Thursday, December 27, 2007

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Tudo isso que está aí no ar,
Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro,
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós,
Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais,
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais.
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis
Existem para aperfeiçoar o aprendiz,
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro,
A luz é simples,
Regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó
E os justos que os precederam:
"Não roubarás",
"Devolva o lápis do coleguinha",
"Esse apontador não é seu, minha filha".
Pois bem, se mexeram comigo,
Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido,
Então agora eu vou sacanear:
Mais honesta ainda eu vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão:
“Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”
E eu vou dizer:
Não importa, será esse o meu carnaval,
Vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos,
Vamos pagar limpo a quem a gente deve
E receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre,
Ético e o escambau.
Dirão:
"É inútil, todo o mundo aqui é corrupto,
Desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi:
Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram?
IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo
Mas, se a gente quiser,
Vai dar para mudar o final!

Elisa Lucinda

Thursday, December 13, 2007

Um esperto jovem escreveu a seguinte carta para o militar responsável pela dispensa do serviço militar.

Prezado Oficial Militar,

Venho por intermédio desta, pedir a minha dispensa do serviço militar. A razão para isto é bastante complexa e tentarei explicar em detalhes. Meu pai e eu moramos juntos e possuímos um rádio e uma televisão. Meu pai é viúvo e eu solteiro. No andar de baixo, moram uma viúva e sua filha, ambas muito bonitas e sem rádio e nem televisão. Eu me apaixonei pela viúva e casei com ela. Meu pai se apaixonou pela filha e também se casou com esta.

Neste momento, começou a confusão.

A filha da minha esposa, a qual casou com o meu pai, é agora a minha madrasta. Ao mesmo tempo, porque eu casei com a mãe, a filha dela também é minha filha (enteada). Além disso, meu pai se tornou o genro da minha esposa, que por sua vez é sua sogra. A minha esposa ganhou recentemente um filho, que é irmão da minha madrasta. Portanto, a minha madrasta também é a avó do meu filho, além de ser seu irmão. A jovem esposa do meu pai é minha mãe (madrasta), e o seu filho ficou sendo o meu irmão. Meu filho é então o tio do meu neto, porque o meu filho é irmão de minha filha (enteada). Eu sou, como marido de sua avó, seu avô Portanto sou o avô de meu irmão. Mas como o avô do meu irmão também é o meu avô, conclui-se que eu sou o avô de mim mesmo!!!

Portanto, Senhor Oficial, eu peço dispensa do serviço militar baseado no fato de que a lei não permite que avô, pai e filho sirvam ao mesmo tempo. Se o Senhor tiver qualquer dúvida releia o texto várias vezes (ou tente desenhar um gráfico) para constatar que o meu argumento realmente é verdadeiro e correto.

Ass. Avô, pai e filho.

Tuesday, December 11, 2007

Back to the eigthies!!!
Que frisson é esse em torno da cultura dos anos 80, minha gente?

Que será que aconteceu pro mundo voltar tanto os olhos pro passado? Eu mesmo, vira e mexe me pego baixando músicas antigas: Scorpions, John Paul Young, KC and the Sunshine Band, Tears for fears, Abba...

Os anos 80 estão nas camisetas, nas baladas, nos cinemas, em tudo!
Amo os filmes de Quentin Tarantino pois são bons (fato!), mas também pelas explícitas sacadas "eighties".

Não sei se a boa cultura está em falta, mas que estão pegando a já usada estão. Não acho ruim, apenas engraçado. Na verdade até acho bom, pois não curti toda a explosão de novidades que foi essa década, já que quando entramos na década de 90 estava eu com apenas meus 4 aninhos!

Até a publicidade tem usado um pouco dessa cultura tão rica.

Acho que é assim mesmo que funciona. Em determinada década, voltam-se os olhos para uma das que ficaram para trás.

E assim seguimos, repetindo as mesmas músicas e vendo os mesmos filmes.
Abraço!

Thursday, October 18, 2007

Vácuo...
Quanta coisa pra falar!

Esses longos e involuntários intervalos sem posts que geralmente se dão aqui neste blog são horríveis. Muita coisa acontece e ninguém está aqui para postá-las...

Bom, por onde começar?

Quando parei de escrever em Julho deste ano, estava puto da vida com meu irmão...
Não estou mais... Estou aprendendo (lentamente, eu diria) a conviver com as diferenças entre seres humanos.
Ele pode até ser tudo aquilo que eu disse, mas também é meu irmão, também é um cara legal que tem suas qualidades...

Voltando ao assunto "acontecimentos na ausência"...

Extraí mais dois dentes!
Agora eu sou um cara confiável o suficiente para o Paulo Miklos.
Tenho apenas 28 dentes!

Entrei de férias...
...e voltei ao trabalho!

Trabalhei apenas 5 dias e acabei com uma úlcera na córnea após cochilar com a minha digníssima lente de contato rígida gás-permeável;
Quase fiquei cego, tomei injeções no olho - sim! no olho - usei colírios e mais colírios de hora em hora, vi meu oftalmo umas 15 vezes em duas semanas, estou na fila do transplante de córnea;

Troquei de celular;

Comprei uma bicicleta;

Quitei meu carro;

Fui para o sítio...
... e voltei dele!

Voltei a usar as lentes de contato e 2ª feira estou de volta ao trabalho após 50 dias afastado!

--

Ufa!
Beeeeeeem resumidamente, isso foi tudo o que aconteceu.

Ok, mas chega de falar de mim. Voltemos a falar de amenidades, coisas da vida, coisas sem vida e do cotidiano!
Abraço!

Monday, July 23, 2007

Vendo irmão maior de idade.
Alguém se interessa?

O inútil não faz porra nenhuma, mas aceito Halls ou Trident na troca.
Acho que é isso que ele vale...

Que ódio! Não consigo olhar pra cara dele!

Folgado, vagabundo! Não faz merda nenhuma, acha que lavando 2 pratos e três copos está fazendo um PUTA favor!
Desempregado, limpou a bunda com pelo menos três ofertas de emprego decentes.
Prefere ganhar salário mínimo e tirar o pó de um monte de DVD's a trabalhar de verdade.
Acorda três horas da tarde e acha que é normal.
Depois de uma chuva forte, o ralo entupido, a água quase entrando na cozinha e precisa o PUTO aqui chegar em casa pra puxar a água! O idiota aqui. O imbecil que vos escreve!
Não tem a capacidade de trocar uma merda de rolo de papel higiênico que acabou.
Não sabe pra que serve aquela bosta de botão em cima da privada, que por sinal cheira melhor que ele todo.

Não sabe fazer nada!
Não sabe preencher um cheque...
Não sabe pagar uma conta...
Não sabe marcar uma consulta...
Não sabe como agradar as pessoas...
Não sabe nada sobre ser cortês...
Não sabe distinguir entre trazer uma amigo pra ver filmes e trazer dois completos estranhos vindos da putaqueopariu pra dormir em casa. E NÃO AVISA! Mas acha normal...
Não sabe a hora e o momento de sair de casa...
Não sabe escolher as pessoas certas para se espelhar...
Não sabe reconhecer que é um inútil...
Não sabe acender a luz de fora...
Não sabe dirigir...
Não sabe escolher roupas...
Não sabe cozinhar...
Não sabe reduzir-se à seus conhecimentos em informática...
Não sabe usar o dinheiro. Só sabe pedir dinheiro... E favores!
Não sabe ser um filho...
Não sabe ser irmão mais novo...
Não sabe respeitar...
Não sabe amar...

E não sabe as leis de trânsito - pois reprova na prova teórica. TEÓRICA. TE-Ó-RI-CA!

Enjoei desse bostinha!
Enjoei dele e do quanto minha mãe protege esse bostinha!

