Tuesday, December 16, 2008
Eu sou o cara que vinha do lado oposto e sem gosto de viver quando trombou o Marcelo Camello numa esquina e bateu um papo interessante.
Disse a ele que eu sou um cara que acha que perder é ser menor na vida.
Um cara que sempre quer vitória e perde a glória de chorar, mas que ainda quer ser um vencedor, e que não leva a vida devagar, leva sem se preocupar com a falta de amor.
Disse a ele também que vivo a esconder o coração.
E o Camello me respondeu:
"Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?"
E ainda completa:
"Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz".
Disse ainda a ele que sou um cara que até tenta disfarçar mas não consegue...
Um cara que está cansado. Cansado das coisas que não o deixam viver em paz, cansado das pessoas que conseguem diminuir mais ainda o mundo em que vivem com seus probleminhas imbecis e seus motivos fúteis.
Um cara cansado de não enxergar, cansado de não conseguir trabalhar, cansado de esperar...
Um cara cansado da desconfiança, da ingratidão, da incompreensão...
Um cara que não sabe pedir ajuda, que não consegue se abrir com as pessoas, que tem receios...
Um cara que não quer mais fazer faculdade e que não quer mais ter carro pois não consegue mais pagar nenhum dos dois.
Um cara cuja vida trilhou caminhos dos quais não consegue se livrar...
Ele até me ouviu, mas não achou essa parte vendável e excluiu da canção...
E foi. Se encontrar com a Mallu...
Monday, December 15, 2008
Essa brisa não bate?
Essa erva nem é boa.
Nossa, agora foi!
Essa erva é boa.
Ai minha garganta.
Onde eu jogo essa bituca?
Ahhhh...
Preciso comer uma coisa bem gostosa, ou com muito chocolate!
Putz, não tem nada disso em casa!
Nossa, esse cigarro não acaba nunca!
Que sede!!!
Que vontade de bater uma punheta...
Que preguiça de bater uma punheta!
Gozei...
Vou ter que comer alguma coisa gostosa improvisada.
Pão de parmesão com muçarela e catchup não é tãããão bom.
Quero outro.
Não, não é mesmo tão gostoso.
Nossa! Tem bolacha!
Essa brisa não acaba.
Nossa como que tô bobo, alguém deveria me zoar porque eu devo estar muito engraçado!
Caraio, essa bolacha é muito boa.
Não posso sair assim!
Melhor eu tomar um banho pra essa brisa passar...
Tô meio elástico.
Melhor eu parar de comer essa bolacha, meio pacote já!
Onde eu aprendi a dançar assim?
Que chute no ar perfeito!
Não devia ter guardado a bolacha, tava muito boa.
Cansei de ficar lesado.
Será que não vai acabar nunca isso?
Tuesday, December 09, 2008
Sério! Descobri nos últimos meses isso.
Pra quem não sabe o que é Ceratocone, clique aqui no aqui. Tenho esse tal de ceratocone desde que me entendo por gente. No fim dos estudos, lá pro segundo e terceiro anos do Ensino Médio já tinha alguma dificuldade para estudar, nada grave.
Algum tempo depois já estava usando as tais lentes rígidas gás-permeáveis [só entende quem leu o link do aqui]. Trabalhava com elas, dirigia, estudava, vida normal. Até que um dia assisitindo à tv tarde da noite dormi com as lentes e acabei por coçar os olhos ao acordar de madrugada. Pra quê? Acabei de ganhar uma úlcera na córnea. Tampão, pomadas, colírios, injeçoes no globo ocular e meses afastado: estamos curados! - pensei com meus olhos. Mas ganhamos uma cicatriz, é, bem no olho! Que aparece como um borrão branco no qual a lente não surte efeito!
Nova etapa! Vamos lá. Conheci um ótimo oftalmologista, especialista em córneas, lá de Campinas. Fomos consultá-lo para saber qual era a saída mais indicada.
Enxerto - ou transplante de córnea, ou pegar a tampinha do olho de um presunto e costurar no lugar da minha! Era a única opção, portanto a mais viável...
Me afastei novamente das minhas atividades e passei a protagonizar essa novela. entrei na fila de receptores de córnea junto ao SUS. Meses depois chegou a hora, lá estava minha córnea, fresquinha, mas o convênio recusou-se a cobrir o procedimento, alegando que a cobertura do meu plano restringe-se apenas à região metropolitana de São Paulo. Acho um tanto quanto anti-ético divulgar aqui o nome da empresa, mas saibam que em Campinas, a Unimed Paulistana não manda nada, ok?
Tive de voltar para a fila pois cinco recusas caracterizam desistência na dança dos transplantes. Conheci, por indicação de um conhecido hospital, um médico que operava pelo convênio e me cadastrei junto a ele no SUS para tentar novamente. Desdobrados alguns capítulos, fui novamente chamado, minha vez chegou - de novo! E dessa vez eu estava na região atendida pelo convênio, mas... O ceratocone é uma doença pré-existente, e a carência para isso vence sóóó em abril de 2009.
Agora, cansado dessa novela sem final feliz, marquei numa UBS consulta com clínico geral para que o mesmo me encaminhe para um oftalmo também da rede pública que possa atestar a necessidade de realização do transplante, e com tal atestado operar gratuitamente pela Escola Paulista de Medicina, através do Hospital São Paulo.
