs...
Ele se foi em 1998, mas eu sempre te amei mais!
A gente se vê num futuro próximo... Divirta-se aí em cima, hein?
Abraço!
Saturday, December 09, 2006
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