O retardado aqui se mata de trabalhar, tem carro, paga contas de casa, paga as próprias contas, dá presentes para a mãe, faz tudo por ela, acompanha, vai buscá-la, vai levá-la, vai no cartório, vai no funileiro, vai avaliar o carro, vai no shopping com ela, vai pagar a Renner, e dá uma blusa de moletom, e hoje vai lá pagar o aluguel, e amanhã vai em outro lugar, e em outro, e em outro, e pra sempre assim, servindo-a...
E o peso morto do irmão folgado sai e volta a hora que quer, e pede dinheiro pra ela e ela dá:
" - Tadinho, ele está desempregado..."

Por que é burro!
Por que não pensa!
Por que é um retardado!

Por que recusa oferta de "empregos sem nenhuma diversão"...
E quer fazer faculdade de direito?
E quer ser policial federal?
Vai ser é um zero à esquerda que vai me infernizar pedindo dinheiro emprestado...

Porra, não tenho tudo o que quero, mas batalho pra isso, sabe?
Eu conquistei meu emprego, subi bastante na vida em pouco tempo.
Comprei meu carro, vou fazer minha facú, tô indo atrás dos meus sonhos. E ele?
Eu tenho vontade de chorar quando me faço essa pergunta. E ele? Vejo dia após dia esse merda jogando a vida pelo ralo, igual o pai fez, igual o primo tá fazendo...

Cansei de me preocupar, acho que vou parar de ser o filho perfeito...

Eu dou a vida pela minha mãe...
Meu irmão tá cagando pra o que ela acha ou faz...
E mesmo assim ela ama os dois da mesma maneira?
Vou ser folgado também, pelo menos vou ser mais feliz.
Não vou ter tempo pra pensar nos outros, nos sentimentos dos outros, eles apenas não tem a menor importância, o mundo gira ao meu redor!

Foda-se!
Abraço!

Saturday, July 14, 2007

Ah, cansei!
Sabe? Aquela hora em que você joga tudo pro alto e aperta o "F"?

Cansei de tentar mudar o mundo, de ser uma pessoa melhor...
Cansei de dar explicação sobre as coisas que faço...
Cansei de ver idiotices na TV...
Cansei de sentir inveja...
Cansei de sentir pena...
Cansei de sentir...

Esse mundo é uma merda!
Cada um faz o que bem quer, cada um diz o que bem pensa.
Sei que essa é a minha filosofia, mas ela nunca afetou a vida de uma terceira pessoa.

Cansei desse filho de uma puta alagoano picareta e fodido chamado Renan Calheiros.
Ninguém percebe que esse puto tá mentindo?
O que que esse porra ainda faz lá na frente? Se defendendo como se fosse uma prostituta espancada por seus colegas de senado.
Vai tomar no seu cú, Renan!

Cansei das merdas que aquele INSS faz! Ô lugarzinho do caralho pra se trabalhar, hein?
Chefes que não sabem porra nenhuma sobre o serviço que deveriam gerenciar.
Ninguém enxerga que existe gente bem mais preparada e capaz pra ocupar tais posições?
Foda-se a Gerência Executiva de Osasco!

Cansei de tudo!
Cansei de ser quem sou...
Cansei de ser sem-grana...
Cansei de ser exemplo de pessoa...
Cansei de ser o que me disseram que deveria ser...
Cansei de ser bunda-mole!

Nada tá certo na minha vida!
Tudo o que eu quero não acontece. Cheguei num ponto da vida em que olho pra trás e penso: "Foi isso o que você escolheu ser?"
Tudo de que eu quero distância chega cada vez mais perto de mim.

Vou fazer minha cirurgia!
Vou colocar um piercing!
Vou fazer minha tatuagem!
Vou trocar de carro!
Vou viajar sozinho!
Vou sair desta bosta de Brasil!
Vou fazer faculdade!

Queria que tudo isso estivesse pronto até amanhã...
Nessas horas o tempo é um fator tão negativo! Droga!

Trocar de carro? No mínimo mais um ano...
Faculdade? Ano que vem também...
Sair do Brasil? Xiii...

Mas a minha tatuagem eu faço até o fim do ano!
O piercing? Em setembro!
A cirurgia? Mês que vem!

Acho que vou deixar este blog totalmente anônimo! Textos com este são totalmente impublicáveis. Primeiro pq não têm pé nem cabeça, segundo pq não interessam a ninguém! São pensamentos esparsos que preciso e quero por pra fora... Me faz bem!

Vou nessa, qualquer dia eu volto pra desabafar de novo...
Abraço!

Tuesday, June 19, 2007


Auto análise

parte 4_relações interpessoais
Ameaça? Problemático? Anti-social? Eu?

Se às vezes paro e penso em minha vida, nas coisas que falo e faço, chego facilmente à conclusão de que sou parte integrente de um freak show!
Deus! Como eu sou bizarro! Tenho as opiniões mais polêmicas possíveis. Sou polêmico por natureza! Arrumo briga por qualquer motivo, briga civilizada, verbal...

"Manda quem pode, obedece quem tem juízo"?
Viaja! Pra mim é no esquema "Manda quem pode, obedece quem concorda, protesta quem acha que o vale". E pra mim sempre vale!

Coleciono inimigos. Não por que os quero e sim por que os incomodo!
Cara, um Guilherme incomoda muita gente!
Aquele lance de "por a boca no trombone"? É para mim quase que uma filosofia de vida. Se tá errado eu falo, se não gosto eu digo...

Exijo postura das pessoas...

Quer dirigir? Ótimo! Mas dirija direito. Respeite todas as regras, faças as coisas como se deve!
Quer ser chefe? Ótimo! Tenha postura de um e como chefe será tratado!
Quer ser meu amigo? Ótimo! Respeite as regras básicas de civilidade e valha um pouco mais que merda de cachorro estatelada na calçada!

Não faça essa cara feia pra mim... Só exijo das pessoas o que também tenho por obrigação oferecer. E garanto que ofereço!

Ao mesmo tempo em que faço questão de apontar as graves falhas dos outros, dou total liberdade para que me critiquem. Odeio ser criticado, mas isso não muda o fato de que também sou humano, e erro! Já cresci muito com base em críticas vorazes de que fui alvo. É difícil no início, mas a recompensa é valiosa!

A parte ruim de ser quem sou é que já perdi gente que amava. Algumas pessoas simplesmente cansam da companhia de gente verdadeira, e isso culmina em fim de amizades, fim de relacionamentos, fim de relações sociais que hoje fazem falta!

Às vezes penso em ser um cara qualquer, que faz coisas que caras quaisquer fazem, sabe?
Viver sem propósitos, não ter objetivos, ser rude, escroto... Mas é tão ridículo isso! Amo ser quem sou, fazer as coisas da maneira que faço...

Se na testa das pessoas aparecesse a opinião delas sobre mim, preferiria não saber ler!
Abraço!

Monday, June 18, 2007



Auto-análise

parte 3_trabalho & carreira
Tenho 20 anos e ainda me perguntam o que vou ser quando crescer!

Parece até brincadeira, mas o papo é sério: meu futuro é obscuro! Quero mais, todos querem. A diferença é que a maioria quer mais dinheiro, e eu quero mais desafios, quero mais reconhecimento, mais respeito...
Amo meu trabalho. A carreira pública é fantástica se vista pelo ângulo certo: é estável, flexível, garante certo status... E o mais legal do INSS é que ele é - acho eu - o órgão público mais carente em matéria de qualidade de serviço e atendimento, ou seja, eu sei que faço a diferença, pelo menos para a pequena quantidade de pessoas que atendo.
Vejo na expressão das pessoas que elas saem satisfeitas, que chegam ao meu guichê ríspidas e saem de lá tranquilas...

Essa é a minha maior satisfação...

Penso seriamente - se já não decidi- em fazer minha tão sonhada faculdade de jornalismo. Pretendo, com esse diploma em mãos, me esgueirar por entre os diversos trâmites afim de me enfiar na Assessoria de Comunicação do Ministério da Previdência, na Diretoria de Atendimento ou ainda no PEP - Programa de Educação Previdenciária. Sinto que logo vou cansar de benefícios e beneficiários e preciso mudar radicalmente.