Agora estou aqui, digitando com bastante dificuldade - me perdoem os erros... Já faz mais de nove meses que estou em casa, afastado do serviço. De bobeira em casa, come-se desenfreadamente. Digo e repito: ceratocone engorda...
Ah, e não percam os próximos capítulos!
Abraço!
Monday, December 08, 2008
Pra quêêê?
Por que desse hábito?
“É uma ajuda para o salário do pessoal que trabalha”, diz uma cliente, mas e meu salário, quem ajuda?
Li rede adentro que as 'caixinhas' são comuns aos porteiros, lixeiros, atendentes do comércio varejista, frentistas, carteiros, etc. Acho engraçado a Claudia Matarazzo, 'especialista em etiqueta', dizer que vinhos ou panetones só devem ser dados se você for íntimo, do contrário a gratificação deve ser dada em dinheiro.
DEVE?
Porra nenhuma! Eu não tenho uma caixinha na minha mesa lá no escritório. Sei lá, acho que essa tradição tosca deriva de tempos longínquos em que inexistiam as leis acerca da gratificação natalina. Não é por nada, não, mas esse povo todo ainda recebe décimo-terceiro salário instituído pela Lei 4.090 de 13 de julho de 1962!!!
No caso de bancas de jornal [descobri que as caixinhas ganharam mais esse habitat], guardas noturnos e outros trabalhadores informais vá lá, mas galera registrada já tem sua caixinha garantida em duas parcelas no final de todos os anos.
Não me considero uma pessoa muquirana nem sem espírito solidário, só acho que tantos velhos hábitos sucumbiram aos novos tempos e esse ainda perdura.
Se você não é gentil com o porteiro ele não assina suas cartas registradas nem recebe suas visitas? Mau profissional, não está engajado com os propósitos a que se dispôs ao aceitar tal emprego...
Não sei onde quero chegar com isso, só queria registrar aqui o quanto acho antiquado e desagradável esse hábito.
Abraço!
Friday, November 28, 2008
Muito se ouviu nas últimas semanas e até meses sobre crises mundo afora. Crise financeira norteamericana que virou crise política norteamericana que virou crise financeira mundial que virou crise política mundial que virou crise do FMI que virou crise de enxaqueca.
E eu com isso?
E as minhas crises? Estou em crise! Crise identitária, crise acadêmica, crise financeira - eu também, ué -, crise emocional, crise de dermatite, bronquite, rinite...
Logo MINHAS crises começarão a originar outras crises. Parece piada mas só eu sei que também uso o humor como mecanismo de defesa - ou de disfarce.
Cansei de ser vazio ao ponto de ficar esperando uma pessoa suuuper legal entrar no MSN pra gente conversar. Elas não existem, não são suuuperlegais, ou não têm nada a dizer...
Cansei de ser como os outros, de querer me dar bem, de correr atrás de mulher, de ter histórias pra contar pros outros quererem ser como eu, que queria ser como eles...
Cansei de me embriagar e desafiar a lei seca só pra rir com os amigos, cansei de sair com os amigos...
Cansei de por na capa do trabalho nome de quem na prática não faz parte do grupo, cansei de trabalho em grupo, trabalhos e grupos...
Cansei dos semáforos, das lombadas, das vias entupidas. Cansei de dirigir em São Paulo, de dirigir e de São Paulo...
Cansei de tentar guardar dinheiro, de tentar investir e de guardar. Cansei do dinheiro...
Por que as pessoas não te deixam afirmar que se auto-considera um fracassado? O que há de tão diabólico no fracasso? Eu escolho o que quero ser e como me definir. Sou um fracassado e estou em crise.
Sou um fracassado em crise, oras!
Vá a merda!
Thursday, November 27, 2008
Tanta gente demagoga a respeito das coisas que fizeram, se enchendo de orgulho e de ar o peito pra dizer que de nada se arrependeram...
Eu não, não posso afirmar nada desse tipo. E mais, decidi - pensando com afinco sobre o assunto - fazer uma lista com as inúmeras coisas das quais me arrependo.
Me arrependo de ter trocado meu carro antigo - e quitado - por um zero quilômetro cujo financiamento quase que soa vitalício;
Me arrependo de ter começado a fumar;
me arrependo de ter sido tão tímido, de ter sentido tanta vergonha acerca das coisas, pessoas e da própria vida;
Me arrependo de não ter investido naquele relacionamento, e de ter deixado ele se dissipar como a fumaça sob o vento;
Me arrependo de ter pensado tanto, de ter feito tantas contas e tantos planos. Nada disso foi levado a sério e o que veio à tona foi o oposto;
Me arrependo de ter dedicado tanto tempo meu com o Leandro, com o Fábio, com o Ivair...;
Me arrependo de ter recusado aquele convite da Andréa;
Me arrependo de ter dito que a Ellen era estranha;
Me arrependo de passar a impressão de que sempre posso ser o porto seguro das pessoas que precisam;
Me arrependo de ter esperado a reciprocidade dos amigos;
Me arrependo de ter trocado o emprego informal e feliz pelo concursado que me paga 150% a mais mas é chato;
Me arrependo às vezes até de ser eu mesmo...
Me arrependo de ser...
