Thursday, May 31, 2007
O que eu quero dizer é: existem heróis que estão sempre prontos a acudir os heróis necessitados?
Confuso? Elaboremos o assunto...
Todo mundo precisa de ajuda, e o Superman - nos quadrinhos e nas telas - ajuda! Clark Kent faz parte de "todo mundo", mas quem o ajuda?
Ele é um cara normal: trabalha, tem família, casa, problemas, sentimentos... Mas quem oferece o ombro a Clark Kent quando ele sofre de suas desilusões amorosas com Lois Lane?
Em outras histórias, Gotham City está sempre segura graças ao Batman. Mas quem ajuda Bruce Wayne quando tem pesadelos ao lembrar do brutal assassinato dos pais quando ainda era criança?
E Peter Parker e as dúvidas típicas de um jovem?
Ou Matt Murdock e a deficiência visual?
E até mesmo Diana Prince que tem poderes, depois os perde, e depois os tem novamente graças à bagunça de seus criadores?
E o Barry Allen - coitado! - reinventado pela DC Comics a partir de Jay Garrick?
Ser herói deve ser legal, ou não.
Deve ser gratificante ajudar a todos e ser amado, mas triste não poder pedir ajuda, ter que sempre ser forte e corajoso.
Não sou herói, mas me encaixo perfeitamente na reflexão que fiz agora...
Não sei pedir ajuda, não sei precisar de alguém...
Não sei pedir colo, e nem ombro pra chorar...
Eu sempre tenho conselhos. Sempre tenho palavras doces e/ou encorajadoras, e sei que meus amigos também as têem para mim, mas eu nunca precisei - precisei sim, mas nunca disse! Todas as pessoas precisam de ajuda, eu também preciso. Mas eu trago a tanto tempo comigo o hábito de sempre ajudar quem precisa que não consigo me ver sendo ajudado.
Pouquíssimas vezes chorei pra alguém, e até onde me lembro, esse alguém sempre foi minha mãe. Ou meu travesseiro.
Gosto de chorar, faz bem, lava a alma. As pessoas não deveriam ter vergonha ou medo de chorar. Gosto quando algum amigo chora para/perto de mim. Sei lá, mostra que a pessoa quer a minha ajuda, minha companhia ou só o meu tempo. Tempo esse que faço questão de dedicar a quem dele precisar.
Ultimamente tenho sentido uma tristeza que não sei bem o que é. Passageira, mas quando passa deixa aquele nó, sabe?
E o mais estranho de tudo é que não sei o porquê. Até sei, mas não entendo. Tô numas de sofredor, tomo para mim as dores do mundo. Tanta coisa ruim acontece. Tanta tristeza e eu aqui, tão pequeno e impotente. O mundo é ótimo, a vida é perfeita, mas não consigo olhar só por cima. Basta levantar uma pedra pra sentir o fedor e ver toda a sujeira.
Tanta gente que não presta, tanta gente desonesta...
Não sei o que é pior, ter a respostas para os problema do mundo e não ter como prática-la ou ter o direito a um desejo realizado e não saber a resposta para os problemas do mundo.
Peço a Deus que me faça um ser humano melhor, e que nunca o egoísmo me domine. Me importo de verdade com o próximo...
Queria ser sim super-herói, mesmo que não tenha a quem pedir socorro, mas para ser alguém de quem os outros precisam.
Abraço!
Wednesday, May 30, 2007
Tuesday, May 29, 2007
Alguém sabe onde vende? Onde nasce isso pra eu colher?
Queria tanto tomar um gole bem servido desse chá.
Estava pensando na vida (pra variar um pouco) e a minha conclusão (pra variar mais ainda) foi de que a vida está um cocô - pra não dizer "uma bosta".
Cansei, sabe? Cansei da cara de algumas pessoas, cansei de alguns lugares, cansei de aguentar velhos hábitos - meus inclusive! Cansei! Cansei de levantar todo dia às 6h da manhã e de tomar banho com o chuveiro na posição "pseudo-quente". Cansei de gastar o dinheiro que não tenho com as coisas que não quero (bateria do carro, radiador...).