Não sou cara-de-pau o suficiente pra negar que gosto de dormir à noite com a consciência tranquila sabendo que meu emprego está lá, bem seguro, sabendo também que todo 2º dia útil de cada mês meu bom salário está lá na conta... O problema é que quero ter uma carreira. Quero trabalhar numa área que exista dentro e fora do âmbito do INSS, que me abra um leque de opções sobre onde, quando, como e pra quem trabalhar, sabe?
Já quis ser tanta coisa...

Quis ser médico, o prazer de salvar vidas. Mas descobri que não aguentaria o desprazer de às vezes não poder salvá-las. Muita pressão...
Quis ser advogado, fazer justiça. Ainda criança ganhei de minha tia (à época estudante de direito, hoje advogada) uma edição de bolso do Código Penal. Ela tentou...
Quis ser arquiteto, criatividade aliada ao concreto. Devorava as páginas da Vejinha e da Folha que traziam plantas de apartamentos à venda. Não dá dinheiro...
Por fim, inventei de ser publicitário... Talvez... Mas primeiro vamos ao meu novo projeto: jornalismo!

Eu já falei tanto nisso, que se acabar não cursando essa faculdade vou ter que sumir! Confio nesses planos, e neles pretendo apostar todas as minhas fichas!
Um dia eu ainda vou ser o cara mais realizado profissionalmente. Um dia...
Abraço!

Friday, June 15, 2007




Auto-análise

parte 2_finanças
Não conheço meus limites, só os do cheque especial e do cartão de crédito.

Cara, dinheiro é um problema.
Mesmo sabendo que ele é solução prefiro pensar que é problema - pelo menos no momento... Demorou para que eu percebesse quão ridícula era a minha situação: 20 anos, solteiro, sem mulher e/ou filhos, funcionário de orgão público federal, ótimo salário...

E sem dinheiro pra nada!
Pode uma coisa dessas?
Absurdo!

Decidi que poria um ponto final nessa crise financeira alguns dias atrás, e até agora só consegui por uma vírgula, mas é um começo.
Cortei 'n' gastos: baladinhas, barzinhos, comprinhas básicas de valores exorbitantes a cada 15 dias, cinema, e otras cositas más... 200 paus de diferença no primeiro mês - só na fatura do cartão de crédito!

O problema maior é que o mundo conspira contra mim e ainda aliou-se ao vento, que por sua vez traz consigo as maiores despesas justo agora que quero - preciso - economizar!

O radiador do carro resolveu estourar - tava de saco cheio de ser só um radiador velho cheio de crises existenciais e se matou. O reservatório não suportou o baque e partiu desta pra melhor - 400 paus!
Essa onda de suicídios chegou até a parte elétrica e convenceu a bateria de que ela era velha, feia e "sem marca" - 180 paus!
Minhas cachorras - Lua e Lana - com ciúmes de toda essa atenção dispensada ao carro deliberaram e decidiram manifestar simultaneamente uma crise de dermatite atópica (coisas de cútis), que requer banhos, produtos e cuidados extremamente especiais, incluindo passeios semanais de carro rumo ao pet shop - 290 paus!

Aí eu te pergunto: dá pra economizar dinheiro assim?
Ainda bem que diminuí em 200 paus a fatura do meu VISA, né?

Eu tenho planos, sabe? Pretendo cursar uma faculdade na área de comunicação social, quero trocar de carro, fazer uns investimentos... Preciso guardar algum dinheiro!
Eu chego lá, tomei atitudes consideradas drásticas se comparadas às tentativas anteriores...

Agora vai!
Abraço!

Thursday, June 14, 2007




Auto-análise

parte 1_relacionamentos
Acho que de fato o problema é comigo!

Deixemos de lado as usuais brincadeiras e sarcasmos, pode ser?
Pergunto eu ao meu "eu":

Tenho algum defeito terrível?
Um odor insuportável?
Falo em alguma frequência ultrassônica inaudível?
Minha companhia é entediante?

Falando sério...
Não quero ser aqui o cara sem humildade que se acha perfeito e tal... Mas pô, eu sou um cara bacana, muito melhor que a média por aí! Sou bem-humorado, inteligente, ótimo ouvinte... Tenho bom gosto pra tudo, sou compreensível, pontual, romântico... Sou antenado, gosto de ler, gosto do prazer das pequenas coisas...
E olha só: quando falamos a mesma língua - eu e o espelho - até sou bonito!

Queria que a vida fosse mais simples! (se é que é possível!)
Queria que alguém dissesse: você não se dá bem em relacionamentos por isso! Você não consegue uma namorada por causa disso! Você tá errando aqui, ó, num tá vendo?

Eu pensei bastante sobre o assunto e - infelizmente - conclui que:

1.Não sei paquerar (xavecar, dar em cima, enfim...);
2.Não pego indiretas;
3.Não sei a hora certa de tomar a atitude, quando eu vi já sou amigo-irmão e aí fodeu tudo;
4.Não sei qual é a atitude certa;
5.Não sei tomar a atitude;
6.Não sei por onde começar;
7.Não sei porra nenhuma!

Odeio isso!
Acho que sou meio atrasado pra essas coisas... Existe curso?

Às vezes a culpa pode ser toda minha! Se sou exigente, se sou devagar, se tenho medo... Medo de quê, porra? Que tenho eu a perder além da moral? Mico todo mundo paga, certo?

Se você é mulher, tem entre 18 e 30 anos, e acha que vale a pena, pode escrever pra mim? Assim fica tããããão mais fácil!

Odeio isso!
Abraço!

Wednesday, June 13, 2007

Free hugs
A história real do cara que só queria ser abraçado.



O que leva uma pessoa a oferecer abraços de graça em uma das ruas mais movimentadas de Sidney, Austrália?

Juan Mann, ao desembarcar em sua terra na natal do avião que o trouxe de Londres notou as pessoas à sua volta. Elas abraçavam seus amigos, seus amores, suas familias... Tudo o que Mann tinha era sua bagagem de mão cheia de roupas e um mundo de problemas. Ninguém sorriu pra ele, ninguém estava feliz em vê-lo, ninguém foi vê-lo. Sentiu-se só, um estranho na sua própria cidade!

Com 22 anos, uma idéia na cabeça, papel cartão e um marcador confeccionou o cartaz que vocês puderam ver no vídeo.

Por 15 minutos foi alvo de olhares hostis, ocupados e apressados demais para abrir os braços e acolhê-lo.
Um pedestre ao ver o cartaz, parou, deu-lhe um tapa no ombro e contou como seu cachorro havia morrido naquela manhã, contou que aquela manhã marcava um ano da morte trágica por acidente de carro de sua única filha. Ela se sentia a mais solitária pessoa do mundo, e tudo o que precisava era o que Mann oferecia de graça!

Outro feliz ganhador de um "Free Hug" foi Shimon Moore, autor da música "All the Same", tema do vídeo.

O movimento "Free Hugs" cresceu de tal maneira que chegou a ser proibido pelas autoridades locais, proibição essa que logo foi derrubada graças às dez mil assinaturas colhidas nas ruas a favor do movimento que só tinha a intenção de dar sua contribuição para um mundo melhor.

Hoje é possível ganhar abraços em todos os cinco continentes tamanha expansão da brincadeira.
Já passou até por São Paulo.

Juan Mann é constantemente entrevistado, aparece em programas de TV mantém um SITE dedicado à campanha.

Eu particularmente amo abraços! Amo abraçar as pessoas e mais do que isso, amo ser abraçado. Eu faço parte!
Me inscrevi como voluntário do "Free Hugs".

Abraço! (grátis!)

Tuesday, June 12, 2007

Ah, esses motoristas...

Agradeçam à Deus pelo fato de que não tenho porte, quanto mais a própria arma!