Me arrependo de ter sidi rçao preocupado com o meio-ambiente, com a política, com a fome e a paz mundiais, com as coisas externas a mim e que me fizeram perceber, hoje, que o tempo passou à minha frente;
Me arrependo das dúzias de souvenirs que guardei;
Me arrependo das coleções que fiz;
Me arrependo de não ter auto-estima em relação ao sucesso e ao futuro;
Me arrependo de ter parado pra olhar o relógio;
Me arrependi de ter feito tal lista.
Abraço!
Wednesday, November 26, 2008
Se apaixonar.
Rir até sentir o rosto doer.
Um banho quente.
Um supermercado sem filas.
Um olhar especial.
Receber cartas.
Dirigir numa estrada bonita.
Escutar sua música preferida no rádio.
Um banho de espuma.
Uma boa conversa.
A praia.
Achar uma nota de R$50 na sua blusa do inverno passado.
Rir de você mesmo.
Ligações à meia noite que nunca terminam.
Rir sem absolutamente razão nenhuma.
Ter alguém pra te dizer que você é bonito(a).
Rir por alguma coisa que você lembrou.
Os amigos.
Ouvir acidentalmente alguém falar bem de você.
Acordar e perceber que ainda sobram algumas horas para dormir.
Fazer novos amigos ou ficar junto dos velhos.
Conversas à noite com seu colega de quarto que não te deixa dormir.
Alguém brincar com o seu cabelo.
Bons sonhos.
Chocolate quente.
Viagens com os amigos.
Dançar.
Beijar na boca.
Ir à um bom show.
Ter calafrios ao ver "aquela" pessoa.
Ganhar um jogo difícil.
Levantar todo dia e agradecer a Deus por tudo de bom que ele nos permite viver a cada dia!
Extraí isso do perfil da Kita.
Abraços!
Tuesday, November 11, 2008
É sabido que tudo, sem exceções um dia acaba. Amizades, amores, relações, momentos, tudo!
Os motivos, obviamente, são peculiarmente variáveis, é claro. Por exemplo, um casamento pode acabar por ciúmes, uma amizade, por brigas - e vice-versa. A morte, por mais óbiva que pareça enquanto cessadora de quaisquer tipos de relações deve sim ser levada em conta. A morte por si só, em sua etimologia mais simplista nos concede:
morteVoltando ao assunto, inúmeras causas podem e sempre definem quando é o momento de cessar alguma coisa.
do Lat. morte
s. f.,
acto de morrer;
fim da vida animal ou vegetal;
termo de existência;
acabamento;
fim;
homicídio;
a pena capital;
E quando a situação muda de figura? E quando não é algo e sim quem decide, e pior, e se esse açguém é você?
Já pensou em ter de terminar um romance? Muitos já passaram por isso, eu sei.
E uma amizade? Tem coisa mais dolorosa - para ambas as partes - do que saber que uma amizade ficará melhor se findada? Passei por isso há pouco. Não sei se esse "término" é definitivo, mas a curto prazo me pareceu a melhor solução. Não quero - e nem acho muito bom - entrar em detalhes aqui, mas para não permitir fantasias sobre o assunto, alego que foi a melhor solução da única possível. Uma pessoa que te faz mal até por tabela em consequência de seus atos, uma pessoa que só faz te chatear, e só lembra de você quando precisa. Essa 'amizade' traz consigo uma carga imensurável de pesares, mágoas e decepções que me levam a crer que o único caminho para resolver tal impasse foi justamente o por mim trilhado.
Confesso que não estou feliz com minha decisão, mas afirmo que momentaneamente é irrevogável e irretratável.
Sem mais, publique-se, cumpra-se.
Abraço!
Saturday, November 08, 2008
noção de tempo que eu não tenho
Tanto deixei de fazer, tanto fiz na hora errada
O tempo passou enquanto eu parei, meu tempo caminhava enquanto diminuía minhas passadas.
A rotina das coisas e o ciclo da vida eu não vivi como o mundo queria, como eu queria que o mundo quisesse, mas como as rédeas e a cegueira que me assolavam homeopaticamente permitiam.
Momentos deixados para trás, pessoas deixadas para trás. Caminharam comigo somente o medo e a angústia, a sensação de perda para o tempo.
Ah, se eu pudesse fazer o relógio girar ao contrário. Tanto seria diferente, tanto eu seria diferente. Às vezes sou o que minha mente quer, como se fantoche dela eu fosse. Me libertar seria como sentir a água de uma cascata que nos envolve, limpando o corpo e muito mais a alma. Seria como a pirofagia que expele o fogo que encanta e também corrói, numa simbologia enigmática e atraente.
Correrei sim, atrás do tempo perdido e dos momentos mau vividos, afim de renová-los e guardá-los na memória, sobrepondo àqueles de que não me agrado.
Abraço!
Friday, November 07, 2008
Ouço passos na multidão
Pessoas que vêm e vão,
pessoas que não param.
E que rápidas como o mundo, giram.
E se esquecem das coisas,
coisas que querem, que gostam.
Se esquecem que têm tudo,
tudo o que precisam para que felizes sejam.
E assim vivem. De acordo com os verbos que as orientam:
Fazem, são, sentem, vão, têm, compram, pedem, usam...
Vejo vultos nos espelhos,
espelhos como deuses.
Espelhos, sempre os mesmos,
quem muda está defronte a eles.