Cansei de estar SEMPRE feliz, SEMPRE sorridente, SEMPRE bem! Cansei de disfarçar... Quero ficar triste às vezes, quero ficar em paz, quero ficar emburrado e que ninguém me incomode.
Por favor,
Não me traga seus problemas. Detesto matemática!
Não me traga suas infantilidades. Você acha que eu tenho a obrigação de suportá-las só pelo bem da amizade?
Não me traga suas críticas. Se eu gostasse de críticas seria leitor assíduo do guia cultural da Vejinha.
Não me traga suas frescuras. Não vou - e não quero - tolerá-las.
Não me traga uma expressão sarcástica dizendo " - Nossa, que revoltado!" pois juro que faço você engolir de volta sílaba por sílaba, e não vai ser pela boca...
Essa revolta toda passa, tenho certeza! Mas por enquanto deixa eu ficar com ela, ok?
Voltando ao assunto... Queria comprar uma passagem só de ida pra qualquer lugar paradisíaco e lá ficar por tempo indeterminado:
"Mãe,
Fui...
Não se preocupe, estou bem, muito bem.
Deixei o celular aí, não adianta ligar...
Ah, e não sei quando - e nem se - volto, mas não se preocupe.
Com amor,
Gui..."
E aí vocês dizem:
E as contas a pagar? Eu digo: Viva o SPC!
E o serviço? Eu digo: Viva a exoneração!
E os amigos? Eu digo: Viva a saudade!
E a vida? Eu digo: Viva!
Aí pensei bem e vi que seria até bom sumir um pouco, mas não vale a pena. Sabe por quê? Por que os problemas são tão safados, mas tão safados que eles esperam você voltar. E enquanto esperam eles se multiplicam!
Então cheguei a conclusão de que... De que... De nada! Não existe solução, droga! Só o tempo resolve essas coisas, e tempo é algo que eu não tenho ou não quero ter. Quanto mais esperar ele passar...
Sei lá...
Não me diga que não gostou deste post. Se não gostou, apenas aperte Ctrl + W.
Abraço!
Monday, May 28, 2007

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Abraço!
Sunday, May 27, 2007
Hoje, pouco antes do almoço estava "folheando" a televisão e ao passar pela TV Cultura vi que estava começando um programa que adorava quando criança!
Eu tinha o privilégio - e o motivo pra me gabar - de ser o primeiro garoto a ser deixado em casa pela tia da perua, o que me permitia pegar desde o começo o Castelo Rá-Tim-Bum...
Como eu adorava!
Aquilo era um mundo de fantasias pra mim!
Como eu queria ser o Nino! Queria ser bruxo, ter 300 anos, ter bichos engraçados e falantes espalhados pelos cômodos da casa! Ser amigo da Caipora e da repórter cor-de-rosa!
Como eu queria que aquele Etevaldo me visitasse!
Ahh, como eu queria ter um relógio e um porteiro falantes! Um ninho de passarinhos num galho de uma árvore cujo caule serve de casa para uma cobra com problemas de auto-aceitação dentro da sala de estar!
E as geringonças do Tio Vitor?
E as feitiçarias da Tia Morgana?
Coisa de criança... Que fica pra trás e dá lugar pra Malhação, que depois dá lugar pra MTV, que depois dá lugar pra telejornal, que por fim não dá lugar pra mais nada!
Coisa de criança...? Preferiria nunca ter deixado de ser uma. Algo do tipo Peter Pan, sabe?
Lembrei do condomínio que morava, das dezenas de amigos que deixei pra trás e que não sei onde estão e nem o que fazem hoje.
Lembrei do pega-pega, do esconde-esconde.
Cara! Eu adorava brincar de esconde-esconde. Que falta me faz isso. Acho que nunca brinquei o suficiente...
A alegria de ver novamente o Castelo Rá-Tim-Bum foi dando lugar pra tristeza. Tristeza de estar ali com 20 anos no sofá da casa da vó, vendo Castelo Rá-Tim-Bum sabendo que não ia jantar dali a pouco nem descer pro pátio e encontrar o Gustavo, a Evelyn, o Renan, a Tainá e o Bruninho. Tristeza de saber que o esconde-esconde acabou, não tô mais nessa idade...