Filhos da puta!
Todos vocês que não sabem pra que serve a porra da seta!
Você que não sabem esperar do outro lado para não fechar o cruzamento!
Você, desgraçado, que pára em fila dupla numa rua mais apertada que o cú da vó em plena seis da tarde!
Você loirinha ordinária filhinha de papai sem cérebro, que ganha carro zerinho do papai e estaciona em 45º nas vagas do shopping.

Às vezes lamento ter passado no concurso público do INSS e nunca, nem ao menos ter tentado prestar o concurso da Polícia Rodoviária, Demutran, ou qualquer outro orgão que me desse autonomia para andar com um caderninho e distribuir multas à rodo! Isso é felicidade!
Dinheiro não traz felicidade? Poder para multar traz!

Já que multar não é possível, queria ter dinheiro, muito dinheiro!
Dinheiro o suficiente para comprar dezenas e dezenas de carros velhos e sair à tarde para me divertir. Me divertir levando a lateral dos motoristas que insistem na fila dupla, entrando em cheio na porta dos viados que fecham os cruzamentos, acabando com a traseira dos putos que não sabem dar seta...

Se por algum acaso, você que leu isso, se identificou como alguém que dá essas "mancadinhas" de vez em quando, faça um favor para o mundo: MORRA!
Pule de um prédio bem alto, compre uma arma e engula uma bala, pule na frente do trem, respire no escapamento do carro, arrume um punhado de estriquinina e esfregue nos olhos, na pele, cheire, engula! Ficarei eternamente grato à você que atender o meu pedido, nessa e em todas as outras vidas!

Olhe, poucas coisas me tiram do sério. Pouquíssimas!
Motoristas idiotas é uma dessas coisas...

Cuidado, dirija corretamente perto de mim. Vai que um dia eu fico rico...
Abraço!

Monday, June 11, 2007

Escrevendo livros.

Me interessei pela idéia que tive. Mas... Como faz isso?

Falando sério, como a gente escreve um livro? Existem regras básicas para isso?
A gente começa assim, assim, assado e estipula tal coisa e vai escrevendo e pá e tal... E aí?
Acho que não é só sair por aí escrevendo...

Vou pesquisar a fundo e vou começar meu livro... Me deu vontade!

Vou descobrir se tenho que criar os personagens antes, se preciso biografá-los previamente, se preciso já estipular o cenário, o tempo...
Será que eu presto pra isso? Nem sei o gênero em que devo escrever...
Levo jeito pra romances? Drama? Comédia?

Logo, logo eu começo! Ou não...

Acho que ainda não estou pronto, sabe?
Ao mesmo tempo que a gente tem que meter a cara e fazer o que quer, a gente não quer fazer papel de bobo! E se meu livro for um fiasco? Hum... Tô na dúvida agora.
Livros envolvem muito mais que criatividade. Envolvem pesquisa, dedicação, concentração... Tenho receio de que essa idéia seja mais uma daquelas que a gente põe na gaveta e esquece.

E de projetos inacabados eu já enjoei!
Abraço!
Necessidade, vontade.

Por que eu não consigo escrever?

Estou prestes a completar uma dezena de posts salvos e não publicados. São impublicáveis - ou pelo menos estão!
Falta alguma coisa, tá sem sal, sabe?
Não sei o que me desmotivou, adoro escrever. Detesto essas fases.
Antes eu sentava de frente para o computador e os textos fluíam tão bem. Era só sentar e digitar, tudo vinha à tona. Agora? Não consigo sequer publicar um post decente!

Preciso me renovar, preciso de novas idéias.
Preciso de novos filmes, novos (no sentido de mais) amigos, novos livros, novas aventuras.
Preciso de coisas sobre as quais escrever... Escrever sobre o dia-a-dia? Isso já enjoou!

Estou numa fase toda "no idea".
Não saio mais porque não tenho dinheiro. Se não saio não vejo novas coisas. Se não as vejo não as publico! Acho que vou ler um livro, um livro engraçado. Melhor! Acho que vou escrever um livro engraçado.

Acho que a inspiração não vem porque sei que vai ser lido, não me sinto mais tão bem com isso. Gosto que as pessoas leiam, mas não gosto que sejam assíduas, pois meu blog é muito meu, é muito "eu" em palavras, e não quero ficar tão em evidência. Preciso escrever mais sobre assuntos esparsos e menos sobre mim.

Tirei temporariamente o blog do ar. Vou tentar escrever alguns posts e coloco de volta no ar.

Temporariamente, juro!
Abraço!

Sunday, June 10, 2007

Fábrica de desculpas

Será que ainda não existe isso?

Não digo uma fábrica, fábrica, daquelas com chaminés e caldeiras, mas talvez um site ou livro. Um catálogo! Essa é a palavra!
Um catálogo com cara de livro de auto-ajuda onde as pessoas que não tem tanta criatividade possam achar desculpas convincentes ao invés de ter de fazer usso das velhas e esfarrapadas de sempre.

É tão triste quando a pessoa que recebe as desculpas percebe que elas são inventadas, hahahah...

Não sei o que acontece. Algumas pessoas acham que o resto do mundo simplesmente não pensa, acho que é isso que elas acham. É muito fácil encontrar motivos ou empecilhos para se fazer ou não alguma coisa que no final desagrada alguém, né? Algumas pessoas deveriam ter bustos de bronze e praças com seu nome, singela homenagem diante da tamanha cara-de-pau!

Aceite as coisas como são, ou pelo menos não as torne piores.
Abraço!

Tuesday, June 05, 2007

Falando friamente...

E dá pra falar de outro jeito?
Banho gelado, nariz entupido, mãos trêmulas e lábios e unhas não roxos, mas azuis!
Blusa sobre blusa - nunca suficientes - e o frio persiste.

Pô, estamos em junho ainda... O que está acontecendo?

Na verdade eu e o resto do planeta sabemos. É o CO2,é o tal do efeito estufa. São as geleiras derretendo e o nível do mar subindo, o desequilíbrio ecológico...
Sim, mas tem mesmo que ser tão difícil de acordar? Puxa vida, é uma tortura!
Se acordo não quero levantar, se levanto não quero sair do quarto, se saio não quero entrar no chuveiro, e se entro não quero sair... E assim é, e assim será, dia após dia até o inverno - que nem chegou ainda - acabar!

Olha, eu sempre disse e digo de novo: odeio o calor, detesto transpirar, detesto sentir o corpo quente. Mas confesso que não gosto taaanto assim do frio como pensava! Rs...
Quem consegue trabalhar nesse frio? Eu só consigo espirrar e sentir minhas terminações nervosas e neurônios congelarem.
Imagino as mulheres, pobres coitadas que fazem xixi sentadas! Sentem quando sentam o quão gelado está esse inverno... Brrrr...!

Queria escrever mais, mas tá tão frio! Já não consigo mais formar frases inteiras, muito menos fazê-las ter algum sentido!

Minha cama tão quente e acolhedora me chama aos berros...
Abraço!

Monday, June 04, 2007

Ah, esses adolescentes...

Quanta graça cabe em tão pequenas coisas, né?
Eu que o diga. Acho que não fui adolescente na hora certa, então fico aprontando agora que já estou na casa dos vinte!

Quanta diversão cabe num cigarro?
Quanto riso cabe numa oficina mecânica?
Quanta palhaçada cabe num guichê?
Quanto estresse cabe num radiador?

Acho que nunca vou crescer, e adoro isso! Acho que não posso perder esse jeito bobo de ser. É triste ver que esse jeito de ser incomoda algumas pessoas e é muitas vezes incompreendido por outras. Mas quem liga? Quem perde com isso são eles que envelhecem mais rápido e vão ter rugas! Rs...

O ser humano tem que parar de reclamar das coisas, da vida!
Conversei com a Lúcia sobre isso hoje. Me fez bem a conversa...