Toco a vida e a natureza,
Sinto seus quatro elementos
Na terra que me da a forma
Nos meus dois terços de água, iguais aos do planeta
No ar que me liga ao mundo de fora
No fogo que me dá o calor e o movimento
Toco o orvalho repousante,
toco meus pés na areia.
E faço desse instante,
o melhor da vida inteira.
Degusto a vida e seus sabores:
o amargo da vingança,
o doce dos vencedores,
o tempero de uma dança,
o insosso dos amores...
Sinto a rua e seus odores,
as essências das flores.
O cheiro dos rios, corações vazios.
Sinto cheiro de queimado
vindo do forno esquecido com o assado (hahahah...)
E nesse ritmo que declina
a beleza de minha rima,
penso como pude um texto ter tão bem começado
e pro final, afim de alcançá-lo, minhas rimas ter barateado?
Rs...
Abraço!
Friday, October 31, 2008
Gosto de pensar que estou no meio das coisas, sou médio nelas e com elas me relaciono medianamente.
Estou meio confuso com algumas coisas, meio revoltado com outras e meio conformado com o restante delas.
Sou meio normal, meio doido.
SOu meio pão-duro, meio gastão.
Sou meio nerds, meio "que-se-foda-a-faculdade".
SOu meio sábio, meio ingênuo.
Sou meio difícil de lidar, sou meio adorável!
Sou meio sincero, meio falso.
Sou meio eu, meio o mundo e os outros.
Sou um fumante médio, um preguiçoso médio, um cidadão médio, um amigo médio. Até meu pênis tem tamanho médio.
E escrevo isso - de ser médio nas coisas - não na intenção de dizer que sou infeliz, ou pra que alguém pense que estou me queixando, e sim que adoro as coisas assim. Felizes são os que integram as estatísticas do meio, os que não são muito nem pouco.
A carência é ruim, o excesso também.
Acredito que a graça da vida e o segredo da felicidade, a verdadeira felicidade, está no equilíbrio das coisas. Esse equilóbrio é óbvio em exemplos como o Yin-Yang, as duas metades. Assim como o dia e a noite, o calor e o frio, a verdade e a mentira... Nestes casos, acredito que a perfeição de ambos encontra-se justamente no seu par, seu oposto.
O ser médio, vive sempre na média, e pelo tempo médio da expectativa de vida atual. Nesse meio tempo, casa-se com alguém de beleza média, e é meio feliz com ela na sua casa média. Ganha uma salário médio e paga um colégio meio bom para os filhos, que serão profissionais médios no futuro e darão netos médios para quem começou o ciclo.
Esse papo de meio, médio e mediano me deixou meio com fome e meio cansado.
Vou fuamr meio cigarro, tomar meia xícara de café e tirar um cochilo médio.
Abraço!
Tuesday, September 23, 2008
Por que a gente fica triste?
Por que às vezes nos damos conta de que o tudo é nada?
Seus desejos que nunca se realizarão, suas vontades mais bobas e pueris que nunca sairão da sua mente para tornar-se parte viva de você... Por que a gente tem isso?
Olho pro espelho e vejo um otário, um cara patético.
Um cara que não sabe o que quer da vida, que tem poucos - ou menos que isso, porém verdadeiros - amigos, que é gordo e desajeitado, que não sabe lidar com mulheres, que sempre esquece o carro aberto, que nunca sabe dar aquele 'jeitinho brasileiro', que não toca nenhum instrumento, um cara que vai mal na faculdade porque não enxerga, que não é feliz no emprego que tem, um cara que não sabe o que falta...
Vejo um cara que gosta muito de alguém mas não é correspondido, um cara que não é levado a sério pelas pessoas, um cara do qual ninguém quer ser amigo a princípio. Um cara que não sabe dançar, que não sabe lidar com o peso da vida...
Esse cara quer ser melhor, quer ser feliz, mas não sabe como, já recorreu a Deus, aos amigos, a livros, que já entregou os pontos e pegou de volta, embora não saiba o que fazer exatamente com eles...
Olho nos olhos do reflexo e vejo um cara que queria ser menos chato, menos fresco, menos culto, menos inteligente. Que queria ser menos responsável, que queria ser adolescente inconsequente por mais tempo, ou pelo menos por algum tempo - já que ele nunca foi.
Queria tanto me importar menos com as coisas, não apenas saber que disseram que no final tudo acaba bem, mas saber que isso é verdade, que funciona...
Esse cara, que me vê com olhar comiserado, queria ser diferente, ser outro. Nascer diferente, numa utopia onde se é possível tirar o ruim e deixar o que vale a pena.
Por que juntar dinheiro? De que serve o status? Queria tanto ser eu mesmo e não esse alguém de quem o mundo gosta, esse alguém cheio de normas e padrões. Queria não ter cargos, compromissos, conta corrente, relógio, agenda...
O mundo aprisiona a mente, e esse cara que já me olha diferente está tentando libertar-se. Esse cara é meu "eu". É o outro de mim. O outro que não consegue e nem me deixa... Ser feliz.
Abraço!
Monday, September 22, 2008
Eu sou esse cara cansado, cansado do tempo que corre mais rápido que a própria vida, cansado das mudanças paliativas, cansado da vida...
Por que eu não posso ficar triste? Eu tenho mesmo que viver sorrindo pro mundo?
Cansei de viver como um relógio, que começa e termina o dia no mesmo lugar, cansei de começar e terminar, cansei de dormir e acordar...