Que angústia! Fiquei triste de verdade, com nó na garganta e tudo...
Essas coisas que a gente faz quando criança até podem ser feitas depois de crescido, mas é só pra lembrar, não pra viver. É patético!
Eu brinquei sim, muito, mas me deu saudade. Senti que perdi um pedaço de mim naquela hora. Se eu ainda tivesse contato com essas pessoas, poderíamos ao menos lembrar dessas coisas e rir juntos, mas nem isso posso!
Percebi que essa tristeza é duradoura, e o único jeito de evitá-la é não pensar o tempo todo no passado, ou pensar em como ele foi intenso, e não que ele já se foi. E o único jeito de não aumentá-la é viver também o hoje intensamente, para que no futuro possa rir de tudo o que fez... Mesmo pq não posso negar o fato de que amo o presente - mesmo tendo às vezes certo medo do futuro.
Já não estou mais tão triste, mas eu bem que queria brincar de novo...
" - Só mais um pouquinho mãe!" - eu gritava pra ela na janela, sem celular, sem telefone e longe do interfone. Sem nada, só no gogó, eu e ela, eu no pátio e ela no 4º andar!
Abraço!
Saturday, May 26, 2007
Xepa literária
Não precisa perguntar, eu não vou saber responder mesmo...
Mudar é bom, pelo menos na maioria das vezes. Acho que essa é uma delas.
Cansei do mesmo endereço, da mesma cara, das mesmas cores...
Xepa diz tudo. Xepa é resto, xepa é tudo misturado. Xepa literária é resto de pensamento, é a mistura escrita e não pisoteada e espalhada pela rua. Coisas esparsas publicáveis ou não formam o Xepa literária. Minha Xepa!
Xepa no dicionário define a comida do quartel... Sabe-se lá como a comida do quartel emprestou o nome para os restos deixados pelas feiras livres. Xepa também é neologismo, xepa é o parasita (acho que não existe palavra que defina melhor) que vai pra balada às custas de quem quiser - e puder pagar. Xepa é também o intrometido, o cara que sai na foto para a qual não foi convidado... Xepa sou eu! Eu sou uma mistura. Mistura de humores, de pensamentos, personalidades, de qualidades louváveis e defeitos horríveis! Sou uma mistura de estilos: estilos musicais, estilos fashionistas, estilos de vida, de dirigir, de falar, de comer, de escrever... Eu sou a própria Xepa! Sou democrático e simples. Não sou necessário para todos, mas fundamental para os quais sirvo - e sirvo bem! Sou prepotente tanto quanto a Xepa! Apreciem a Xepa, desfrutem a Xepa...
E viva a Xepa!
Abraço!
Pra quem nesta hora sente que pegou o bonde andando, saiba que o Xepa Literária descende de outro blog, de outros textos...
Essa brincadeira de escrever começou em http://guilherme172.blogspot.com/
Thursday, May 24, 2007
Pra começar, esclareço que a data que consta acima deste post é mero perfeccionismo - pois quero que ele fique NESTE lugar.
Até o dia 23/05/2007 esse era meu blog. Chamava-se "Continuação do perfil..." e seu endereço era guilherme172/blogspot.com.
Resolvi mudar de endereço, de cara, de tudo! E foi aí que, devido a uma enorme sucessão de erros acabei por ficar com 2 blogs, o já mencionado e com este, que hoje tomou o lugar do anterior. Mudou de endereço para assumir o lugar do antigo e mudou de cara, e que você, leitor, pode ver agora.
Confuso? Pra caralho!
O que importa? Que tudo voltou ao normal!
Os posts que estavam no novo blog serão transportados para este e acabou-se a confusão.
Estamos trabalhando para melhor atendê-lo.
Abraço!
P.S.: Esqueci! O blog anterior tinha um pequeno texto no cabeçalho que eu adorava, e vale a pena reproduzir e reiterar:
Isso é uma continuação eterna do que eu ainda nem comecei...
Ahhh... Antes de ler isso, todos esses posts, saibam que sou uma pessoa que tem bruscas variações de humor. Talvez o que esteja escrito aí é como eu era. Ontem? Não importa... É apenas ontem... Como dizem por aí: A página de amanhã está em branco...