Sabe? O mundo é tão grande. Tanta coisa acontece ao mesmo tempo. Tantas coisas boas, e infelizmente, muitas coisas ruins. Tanta gente reclama das coisas. O salário que nunca dá, o carro que nunca consegue trocar, o apartamento que é pequeno...
Alguma vez, reclamão, já passou pela sua cabeça que existem pessoas que dariam tudo pra viver sua vida com todos os seus "problemas"? Ou você é ocupado demais pra pensar nisso? Longe de mim ofender alguém, não é do meu feitio. Mas vamos sorrir mais, que tal?
Vamos ser positivos, sempre!

Confesso que muitas vezes eu mesmo reclamo de coisas das quais não deveria, mas a minha ficha já caiu...
Não são minha culpa a desigualdade social e a miséria, nem a fome e a desgraça, mas não posso me dar ao luxo de usar uma calça de um salário mínimo!
Não se sinta culpado se você usa essa calça, ou mesmo que gaste esse dinheiro com outra coisa, você ganhou esse dinheiro, use-o como quer, mas eu não consigo mais.

Sem pedestais ou altares. Também gosto de gastar de vez em quando, mas a partir de agora, não antes de por a mão na consciência pelo menos duas vezes.

É... O mundo é grande e complicado mesmo. Veja esse post, começou com um assunto e terminou com outro!

Acho que é sono!
Abraço!

Friday, June 01, 2007


Nem sei mais o que falar dessa corja que se mostra fétida e mais fétida a cada dia.
Massa pútrida que governa "soberana" sobre nossas vidas!

Putrefactos!
Odeio-os!

Thursday, May 31, 2007

Teriam os heróis heróis?

O que eu quero dizer é: existem heróis que estão sempre prontos a acudir os heróis necessitados?
Confuso? Elaboremos o assunto...

Todo mundo precisa de ajuda, e o Superman - nos quadrinhos e nas telas - ajuda! Clark Kent faz parte de "todo mundo", mas quem o ajuda?
Ele é um cara normal: trabalha, tem família, casa, problemas, sentimentos... Mas quem oferece o ombro a Clark Kent quando ele sofre de suas desilusões amorosas com Lois Lane?

Em outras histórias, Gotham City está sempre segura graças ao Batman. Mas quem ajuda Bruce Wayne quando tem pesadelos ao lembrar do brutal assassinato dos pais quando ainda era criança?

E Peter Parker e as dúvidas típicas de um jovem?

Ou Matt Murdock e a deficiência visual?

E até mesmo Diana Prince que tem poderes, depois os perde, e depois os tem novamente graças à bagunça de seus criadores?

E o Barry Allen - coitado! - reinventado pela DC Comics a partir de Jay Garrick?

Ser herói deve ser legal, ou não.
Deve ser gratificante ajudar a todos e ser amado, mas triste não poder pedir ajuda, ter que sempre ser forte e corajoso.
Não sou herói, mas me encaixo perfeitamente na reflexão que fiz agora...

Não sei pedir ajuda, não sei precisar de alguém...
Não sei pedir colo, e nem ombro pra chorar...

Eu sempre tenho conselhos. Sempre tenho palavras doces e/ou encorajadoras, e sei que meus amigos também as têem para mim, mas eu nunca precisei - precisei sim, mas nunca disse! Todas as pessoas precisam de ajuda, eu também preciso. Mas eu trago a tanto tempo comigo o hábito de sempre ajudar quem precisa que não consigo me ver sendo ajudado.

Pouquíssimas vezes chorei pra alguém, e até onde me lembro, esse alguém sempre foi minha mãe. Ou meu travesseiro.

Gosto de chorar, faz bem, lava a alma. As pessoas não deveriam ter vergonha ou medo de chorar. Gosto quando algum amigo chora para/perto de mim. Sei lá, mostra que a pessoa quer a minha ajuda, minha companhia ou só o meu tempo. Tempo esse que faço questão de dedicar a quem dele precisar.

Ultimamente tenho sentido uma tristeza que não sei bem o que é. Passageira, mas quando passa deixa aquele nó, sabe?
E o mais estranho de tudo é que não sei o porquê. Até sei, mas não entendo. Tô numas de sofredor, tomo para mim as dores do mundo. Tanta coisa ruim acontece. Tanta tristeza e eu aqui, tão pequeno e impotente. O mundo é ótimo, a vida é perfeita, mas não consigo olhar só por cima. Basta levantar uma pedra pra sentir o fedor e ver toda a sujeira.

Tanta gente que não presta, tanta gente desonesta...

Não sei o que é pior, ter a respostas para os problema do mundo e não ter como prática-la ou ter o direito a um desejo realizado e não saber a resposta para os problemas do mundo.

Peço a Deus que me faça um ser humano melhor, e que nunca o egoísmo me domine. Me importo de verdade com o próximo...

Queria ser sim super-herói, mesmo que não tenha a quem pedir socorro, mas para ser alguém de quem os outros precisam.
Abraço!

Wednesday, May 30, 2007


Tuesday, May 29, 2007

Chá de sumiço

Alguém sabe onde vende? Onde nasce isso pra eu colher?
Queria tanto tomar um gole bem servido desse chá.

Estava pensando na vida (pra variar um pouco) e a minha conclusão (pra variar mais ainda) foi de que a vida está um cocô - pra não dizer "uma bosta".
Cansei, sabe? Cansei da cara de algumas pessoas, cansei de alguns lugares, cansei de aguentar velhos hábitos - meus inclusive! Cansei! Cansei de levantar todo dia às 6h da manhã e de tomar banho com o chuveiro na posição "pseudo-quente". Cansei de gastar o dinheiro que não tenho com as coisas que não quero (bateria do carro, radiador...).
Cansei de estar SEMPRE feliz, SEMPRE sorridente, SEMPRE bem! Cansei de disfarçar... Quero ficar triste às vezes, quero ficar em paz, quero ficar emburrado e que ninguém me incomode.

Por favor,
Não me traga seus problemas. Detesto matemática!
Não me traga suas infantilidades. Você acha que eu tenho a obrigação de suportá-las só pelo bem da amizade?
Não me traga suas críticas. Se eu gostasse de críticas seria leitor assíduo do guia cultural da Vejinha.
Não me traga suas frescuras. Não vou - e não quero - tolerá-las.
Não me traga uma expressão sarcástica dizendo " - Nossa, que revoltado!" pois juro que faço você engolir de volta sílaba por sílaba, e não vai ser pela boca...

Essa revolta toda passa, tenho certeza! Mas por enquanto deixa eu ficar com ela, ok?
Voltando ao assunto... Queria comprar uma passagem só de ida pra qualquer lugar paradisíaco e lá ficar por tempo indeterminado:

"Mãe,

Fui...
Não se preocupe, estou bem, muito bem.
Deixei o celular aí, não adianta ligar...
Ah, e não sei quando - e nem se - volto, mas não se preocupe.

Com amor,
Gui..."

E aí vocês dizem:
E as contas a pagar? Eu digo: Viva o SPC!
E o serviço? Eu digo: Viva a exoneração!
E os amigos? Eu digo: Viva a saudade!
E a vida? Eu digo: Viva!

Aí pensei bem e vi que seria até bom sumir um pouco, mas não vale a pena. Sabe por quê? Por que os problemas são tão safados, mas tão safados que eles esperam você voltar. E enquanto esperam eles se multiplicam!

Então cheguei a conclusão de que... De que... De nada! Não existe solução, droga! Só o tempo resolve essas coisas, e tempo é algo que eu não tenho ou não quero ter. Quanto mais esperar ele passar...

Sei lá...

Não me diga que não gostou deste post. Se não gostou, apenas aperte Ctrl + W.
Abraço!

Monday, May 28, 2007


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Abraço!

Sunday, May 27, 2007

Sessão nostalgia

Hoje, pouco antes do almoço estava "folheando" a televisão e ao passar pela TV Cultura vi que estava começando um programa que adorava quando criança!
Eu tinha o privilégio - e o motivo pra me gabar - de ser o primeiro garoto a ser deixado em casa pela tia da perua, o que me permitia pegar desde o começo o Castelo Rá-Tim-Bum...