Cansei de acreditar, de ajudar, de fazer, de ser, de esperar, de estar. De todos os verbos em todos os tempos...
Estou cansado, me sinto velho, me vejo rodeado de velharias, coisas sem cor, sem gosto...
Queria o novo, o diferente, o que quebra a rotina e traz novo riso.
Onde acho isso?
Sunday, August 31, 2008
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
'Ah,terminei o namoro...'
'Nossa, quanto tempo?'
'Cinco anos... Mas não deu certo...acabou'
'É não deu...'
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo, nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga ... Senão bate. Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama!
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós.
Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói! Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar.
Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?
Wednesday, August 27, 2008
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre.
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:
Nem Fudendo.
Abraço!
Monday, August 25, 2008
A melhor forma de esquecer é dar tempo ao tempo.(1)
A melhor forma de evitar acidentes é fazer de propósito.
A melhor forma de envelhecer é esperar.
A melhor forma de entender é ouvir.
A melhor forma de curar o vício é no início.(1)
A melhor forma de escolher é provar o gosto.(1)
A melhor forma de aprender é ensinando.
A melhor forma de chorar é cobrindo o rosto.(1)
A melhor forma de evitar as rugas é não olhar no espelho.(1)
A melhor forma de alcançar a felicidade é não tentar.
A melhor forma de esvaziar o revólver é puxar o gatilho.(1)
A melhor forma de inovar hoje é repetir o ontem.
A melhor forma de registrar um momento é vivê-lo.
A melhor forma de esconder as lágrimas é na escuridão.(1)
A melhor forma de provar que o passado valeu a pena é sentindo saudades.(3)
A melhor forma de multiplicar a felicidade é dividindo-a.(4)
A melhor forma de enxergar no escuro é com as mãos.(1)
A melhor forma de destruir meus inimigos é transformá-los em amigos.(2)
A melhor forma de transformar um inimigo em amigo é com amor.(5)
A melhor forma de acabar com a dor é tomar um analgésico.(1)
A melhor forma de matar a saudade é não olhar pra trás.(1)
A melhor forma de livrar-se de uma tentação é entregar-se à ela.(3)
A mlehor forma de se vingar é perdoar.(3)
A melhor forma de prever o futuro é inventá-lo.(3)
A melhor forma de manter-se jovem é esconder a idade.(1)
A melhor forma de fugir é a toda velocidade.(1)
Abraço!
--
(1) Adaptado de "A melhor forma", música de Branco Mello, Sérgio Britto e Paulo Miklos [Titãs].
(2) Abraham Lincoln [adaptado]
(3) Autor desconhecido.
(4) Marxwell Malttz [adaptado]
(5) Martin Luther King [adaptado]
Thursday, August 21, 2008
A torre [título provisório, ou não...]
Conhecido por sua quietude e personalidade intrigantes, Nakato Ikeno era um garoto de poucos amigos. A tristeza em sua forma mais objetiva era habitualmente estampada em sua face.
Nakato viera transferido de outro colégio, pois seu pai precisou mudar de cidade por exigência de da profissão e levou consigo toda a família.
Tímido por natureza, Nakato estremecia ao ser chamado para responder às questões formuladas pelo professor e era constantemente alvo de chacotas e zombarias. Numa dessas ocasiões, desejou não estar ali, não existir, e, ao olhar pela janela da sala de aula, avistou ao longe uma velha torre que cortava o vasto horizonte subitamente. Seus pensamentos se esvaíram, o silêncio tomou conta de sua mente. Figurava o que haveria dentro de tal torre, que segredos guardava e para que fim fora construída... O grave tom da voz do professor afastou-o de seus enigmas. Sentou-se como fora ordenado.
Durante o intervalo, ao notar que não era observado, deixou os limites do colégio e caminhou em direção á torre. A distância era grande e à medida que andava, a vegetação tornava-se cada vez mais alta, assim como a torre que vista do colégio lhe parecera tão pequenina...
Era toda feita de rochas cuidadosamente encaixadas umas às outras, cuja aparência o tempo desgastara, mas que nem ao menos ousou ameaçar sua solidez, tamanha que era. Relutante, num misto de medo e curiosidade, Nakato forçou a pequena porta de madeira, que velha que estava, cedeu facilmente. o Sol, com seus fortes raios daquela manhã de primavera feriu aquele ambiente sombrio e que a tanto tempo permanecera inviolado.
Por força de seu medo, observou o ambiente por todos os ângulos antes de entrar.
Tuesday, August 19, 2008
Cansei de ser alguém, queria tanto ser eu mesmo. Tô tão cansado, tão esgotado... Queria que algumas pessoas morressem, que outras sumissem, que outras mudassem de país...
Queria não ter começado a faculdade...
Queria ter comprado um Vectra usado ao invés de um Celta 0km...
Queria não ser culto...
Queria ter um celular sem créditos...
Queria não ter religião...
Queria ter saúde...
Queria ser um porra-louca sem esrúpulos e imaturo...
Queria não me preocupar com minha imagem...
Queria não ter conhecido pessoas e ter conhecido pessoas...
Queria não ter reputação...
Queria ser feliz acima de qualquer coisa...
Queria ir embora... Do Brasil, da vida.
Pq não posso ser feliz, caralho? Pq tenho essa mania de ficar complicando as coisas? Pq as pessoas não se importam comigo?