Wednesday, May 23, 2007
Tudo é pouco e o pouco às vezes é muito. Muito pode ser nada...
O que é tudo? O que é nada?
Ninguém deveria ter o direito de usar essas palavras tão fortes.
Fortes e opostas. Fortes, opostas e sempre usadas. Usadas como veículos usados, que desvalorizam apenas por sair da loja e tocar o asfalto. Asfalto esburacado. Buracos nunca tapados tapando os olhos do contribuinte que não sabe que fim leva o IPTU e o IPVA. Contribuinte que pode ser facultativo ou individual, e que pode recolher onze ou vinte por cento, mensal ou trimestralmente. Por cento que é usado como medida para a venda de salgadinhos de festa. Festa que é a política do país. País que é republicano no papel (pode conferir seu RG) mas democrata em outros papéis. Papéis que quase ninguém recicla e simplesmente joga fora. Fora do país que é pra onde um dia eu vou. Dia ensolarado, dia de verão. Onde todos verão que o dia está nublado. Nublado como a economia norteamericana que parece instável. Instável como o meu humor. Meu, minha, vosso, nosso, Nossa Senhora que não é minha. Nem minha nem de nenhum protestante. Protestante como os que conquistaram as "Diretas, já!' já que ninguém teve idéia melhor. Melhor como a mãe da amiga que se recupera da cirurgia do coração. Coração que às vezes não sabe o que faz. Faz tempo que não passo um fax. Fax que recebi para brincar de trocadilho com a palavra 'faz' e também para comunicar que tínhamos uma proposta do Sr. Emilio Cominnato. 'Faz' de quem faz a hora e não espera acontecer. Aconteceu! Greve na Proservvi. Proservvi que virou Fidelity. Fidelity que continua Proservvi. Continua com os funcionários que eram meus colegas de trabalho. Trabalho que deixei pra trás em troca de melhor oferta. Oferta que não posso aproveitar pois estou sem dinheiro. Dinheiro que não sei como gastei. Gastei as dobradiças do armário que já não fecha mais. Armário que é metáfora para homossexuais não-assumidos. Assumidos como o cargo público que ocupo no INSS. Ocupo a culpa. Culpa de ajudar na construção de uma instituição considerada falida. Falida como a massa de documentos que as empresas largam em sindicatos ou semelhantes. Semelhantes que são diferentes. Diferenças que geram preconceito. Preconceito que gera ódio. Ódio que gera o movimento nazista liderado por um homem doente. Doente como a própria humanidade. Humanidade que perdeu o valor. Valor que se mede em cifras e não mais em feitos notórios. Notória programaçao de TV que sucumbe parte inocente - e culta - da sociedade à tortura explícita em programas de namoro ridículos e novelas. Novela que são as CPI's que só servem para alimentar jogos partidários e de interesses. Interesse de conhecer o Rio de Janeiro que está acabando. Acabando com os bens e a saúde mental de turistas saqueados. Saqueado sou eu! Que pago CPMF e tarifas absurdas por ter acessos de tosse ou espirro nas proximidades da agência desde que estejam em desacordo com o contrato de abertura de conta com apenas 2.753 páginas que ninguém nunca leu.
Nunca é outra palavra forte.
Nunca diga nunca. E já disseste duas vezes. Duas vezes dez que é a minha idade. Idade mínima para votar é de dezesseis anos mas só vai pra cadeia se tiver dezoito, então, se der errado o "dimenor" assume a autoria. Autoria desconhecida de crônicas e textos que recebo por e-mail. Recebo no 2º dia útil e já gasto. Gasto tempo lendo os e-mails da caixa de entrada. Caixa de banco que demora horas pra te atender. Atender ao telefone de madrugada e chorar ao som de uma má notícia. Notícias de rotina nos telejornais. Rotina violenta. Violenta bala perdida. Perdida como as crianças que correm ao som do seu disparo. Paro?
Não, não paro de escrever.