Como eu adorava!
Aquilo era um mundo de fantasias pra mim!

Como eu queria ser o Nino! Queria ser bruxo, ter 300 anos, ter bichos engraçados e falantes espalhados pelos cômodos da casa! Ser amigo da Caipora e da repórter cor-de-rosa!
Como eu queria que aquele Etevaldo me visitasse!
Ahh, como eu queria ter um relógio e um porteiro falantes! Um ninho de passarinhos num galho de uma árvore cujo caule serve de casa para uma cobra com problemas de auto-aceitação dentro da sala de estar!
E as geringonças do Tio Vitor?
E as feitiçarias da Tia Morgana?

Coisa de criança... Que fica pra trás e dá lugar pra Malhação, que depois dá lugar pra MTV, que depois dá lugar pra telejornal, que por fim não dá lugar pra mais nada!
Coisa de criança...? Preferiria nunca ter deixado de ser uma. Algo do tipo Peter Pan, sabe?

Lembrei do condomínio que morava, das dezenas de amigos que deixei pra trás e que não sei onde estão e nem o que fazem hoje.
Lembrei do pega-pega, do esconde-esconde.
Cara! Eu adorava brincar de esconde-esconde. Que falta me faz isso. Acho que nunca brinquei o suficiente...

A alegria de ver novamente o Castelo Rá-Tim-Bum foi dando lugar pra tristeza. Tristeza de estar ali com 20 anos no sofá da casa da vó, vendo Castelo Rá-Tim-Bum sabendo que não ia jantar dali a pouco nem descer pro pátio e encontrar o Gustavo, a Evelyn, o Renan, a Tainá e o Bruninho. Tristeza de saber que o esconde-esconde acabou, não tô mais nessa idade...

Que angústia! Fiquei triste de verdade, com nó na garganta e tudo...

Essas coisas que a gente faz quando criança até podem ser feitas depois de crescido, mas é só pra lembrar, não pra viver. É patético!
Eu brinquei sim, muito, mas me deu saudade. Senti que perdi um pedaço de mim naquela hora. Se eu ainda tivesse contato com essas pessoas, poderíamos ao menos lembrar dessas coisas e rir juntos, mas nem isso posso!

Percebi que essa tristeza é duradoura, e o único jeito de evitá-la é não pensar o tempo todo no passado, ou pensar em como ele foi intenso, e não que ele já se foi. E o único jeito de não aumentá-la é viver também o hoje intensamente, para que no futuro possa rir de tudo o que fez... Mesmo pq não posso negar o fato de que amo o presente - mesmo tendo às vezes certo medo do futuro.
Já não estou mais tão triste, mas eu bem que queria brincar de novo...

" - Só mais um pouquinho mãe!" - eu gritava pra ela na janela, sem celular, sem telefone e longe do interfone. Sem nada, só no gogó, eu e ela, eu no pátio e ela no 4º andar!
Abraço!

Saturday, May 26, 2007

Xepa literária

Não precisa perguntar, eu não vou saber responder mesmo...

Mudar é bom, pelo menos na maioria das vezes. Acho que essa é uma delas.

Cansei do mesmo endereço, da mesma cara, das mesmas cores...

Xepa diz tudo. Xepa é resto, xepa é tudo misturado. Xepa literária é resto de pensamento, é a mistura escrita e não pisoteada e espalhada pela rua. Coisas esparsas publicáveis ou não formam o Xepa literária. Minha Xepa!

Xepa no dicionário define a comida do quartel... Sabe-se lá como a comida do quartel emprestou o nome para os restos deixados pelas feiras livres. Xepa também é neologismo, xepa é o parasita (acho que não existe palavra que defina melhor) que vai pra balada às custas de quem quiser - e puder pagar. Xepa é também o intrometido, o cara que sai na foto para a qual não foi convidado... Xepa sou eu! Eu sou uma mistura. Mistura de humores, de pensamentos, personalidades, de qualidades louváveis e defeitos horríveis! Sou uma mistura de estilos: estilos musicais, estilos fashionistas, estilos de vida, de dirigir, de falar, de comer, de escrever... Eu sou a própria Xepa! Sou democrático e simples. Não sou necessário para todos, mas fundamental para os quais sirvo - e sirvo bem! Sou prepotente tanto quanto a Xepa! Apreciem a Xepa, desfrutem a Xepa...

E viva a Xepa!

Abraço!


Pra quem nesta hora sente que pegou o bonde andando, saiba que o Xepa Literária descende de outro blog, de outros textos...
Essa brincadeira de escrever começou em http://guilherme172.blogspot.com/

Thursday, May 24, 2007

Passando a limpo...

Pra começar, esclareço que a data que consta acima deste post é mero perfeccionismo - pois quero que ele fique NESTE lugar.

Até o dia 23/05/2007 esse era meu blog. Chamava-se "Continuação do perfil..." e seu endereço era guilherme172/blogspot.com.
Resolvi mudar de endereço, de cara, de tudo! E foi aí que, devido a uma enorme sucessão de erros acabei por ficar com 2 blogs, o já mencionado e com este, que hoje tomou o lugar do anterior. Mudou de endereço para assumir o lugar do antigo e mudou de cara, e que você, leitor, pode ver agora.

Confuso? Pra caralho!
O que importa? Que tudo voltou ao normal!

Os posts que estavam no novo blog serão transportados para este e acabou-se a confusão.

Estamos trabalhando para melhor atendê-lo.
Abraço!

P.S.: Esqueci! O blog anterior tinha um pequeno texto no cabeçalho que eu adorava, e vale a pena reproduzir e reiterar:

Isso é uma continuação eterna do que eu ainda nem comecei...

Ahhh... Antes de ler isso, todos esses posts, saibam que sou uma pessoa que tem bruscas variações de humor. Talvez o que esteja escrito aí é como eu era. Ontem? Não importa... É apenas ontem... Como dizem por aí: A página de amanhã está em branco...

Wednesday, May 23, 2007

Muitas coisas...

Tudo é pouco e o pouco às vezes é muito. Muito pode ser nada...
O que é tudo? O que é nada?

Ninguém deveria ter o direito de usar essas palavras tão fortes.

Fortes e opostas. Fortes, opostas e sempre usadas. Usadas como veículos usados, que desvalorizam apenas por sair da loja e tocar o asfalto. Asfalto esburacado. Buracos nunca tapados tapando os olhos do contribuinte que não sabe que fim leva o IPTU e o IPVA. Contribuinte que pode ser facultativo ou individual, e que pode recolher onze ou vinte por cento, mensal ou trimestralmente. Por cento que é usado como medida para a venda de salgadinhos de festa. Festa que é a política do país. País que é republicano no papel (pode conferir seu RG) mas democrata em outros papéis. Papéis que quase ninguém recicla e simplesmente joga fora. Fora do país que é pra onde um dia eu vou. Dia ensolarado, dia de verão. Onde todos verão que o dia está nublado. Nublado como a economia norteamericana que parece instável. Instável como o meu humor. Meu, minha, vosso, nosso, Nossa Senhora que não é minha. Nem minha nem de nenhum protestante. Protestante como os que conquistaram as "Diretas, já!' já que ninguém teve idéia melhor. Melhor como a mãe da amiga que se recupera da cirurgia do coração. Coração que às vezes não sabe o que faz. Faz tempo que não passo um fax. Fax que recebi para brincar de trocadilho com a palavra 'faz' e também para comunicar que tínhamos uma proposta do Sr. Emilio Cominnato. 'Faz' de quem faz a hora e não espera acontecer. Aconteceu! Greve na Proservvi. Proservvi que virou Fidelity. Fidelity que continua Proservvi. Continua com os funcionários que eram meus colegas de trabalho. Trabalho que deixei pra trás em troca de melhor oferta. Oferta que não posso aproveitar pois estou sem dinheiro. Dinheiro que não sei como gastei. Gastei as dobradiças do armário que já não fecha mais. Armário que é metáfora para homossexuais não-assumidos. Assumidos como o cargo público que ocupo no INSS. Ocupo a culpa. Culpa de ajudar na construção de uma instituição considerada falida. Falida como a massa de documentos que as empresas largam em sindicatos ou semelhantes. Semelhantes que são diferentes. Diferenças que geram preconceito. Preconceito que gera ódio. Ódio que gera o movimento nazista liderado por um homem doente. Doente como a própria humanidade. Humanidade que perdeu o valor. Valor que se mede em cifras e não mais em feitos notórios. Notória programaçao de TV que sucumbe parte inocente - e culta - da sociedade à tortura explícita em programas de namoro ridículos e novelas. Novela que são as CPI's que só servem para alimentar jogos partidários e de interesses. Interesse de conhecer o Rio de Janeiro que está acabando. Acabando com os bens e a saúde mental de turistas saqueados. Saqueado sou eu! Que pago CPMF e tarifas absurdas por ter acessos de tosse ou espirro nas proximidades da agência desde que estejam em desacordo com o contrato de abertura de conta com apenas 2.753 páginas que ninguém nunca leu.