A vida podia dar certo pra mim só algumas vezes, né?
Mas "ah, você tem um emprego que paga bem" - mas que é chato!
"Ah, você tem um carro novo" - que vai ser pago em SETENTA E DUAS parcelas!
"Você tem saúde!" - e minha alergia que me priva de tantas coisas, e minha córnea que não me deixa nem trabalhar?
Eu fico me importando com pessoas que querem mais é que eu me foda. Sei que às vezes elas precisam de ajuda, mas eu não sou Deus. Não posso salvar a vida de ninguém. Preciso de um tempo pra mim, preciso me ajustar às coisas, preciso respirar também!
Me sinto tão usado, tão otário...
Queria que as pessoas acreditassem mais em mim, que me levassem a sério. Que entendessem que também sou de carne e osso. Não sou melhor que ninguém, sou igual. E igualmente mereço respeito e consideração!
Acho sinceramente que nunca quis escrever isso tudo, nem publicar...
Abraço!
Thursday, August 07, 2008
Por que cansei?
Por quê o mundo muda?
O mundo é cada um, cada pessoa.
Por quê as pessoas mudam? Ou será que mudo eu? Ou muda a forma como as vejo?
Por que alguns momentos não duram pra sempre?
Por que morrem subitamente bons hábitos e costumes?
Por que pessoas do mesmo modo súbito deixam de fazer parte do nosso dia-a-dia? Ou será que elas mudaram e não mais as reconhecemos?
Não sei o que está acontecendo. Acho que por algumas vezes, em algumas fases basicamente cansamos da vida. Às vezes ela fica... Simplesmente... Chata!
Cansei da vida [de novo].
Cansei da faculdade, dos amigos, dos problemas deles, dos meus problemas...
Cansei de ter sempre que representar esse papel no teatro da vida. Cansar da vida sim, nunca de viver. Suicídio é um ideal abstrato e inviável, mas a amnésia... Hum, a amnésia seria um ótimo tempero pra renovar os sabores de uma vida.
Imagine só: num repente você volta ao mundo sem saber da sua vida, podendo fazer dela o que bem entender! Quem você gostava, quem você fingia que gostava, quem você odiava mais do que tudo... Todas essas pessoas seriam embaralhadas como num jogo e você teria a chance de organizá-las a seu modo com base nos seus novos conceitos. Soa delicioso!
Acho que tive essa idéia surreal porque queria sumir. Não sei mais em quem acreditar, quem seguir, quem apoiar... Não sei quem nem o quê e nem como eu quero ser. E o problema maior nem é esse pois poderia ser quem, o quê e como sou hoje, mas do Guilherme de hoje eu não gosto mais. Cansei!
Cansei de rir das piadas sem-graça das pessoas;
Cansei de participar sem vontade de momentos toscos;
Cansei de competir pra saber quem é mais culto;
Cansei de autopromoção;
Cansei de ser tão solícito;
Cansei de emprestar cheques, cartões e dinheiros;
Cansei de não ser o cara ideal;
Cansei de ser influenciado pela mídia;
Cansei de escrever posts reclamando da vida.
Abraço!
Friday, August 01, 2008
Ler a revista piauí_ fazendo uso de vocabulário chinfrim é praticamente uma missão impossível. Eu que considero meu vocabulário dos bem razoáveis tenho dificuldade, faço uso constante do Houaiss.
Vamos lá?
puído - desgastar, friccionando ou roçando.
"o carpete era puído..."
Wednesday, July 30, 2008
Dia desses me fizeram essa pergunta. Fizeram de modo tão súbito que nem consegui responder. Mas aqui estou, e compartilharei com vocês a resposta para o enigma da esfinge.
[favor desconsiderar o fato de que quem fizera tal pergunta fora o orkut, na hora de atualizar meu perfil, no campo "quem sou eu"]
Eu sou o Guilherme.
Aquele que omite o último sobrenome pelo fato de que Cruz é um substantivo menos agradável do que aquele que faz alusão a um riacho.
Sou o chato que não gosta de presunto, calabresa, linguiça, salame mas que adora bacon.
Sou o apressado que cresceu rápido demais em alguns quesitos e demorou muito no resto deles e que agora sente os efeitos disso.
Sou o trouxa que faz coisas demais para ajudar os outros, até mesmo sacrificar meu tempo, dinheiro, paciência, etc.
Antes eu era o garoto ilhado que morou toda a vida em apartamento e queria uma casa. Agora sou o cara livre que mora em casa que queria muito ter um apartamento.
Sou o durango que se estressa por causa de dinheiro [mais precisamente pela falta dele].
Sou o doido que mesmo sem dinheiro compra um carro zero.
Sou o aluno do 2º semestre do curso de jornalismo da UNIFIEO.
Sou também o cara que ganha bem lá onde trabalha e não sabe se vai ter coragem de abrir mão disso pra fazer estágio.
Sou o inconstante que em menos de dois anos conseguiu trabalhar com fotografia, processamento bancário, inspeção de qualidade e seguro social.
Sou o cético que não acredita em horóscopo.
Sou o cara de poucos [porém verdadeiros] amigos.
Sou o cara de nenhuma namorada [=/]
Sou o cara que vive a música mas não sabe fazê-la. E que um dia vai mudar isso.