Escrever é respirar. Respirar é o que fazia Clarice Lispector. "Clarice Lispector - A Hora da Estrela" é a estrela atual do Museu da Língua Portuguesa. Língua que vemos no museu, mas aprendemos na escola. Escola em que usam canetas de gel as meninas. Meninas que se impressionam com os penteados cheios de gel dos meninos. Alunos com gel nos cabelos e canetas na aula de gramática. Gramática que é frequentemente motivo de discussões acaloradas dentro do carro. Dentro de cada um. Cadafalso. Onde se executavam falsas penas de morte decretadas por pessoas falsas. Morte que eu deixo pra mais tarde. Por hora prefiro as penas. Penas de ganso no meu travesseiro. Travesso travesseiro que me causa dores no pescoço. Dores que é dolores em espanhol. Que também é o nome da mãe da amiga para a qual preciso ligar agora. Precisão cirúrgica. Preciso muitas coisas. Coisas que não posso. Tomo posse. Tomo um café e um guaraná pra me animar. Tomo posse. Fico possesso com coisas que não posso. Café que não gosto e guaraná que não tomo. Não gosto, não quero. Não. "Não" que define pessoas. Pessoas que fazem escolhas. Escolhem entre azul e amarelo, entre vermelho e verde. Cores de toalhas de banho ou de mesa. Toalhas de mesa sem cor. Mesa sem toalha pra jogar baralho. Baralho em tarde ensolarada de carnaval. Carnaval que é panis et circenses. Pão que falta, circo que sobra. Sobras que alimentam. Xepa que alimenta a miséria. Miséria que mutila os sonhos. Sonho de padaria. Sonho acordado em ter uma rede de padarias. Rede pra deitar. Deitar e rolar em pleno saguão da reitoria. Movimento estudantil? Vergonha estudantil invadir um prédio para exigir praticamente total controle da instituição. Controle de videogame. Video de família. Família reunida pro almoço de domingo. Almoço, arroz e feijão. Feijão na panela. Panela de pressão. De pressão. Depressão. São é aquele dentro da casa para loucos. Para loucos. Pára-raio. Pára-brisa. Brisa que refresca. Refresco de laranja. Laranja-claro como aquele lápis de cor que não sei pra que serve. Servir como à seus senhores. Senhores do engenho. Engenheiros de todas as áreas. Área de serviço onde se guardam vassouras. Vassouras encantadas que voam. Voam pelos ares com mais um homem-bomba. Bomba de chocolate. Chocolate recheado. Carteira recheada. Carteira de benefícios. Benefícios como o vale-refeição, vale-transporte. Transporte público ineficiente das grandes cidades. Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil e tiros de fuzil. Fusível dos estabilizadores que sempre queima. Queima o filme. Filme de tarde na tevê. Tarde de curtir o ócio. Ópio da China. Negócio da China. Chineses que prosperam com seus negócios e camelôs na 25 de março. Março das águas de março fechando o verão. Fechando as portas, a burocracia venceu e o microempresário faliu. Burocracia, aristocracia. Aristóteles e Platão. Platina como os discos que os artistas ganham. Artistas plásticos. Talheres descartáveis e detestáveis. Quadros clínicos estáveis. Clínicas de aborto ilegais. Aborto que devia ser legalizado ou não? Perguntem para o Papa. Papinha de neném. Perguntem para o neném que não escolheu nascer e agora passa fome. Passa o trem e o menino pede esmola. Passa roupa e a menina perde a escola. Esmola, escola? Escolha. Liberdade de escolha. Liberdade de expressão. Expressão facial que fala pela gente. Gente com cara triste dentro do ônibus em horário de pico. Ir pro Pico do Jaraguá de ônibus. Ônibus espacial que explode no lançamento. Lançamento de uma marca de perfumes marcantes. Lança-perfume feito em casa. Feito, rarefeito como o ar lá de cima. Ar. A.R. dos Correios. Correias dentadas de carros. Dentaduras em copos d'água na hora de dormir. Dormir na hora certa e no mínimo por oito horas.
Mínimo, máximo...