Nunca é outra palavra forte.

Nunca diga nunca. E já disseste duas vezes. Duas vezes dez que é a minha idade. Idade mínima para votar é de dezesseis anos mas só vai pra cadeia se tiver dezoito, então, se der errado o "dimenor" assume a autoria. Autoria desconhecida de crônicas e textos que recebo por e-mail. Recebo no 2º dia útil e já gasto. Gasto tempo lendo os e-mails da caixa de entrada. Caixa de banco que demora horas pra te atender. Atender ao telefone de madrugada e chorar ao som de uma má notícia. Notícias de rotina nos telejornais. Rotina violenta. Violenta bala perdida. Perdida como as crianças que correm ao som do seu disparo. Paro?

Não, não paro de escrever.

Escrever é respirar. Respirar é o que fazia Clarice Lispector. "Clarice Lispector - A Hora da Estrela" é a estrela atual do Museu da Língua Portuguesa. Língua que vemos no museu, mas aprendemos na escola. Escola em que usam canetas de gel as meninas. Meninas que se impressionam com os penteados cheios de gel dos meninos. Alunos com gel nos cabelos e canetas na aula de gramática. Gramática que é frequentemente motivo de discussões acaloradas dentro do carro. Dentro de cada um. Cadafalso. Onde se executavam falsas penas de morte decretadas por pessoas falsas. Morte que eu deixo pra mais tarde. Por hora prefiro as penas. Penas de ganso no meu travesseiro. Travesso travesseiro que me causa dores no pescoço. Dores que é dolores em espanhol. Que também é o nome da mãe da amiga para a qual preciso ligar agora. Precisão cirúrgica. Preciso muitas coisas. Coisas que não posso. Tomo posse. Tomo um café e um guaraná pra me animar. Tomo posse. Fico possesso com coisas que não posso. Café que não gosto e guaraná que não tomo. Não gosto, não quero. Não. "Não" que define pessoas. Pessoas que fazem escolhas. Escolhem entre azul e amarelo, entre vermelho e verde. Cores de toalhas de banho ou de mesa. Toalhas de mesa sem cor. Mesa sem toalha pra jogar baralho. Baralho em tarde ensolarada de carnaval. Carnaval que é panis et circenses. Pão que falta, circo que sobra. Sobras que alimentam. Xepa que alimenta a miséria. Miséria que mutila os sonhos. Sonho de padaria. Sonho acordado em ter uma rede de padarias. Rede pra deitar. Deitar e rolar em pleno saguão da reitoria. Movimento estudantil? Vergonha estudantil invadir um prédio para exigir praticamente total controle da instituição. Controle de videogame. Video de família. Família reunida pro almoço de domingo. Almoço, arroz e feijão. Feijão na panela. Panela de pressão. De pressão. Depressão. São é aquele dentro da casa para loucos. Para loucos. Pára-raio. Pára-brisa. Brisa que refresca. Refresco de laranja. Laranja-claro como aquele lápis de cor que não sei pra que serve. Servir como à seus senhores. Senhores do engenho. Engenheiros de todas as áreas. Área de serviço onde se guardam vassouras. Vassouras encantadas que voam. Voam pelos ares com mais um homem-bomba. Bomba de chocolate. Chocolate recheado. Carteira recheada. Carteira de benefícios. Benefícios como o vale-refeição, vale-transporte. Transporte público ineficiente das grandes cidades. Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil e tiros de fuzil. Fusível dos estabilizadores que sempre queima. Queima o filme. Filme de tarde na tevê. Tarde de curtir o ócio. Ópio da China. Negócio da China. Chineses que prosperam com seus negócios e camelôs na 25 de março. Março das águas de março fechando o verão. Fechando as portas, a burocracia venceu e o microempresário faliu. Burocracia, aristocracia. Aristóteles e Platão. Platina como os discos que os artistas ganham. Artistas plásticos. Talheres descartáveis e detestáveis. Quadros clínicos estáveis. Clínicas de aborto ilegais. Aborto que devia ser legalizado ou não? Perguntem para o Papa. Papinha de neném. Perguntem para o neném que não escolheu nascer e agora passa fome. Passa o trem e o menino pede esmola. Passa roupa e a menina perde a escola. Esmola, escola? Escolha. Liberdade de escolha. Liberdade de expressão. Expressão facial que fala pela gente. Gente com cara triste dentro do ônibus em horário de pico. Ir pro Pico do Jaraguá de ônibus. Ônibus espacial que explode no lançamento. Lançamento de uma marca de perfumes marcantes. Lança-perfume feito em casa. Feito, rarefeito como o ar lá de cima. Ar. A.R. dos Correios. Correias dentadas de carros. Dentaduras em copos d'água na hora de dormir. Dormir na hora certa e no mínimo por oito horas.

Mínimo, máximo...

Detesto estes limites. Limites do cheque especial e do cartão de crédito. Cartão de visitas. Visitas insuportáveis com seus cartões de visita. Insuportável esse frio em pleno mês de maio. Maiô? Não dá nem pra pensar em praia ou piscina. Piscina de bolinhas. Bolinhas de gude na areia. Areia da praia que ninguém quer ir. Ir além, superar limites e ultrapassar barreiras. Ultrapassar veículos só quando a faixa não for contínua. Regra esta continuamente ignorada. Regras e exceções. Exceções às regras. Exceções que viram regras. Caos total...

Total. Outra palavra forte, não tanto como nunca.

Não tanto, entretanto, portanto, porquanto. Quanto? Pouco... Muito... Pouco é tudo, muito é nada... Nada é filosofia barata de moleques de 20 anos?

Filosofia é sempre barata, principalmente para os "alunos" da USP.

Tudo são todas as coisas, nada são todas as coisas...
Coisas...

Quem sabe de todas as coisas?
Abraço!

Sunday, May 20, 2007

O que é felicidade pra você?
Felicidade

do Lat. felicitate

s. f.,
ventura;
bem-estar;
contentamento;
bom resultado, bom êxito;
dita;
qualidade ou estado de quem é feliz.

Não sei dizer o que é felicidade.
Já disseram que ela é "como a gota de orvalho numa pétala de flor", e que "brilha no ar, como uma estrela que não está lá".
Mas alguém entende essas metáforas? Eu não entendo, mas não posso garantir o mesmo dos caras aí de cima...

A felicidade, pra mim, é abrir um ovo de páscoa quando se tem 6 anos, ou andar de avião quando se tem 12... Dirigir pela primeira vez quando se tem 16...
A felicidade é passar horas a fio na mesa de uma sorveteria falando bobagens...
É ter um caixa-eletrônico por perto quando você precisar...
A felicidade está naquela garoa que faz o dia abafado parecer agradabilíssimo, ou aquele Sol que vem pra acabar com aquele dia congelante...
É ver um amigo que não via a tempos - ou que não via só a alguns dias, mas já estava com saudades... É ter um livro ótimo pra ler, um filme para assistir, mesmo que sozinho se o filme o valer...