Sou o sonhador que às vezes acha que vive num filme onde as pessoas são sofisticadas e perfeitas.
Sou o ceguinho que espera na fila do transplante de córnea.
Sou o confuso que não sabe se é feliz ou se vive disfarçando.
Sou o mané que raspou a cabeça e pôs um piercing só pra "sei lá, ficar diferente..."
Sou também aquele desengonçado que não sabe ser xavequeiro e faz papel de idiota.
Sou o bobo que pensa que é possível executar as idéias que mentalizo.
Sou o "super-solícito" que não sabe dizer 'não' às pessoas.
Sou o humano que faz trabalho voluntário com crianças e ama isso.
Sou o workaholic saudável [?] que resolveu treinar e comer salada diariamente.
Sou o indeciso que é capaz de passar horas [muitas] tentando escolher um óculos de sol ou um tom de verde para pintar a parede do quarto.
Sou o retardado que assina várias revistas ao mesmo tempo e não consegue ler todas.
Sou o vacilão que não consegue sustentar mentiras alheias.
Sou o solidário que não pode doar sangue por conta das alergias.
Sou o apressado [ou o lerdo] que nunca sabe a hora das coisas.
Sou mais que coisas que o Raul em Gita
Sou o impaciente que não consegue terminar isso e quer publicar logo...
Sou o cara que diz "Abraço" no final dos posts...
Friday, July 18, 2008
Se é que aprendi...
Estava dia desses pensando sobre isso e decidi começar a numerar as coisas que aprendi no pouco tempo que já vivi.
São coisas que de alguma forma podem ter marcado [ou não!] a minha vida por estarem aliadas a algum momento bom ou ruim.
Coisas sérias e bobagens sem fim.
1.Aprendi que não se deve beijar sua mãe como nos comerciais de creme dental.
2.Aprendi que um dia iria amar meu irmão, e certo dia isso aconteceu.
3.Aprendi que cheques pré-datados dependem de saldo na conta para serem descontados.
4.Aprendi que a mentira não vale a pena. Por mais dura que seja, a verdade é o melhor caminho. Parece um chavão, mas é sério!
5.Aprendi que a vida é bem mais sem-graça quando vivida fora da tevê. Não que ela não seja boa ou que eu não a ame. Só é mais sei lá.
6.Aprendi que não existe chefe perfeito, nem funcionários.
7.Aprendi que se você não ler um livro quando tiver oportunidade, nunca mais o lerá.
8.Aprendi que NADA é pra sempre, absolutamente NADA.
9.Aprendi que as amizades são pra sempre.
10.Aprendi que se sua mãe diz que vai esfriar ou chover, vai! Ela faz pactos com São Pedro só pra te ferrar se você não botar fé nela.
11.Aprendi que as calotas do carro tem um buraco maior para serem trocadas sem necessitar tirar todos os parafusos.
12.Aprendi que trocar de celular a toda hora é coisa pra otários.
13.Aprendi que nunca se deve esperar algo acontecer para se viver uma emoção. Não esperar ficar rico para ser feliz pode ser usado como exemplo.
14.Aprendi que as pessoas não tem por hábito doar os órgãos de seus entes queridos que já foram embora.
15.Aprendi que as pessoas podem mudar, até as piores.
16.Aprendi que nem todo e-mail precisa necessariamente ser lido. Nem toda página de revista!
17.Aprendi que os medos, quaisquer que sejam eles, podem ser vencidos.
18.Aprendi que o Yakisoba para viagem é só um pouquinho mais caro, mas vem bem mais.
19.Aprendi que todo vigia noturno sempre dorme durante seu turno, e nunca na sua folga.
20.Aprendi que os piores vícios também podem ser curados.
21.Aprendi que uma hora chega sua hora.
22.Aprendi que os melhores momentos devem ser vividos e não necessariamente registrados.
S/N*Aprendi que ainda tenho muito pra aprender...
Essa lista será constantemente atualizada. Espero!
Abraço!
*Essa será sempre a última lição.
Sunday, June 29, 2008
Saturday, May 17, 2008
Daqueles amigos...
Aquele, que me mandava mensagem no celular praticamente todos os dias agitando o que faríamos ao longo do dia...
E aquele outro, que combinava comigo de chegar mais cedo na faculdade para jogar conversa fora...
Tinha um outro também que me dizia que eu era diferente, que eu era pra vida toda...
Nossa! Tinha um que não perdia uma balada!
Ah, aquele que se preocupava em me ver sempre feliz. Eu nunca ficava pra baixo...
Tinha um também que precisava de mim. Precisava tanto! Tanto quanto eu precisava daquele que me fazia feliz...
E aquele com o qual eu dividia experiências? Tantas coisas diferentes já vivemos e parecíamos tão iguais...
Tinha aquele que me encorajava, sempre. Sempre me fazia acreditar que ia dar certo ou que ia melhorar...
Rs... Lembro de um que saía comigo toda sexta-feira até tarde da noite. E quando não tinham mais ônibus circulando, íamos a pé pra casa dele dormir e acordar sábado ao meio-dia de ressaca engatando outra balada...
Quantos amigos já tive...
Sinto saudades.
O mais chato [ou triste] é que sabe onde estão todos esses amigos?
Dentro de um só, e não sei pra onde ele foi...
Não conheço mais!
Abraço!