Detesto estes limites. Limites do cheque especial e do cartão de crédito. Cartão de visitas. Visitas insuportáveis com seus cartões de visita. Insuportável esse frio em pleno mês de maio. Maiô? Não dá nem pra pensar em praia ou piscina. Piscina de bolinhas. Bolinhas de gude na areia. Areia da praia que ninguém quer ir. Ir além, superar limites e ultrapassar barreiras. Ultrapassar veículos só quando a faixa não for contínua. Regra esta continuamente ignorada. Regras e exceções. Exceções às regras. Exceções que viram regras. Caos total...
Total. Outra palavra forte, não tanto como nunca.
Não tanto, entretanto, portanto, porquanto. Quanto? Pouco... Muito... Pouco é tudo, muito é nada... Nada é filosofia barata de moleques de 20 anos?
Filosofia é sempre barata, principalmente para os "alunos" da USP.
Tudo são todas as coisas, nada são todas as coisas...
Coisas...
Quem sabe de todas as coisas?
Abraço!
Sunday, May 20, 2007
Felicidade
do Lat. felicitate
s. f.,
ventura;
bem-estar;
contentamento;
bom resultado, bom êxito;
dita;
qualidade ou estado de quem é feliz.
Não sei dizer o que é felicidade.
Já disseram que ela é "como a gota de orvalho numa pétala de flor", e que "brilha no ar, como uma estrela que não está lá".
Mas alguém entende essas metáforas? Eu não entendo, mas não posso garantir o mesmo dos caras aí de cima...
A felicidade, pra mim, é abrir um ovo de páscoa quando se tem 6 anos, ou andar de avião quando se tem 12... Dirigir pela primeira vez quando se tem 16...
A felicidade é passar horas a fio na mesa de uma sorveteria falando bobagens...
É ter um caixa-eletrônico por perto quando você precisar...
A felicidade está naquela garoa que faz o dia abafado parecer agradabilíssimo, ou aquele Sol que vem pra acabar com aquele dia congelante...
É ver um amigo que não via a tempos - ou que não via só a alguns dias, mas já estava com saudades... É ter um livro ótimo pra ler, um filme para assistir, mesmo que sozinho se o filme o valer...
A felicidade é coisa para se exemplificar por horas, dias, meses... Ela é tudo! Está em tudo...
Não sei continuar esse post. Me perdi!
A felicidade te envolve de uma maneira que quando vê... Hã?
A felicidade é paradoxa.
Às vezes você tem problemas. Problemas vazando pelos cantos. Problemas inumeráveis! Mas é feliz simplesmente pq não deixa isso atrasar a sua vida.
Para se viver, bastar estar vivo!
Parece óbvio e fácil demais? Mas é! O problema está naqueles que acham obstáculos para a vida!
Os dias vão passar, esteja você feliz ou não. Então pq no fim da vida dar-se conta de que viveu mais dias chatos e tristes do que a vida em si, que por regra deveria ser alegre?
Sorria!
Se você leu isso é pq tem o privilégio de acessar a Internet!
Mais?
Você sabe ler!
Mais?
Você enxerga!
Mais?
Você é feliz e não sabe!
Você não passa fome, você não é um trabalhador escravo, você tem consciência, é racional, você teve acesso à escola, alguém te ama, você ama alguém. Sorria! Dance! Cante!
Eu sou uma pessoa feliz. Tenho lá meus dias ruins mas adoro o "ser/estar" feliz...
"Eu sou uma pessoa iluminada. Gosto de ajudar o próximo e sinto-me revigorado pelo simples sorriso de uma criança. Com a carteira cheia, ou vazia, meu comportamento é sempre o mesmo. Valorizo as pequenas coisas da vida e do dia-a-dia, pois sei que no fim todos irão para o mesmo lugar. "
Essa é a minha concepção de felicidade, segundo o testezinho bobo que fiz na internet.
Seja feliz! Por favor!
Abraço!
Friday, May 18, 2007
Quem é alguém sem ter outro alguém?
Quem é alguém sem amigos, companheiros, confidentes?
Amigo é aquele que te ouve, que te faz rir...
Amigo é aquele que sabe dos seus mais íntimos e secretados desejos e não acha que eles são meras esquisitices. Além disso, nunca ri de você ou te recrimina por sentí-los (pelo menos em voz alta)...
Amigo é aquele do qual você não tem vergonha. Não se sente inibido pra dizer ou fazer qualquer coisa...
Amigo é aquele que poderia acabar com você só contando metade das coisas que sabe, mas prefere a sua amizade ao invés de fazer os outros rirem...
Amigo é aquele que te dá a certeza de que alguém se importa...
Amigo é aquele que te conta seus segredos sem medo, sem vergonha, sem noção...
Amigo é aquele que precisa ser ouvido, que precisa rir de ou com você...
Amigo é aquele...
É esse...
É ele...
Quem é alguém sem ter outro alguém? Ninguém!
Abraço!
Wednesday, May 16, 2007
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.
Quem a pôs neste rocrócio?... Negócio.
Quem causa tal perdição?... Ambição.
E no meio desta loucura?... Usura.
Notável desaventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.
Quais são seus doces objetos?... Pretos.
Tem outros bens mais maciços?... Mestiços.
Quais destes lhe são mais gratos?... Mulatos.
Dou ao Demo os insensatos,
Dou ao Demo o povo asnal,
Que estima por cabedal,
Pretos, mestiços, mulatos.
Quem faz os círios mesquinhos?... Meirinhos.
Quem faz as farinhas tardas?... Guardas.
Quem as tem nos aposentos?... Sargentos.
Os círios lá vem aos centos,
E a terra fica esfaimando,
Porque os vão atravessando
Meirinhos, guardas, sargentos.
E que justiça a resguarda?... Bastarda.
É grátis distribuída?... Vendida.
Que tem, que a todos assusta?... Injusta.
Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.
Que vai pela clerezia?... Simonia.
E pelos membros da Igreja?... Inveja.
Cuidei que mais se lhe punha?... Unha
Sazonada caramunha,
Enfim, que na Santa Sé
O que mais se pratica é
Simonia, inveja e unha.
E nos frades há manqueiras?... Freiras.
Em que ocupam os serões?... Sermões.
Não se ocupam em disputas?... Putas.
Com palavras dissolutas
Me concluo na verdade,
Que as lidas todas de um frade
São freiras, sermões e putas.
O açúcar já acabou?... Baixou.
E o dinheiro se extinguiu?... Subiu.
Logo já convalesceu?... Morreu.
À Bahia aconteceu
O que a um doente acontece:
Cai na cama, e o mal cresce,
Baixou, subiu, morreu.
A Câmara não acode?... Não pode.
Pois não tem todo o poder?... Não quer.
É que o Governo a convence?... Não vence.
Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.
Tuesday, May 15, 2007
Será que existe?
Será que chega uma hora na vida da pessoa em que ela para de criar novas coisas? Rs... Me sinto assim. Às vezes acho que me falta disposição para atualizar este blog diariamente. Às vezes acho que me falta é justamente O QUÊ postar aqui diariamente!
Se quero postar não me surgem idéias...
Se tenho idéias não consigo expressá-las...
Se consigo expressá-las tenho preguiça de fazê-lo...
Se tenho disposição para fazê-lo voltamos à falta de idéias...
E assim sucessivamente neste círculo vicioso e cabal, simples assim!
Acho que o ser humano deve sim ter um limite de coisas a criar, mas acontece que o limite perde-se no horizonte e qualquer um morre antes de atingí-lo...
Abraço!
Monday, May 14, 2007
Não sei mais qual é a desse blog...
Acho que vou publicar pensamentos esparsos, coisas desconexas que me vem à mente. Acho válido isso. Pelo menos para que um dia eu pare, leia e ria das coisas bobas que um dia pensei - e pior: publiquei!
Não se espantem, zero leitores, se semanas após semana nenhum post aqui surgir. É apenas preguiça.
Ou morri!
Abraço!
Friday, May 04, 2007

Vista do mirante
Mercado Municipal de São Paulo visto do mirante (c/ zoom)
Mosteiro de São Bento
Catedral da Sé
Igreja de Santa Ifigênia (centro) e Viaduto Santa Ifigênia (à dir. e abaixo)
Prédio visto do viaduto Santa Ifigênia
A visita é gratuita e fica pertinho do Metrô (Estação Anhangabaú ou São Bento).
Recomendo!
Abraço!