Thursday, May 08, 2008
Queria seguir a filosofia do musicado "Só vou gostar de quem gosta de mim", mas é tão difícil!
Às vezes quem nem imaginamos morre de amores pela gente... E quem parece que esqueceu de você é quem você não consegue esquecer.
Quantas antes noivas e agora esposas se vêem ludibriadas?
Ééééé... Casamento nunca tem garantia de satisfação, é como jogar na loteria.
Antes noivas, antes esposas, agora ex-mulheres...
Amizades são iguais... É como se a vida fosse um cassino clandestino, e as amizades, uma cartela de bingo: raramente você marca todos os números, cada número marcado é uma amizade que te marcou. Há sempre espaços em branco para novas amizades...
E também números que marcamos por engano...
Sei lá...
Vai que o número que eu marquei por descuido é sorteado? Vamos esperar.
Abraço!
Thursday, April 10, 2008
A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem - sem contar a formação superior - liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON.
Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada e incrível gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.
Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.
E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico...
Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade:
Fabiana: In a hurry!
Seu Borges: Saúde.
Fabiana: Não, Seu Borges, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás , desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: Não, não. Cópias normais mesmo.
Fabiana: Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: Fabiana, desse jeito não vai dar!
Fabiana: E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: Como assim?
Fabiana: É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
Seu Borges: Futuro? Que futuro?
Fabiana: É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: Hã?
Fabiana: Hands on....Mão na massa.
Seu Borges: Claro que sou!
Fabiana: Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.
Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:
1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.
Alguém ponderará - com justa razão - que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.
Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.
Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas!
Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van.
E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação..... Só que não sabia nem abrir o capô.
Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta.
Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.
Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz:
Sunday, March 09, 2008
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Saturday, February 09, 2008
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".
8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
Saturday, February 02, 2008
A impressão do que seria e o que é, na verdade, a universidade!
E a profecia se cumpre!
Estou na universidade! Uma das poucas grandes coisas que prometi e cumpri é que estaria na sala de aula em 2008. E estou!
Bem, na verdade, estou mais no farol pedindo dinheiro, no bar bebendo, nos corredores passeando do que na sala propriamente dita. Mas isso foi farra de calouro. Coisa de bixo com xis mesmo.
Muito produtiva a 1ª semana: aprendi a dançar o créu, a conseguir dinheiro miúdo doado por pessoas desconhecidas, a fazer mais zona e a maior farra. Conheci gente interessante, diversificada, madura. Conheci professores dinâmicos e uns nem tanto.
Espero muita coisa dessa nova fase.
Que venham as apostilas, os trabalhos, as provas, e as matérias!
Que nunca venha a segunda época, muito menos as DP's!
Se esse blog já anda sem manutenção, imagine agora acordando ás seis da manhã e chegando em casa à meia-noite!
Mas a gente vai levando!
Abraço!
Tuesday, January 22, 2008
Numa entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?
Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Tuesday, January 15, 2008
Thursday, January 10, 2008
Tuesday, January 08, 2008
Caracas, tô ficando atrasado...
O mundo está cada vez mais moderno, mais rápido... E complexo!
Compartilhar fotos, músicas, listas, idéias... Tão acessível! Mas será que alguém consegue estar em todas da internet ao mesmo tempo?
Não é exagero. Digo isso por experiência própria! Mal consigo manter meu orkut e este blog ao mesmo tempo e já inventei de mergulhar no MySpace!
Interessante o conceito do MySpace... É um misto de Orkut com o Spaces do MSN, com o Blogger, o Fotolog, e até o Limão.
E por falar em dar conta do voraz apetite por informação da internet, me dei conta de que meu perfil no Limão.com está abandonado!
Poxa! Pra aproveitar tudo o que a internet me oferece eu deveria ficar 24h por dia conectado! Acho bacana ter isso tudo à minha disposição, e mais bacana ainda saber que a internet está cada vez mais acessível aos mais carentes, mas essa incapacidade de estar em todos as febres da rede mundial me deprime! Rs... E agora que começo a faculdade então? Ferrou!
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Percebi agora que preciso estabelecer um rumo pr'esse blog! Um tema, um método de escrita ou de explanação de idéias...
Vou pensar sobre isso!
Abraço!
Monday, January 07, 2008
E viva de novo as mesmas coisas...
Pois é, galera... 2007 acabou e 2008 tá aí!
O ano só começou hoje pra mim. Hoje que eu fui trabalhar. Hoje que fui ao banco pagar com juros as contas já vencidas (fiz questão de esquecer os meios remotos de acesso ao banco). Ah, que dez maravilhosos dias bem passados em meio ao nada. A 280km deste inferno que eu amo!
Mas vamos lá... 2007 se foi!
Quantas coisas você fez?
Quantas das que disse que faria? Que jurou que faria?
É sempre a mesma coisa:
Cansei sabia?
Quero que se fodam as resoluções de ano novo.
Quero que as coisas aconteçam do melhor modo possível: a partir da imprevisibilidade - a melhor, a meu ver, das característica dos mortais!
Esse Reveillón teve um quê de diferente. Não prometi nada a mim mesmo, quanto mais aos outros.
Aliás,
fiz apenas uma resolução. Confesso! É ela:
Não fazer mais resoluções de ano novo!
E essa eu cumpro. Eu acho!
Abraço!
E boas vibrações em 2008!