A felicidade é coisa para se exemplificar por horas, dias, meses... Ela é tudo! Está em tudo...

Não sei continuar esse post. Me perdi!
A felicidade te envolve de uma maneira que quando vê... Hã?

A felicidade é paradoxa.
Às vezes você tem problemas. Problemas vazando pelos cantos. Problemas inumeráveis! Mas é feliz simplesmente pq não deixa isso atrasar a sua vida.

Para se viver, bastar estar vivo!

Parece óbvio e fácil demais? Mas é! O problema está naqueles que acham obstáculos para a vida!
Os dias vão passar, esteja você feliz ou não. Então pq no fim da vida dar-se conta de que viveu mais dias chatos e tristes do que a vida em si, que por regra deveria ser alegre?

Sorria!
Se você leu isso é pq tem o privilégio de acessar a Internet!
Mais?
Você sabe ler!
Mais?
Você enxerga!
Mais?
Você é feliz e não sabe!

Você não passa fome, você não é um trabalhador escravo, você tem consciência, é racional, você teve acesso à escola, alguém te ama, você ama alguém. Sorria! Dance! Cante!

Eu sou uma pessoa feliz. Tenho lá meus dias ruins mas adoro o "ser/estar" feliz...


"Eu sou uma pessoa iluminada. Gosto de ajudar o próximo e sinto-me revigorado pelo simples sorriso de uma criança. Com a carteira cheia, ou vazia, meu comportamento é sempre o mesmo. Valorizo as pequenas coisas da vida e do dia-a-dia, pois sei que no fim todos irão para o mesmo lugar. "
Essa é a minha concepção de felicidade, segundo o testezinho bobo que fiz na internet.

Seja feliz! Por favor!
Abraço!

Friday, May 18, 2007

Amigo...

Quem é alguém sem ter outro alguém?
Quem é alguém sem amigos, companheiros, confidentes?

Amigo é aquele que te ouve, que te faz rir...
Amigo é aquele que sabe dos seus mais íntimos e secretados desejos e não acha que eles são meras esquisitices. Além disso, nunca ri de você ou te recrimina por sentí-los (pelo menos em voz alta)...
Amigo é aquele do qual você não tem vergonha. Não se sente inibido pra dizer ou fazer qualquer coisa...
Amigo é aquele que poderia acabar com você só contando metade das coisas que sabe, mas prefere a sua amizade ao invés de fazer os outros rirem...
Amigo é aquele que te dá a certeza de que alguém se importa...
Amigo é aquele que te conta seus segredos sem medo, sem vergonha, sem noção...
Amigo é aquele que precisa ser ouvido, que precisa rir de ou com você...
Amigo é aquele...
É esse...
É ele...

Quem é alguém sem ter outro alguém? Ninguém!
Abraço!

Wednesday, May 16, 2007

Que falta nesta cidade?... Verdade.
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem a pôs neste rocrócio?... Negócio.
Quem causa tal perdição?... Ambição.
E no meio desta loucura?... Usura.

Notável desaventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.

Quais são seus doces objetos?... Pretos.
Tem outros bens mais maciços?... Mestiços.
Quais destes lhe são mais gratos?... Mulatos.

Dou ao Demo os insensatos,
Dou ao Demo o povo asnal,
Que estima por cabedal,
Pretos, mestiços, mulatos.

Quem faz os círios mesquinhos?... Meirinhos.
Quem faz as farinhas tardas?... Guardas.
Quem as tem nos aposentos?... Sargentos.

Os círios lá vem aos centos,
E a terra fica esfaimando,
Porque os vão atravessando
Meirinhos, guardas, sargentos.

E que justiça a resguarda?... Bastarda.
É grátis distribuída?... Vendida.
Que tem, que a todos assusta?... Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.

Que vai pela clerezia?... Simonia.
E pelos membros da Igreja?... Inveja.
Cuidei que mais se lhe punha?... Unha

Sazonada caramunha,
Enfim, que na Santa Sé
O que mais se pratica é
Simonia, inveja e unha.

E nos frades há manqueiras?... Freiras.
Em que ocupam os serões?... Sermões.
Não se ocupam em disputas?... Putas.

Com palavras dissolutas
Me concluo na verdade,
Que as lidas todas de um frade
São freiras, sermões e putas.

O açúcar já acabou?... Baixou.
E o dinheiro se extinguiu?... Subiu.
Logo já convalesceu?... Morreu.

À Bahia aconteceu
O que a um doente acontece:
Cai na cama, e o mal cresce,
Baixou, subiu, morreu.

A Câmara não acode?... Não pode.
Pois não tem todo o poder?... Não quer.
É que o Governo a convence?... Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.

"Verdade vergonha"
Gregório de Mattos (séc. XVII)
E precisa falar alguma coisa?
Abraço!

Tuesday, May 15, 2007

Fim da criatividade...

Será que existe?
Será que chega uma hora na vida da pessoa em que ela para de criar novas coisas? Rs... Me sinto assim. Às vezes acho que me falta disposição para atualizar este blog diariamente. Às vezes acho que me falta é justamente O QUÊ postar aqui diariamente!

Se quero postar não me surgem idéias...
Se tenho idéias não consigo expressá-las...
Se consigo expressá-las tenho preguiça de fazê-lo...
Se tenho disposição para fazê-lo voltamos à falta de idéias...
E assim sucessivamente neste círculo vicioso e cabal, simples assim!

Acho que o ser humano deve sim ter um limite de coisas a criar, mas acontece que o limite perde-se no horizonte e qualquer um morre antes de atingí-lo...
Abraço!

Monday, May 14, 2007

Incerto caminhar...

Não sei mais qual é a desse blog...
Acho que vou publicar pensamentos esparsos, coisas desconexas que me vem à mente. Acho válido isso. Pelo menos para que um dia eu pare, leia e ria das coisas bobas que um dia pensei - e pior: publiquei!

Não se espantem, zero leitores, se semanas após semana nenhum post aqui surgir. É apenas preguiça.

Ou morri!
Abraço!

Friday, May 04, 2007

Edifício Altino Arantes...

Foto aérea extraída do Wikipédia
--
Eu e a Lúcia fomos na véspera do feriado conhecer o mirante do prédio do Banespa - que é aberto para visitação juntamente com o museu que conta além de outras coisas a história do Banco e exibe os móveis, objetos e salas originais dos anos 40.
Vale a pena conferir.
É indescritível - por isso as fotos, ok?

Vista do mirante

Mercado Municipal de São Paulo visto do mirante (c/ zoom)

Mosteiro de São Bento

Catedral da Sé

Igreja de Santa Ifigênia (centro) e Viaduto Santa Ifigênia (à dir. e abaixo)

Prédio visto do viaduto Santa Ifigênia

A visita é gratuita e fica pertinho do Metrô (Estação Anhangabaú ou São Bento).

Recomendo!

Abraço!

Thursday, April 19, 2007

E esse mundo, hein?

Caos cibernético, tempo real, tecnologia de ponta, tudo por telefone, tudo pela internet... Meu Deus! Onde isso vai parar?

Dias atrás resolvi transferir minha conta-corrente do Unibanco para outra agência pois lá o fluxo de pessoas é muito grande, além do que lugar para estacionar é algo que não existe!
Fui até a agência e falei com minha gerente. Ela, por sua vez, disse que não poderia ajudar-me, pois a transferência de contas entre agências só pode ser feita pelo telefone da central 30HORAS!

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Achei o cúmulo mas fiz todos os trâmites... Fiz o login com agência e conta e dá-lhe a opção 9 (falar com um atendente).
Musiquinha...
O carinha me perguntou míseras quatro ou cinco coisas (incluindo "- Para qual agência o sr. gostaria de migrar?") e pronto! Mudei de agência!

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Dias depois (poucos dias) recebi uma correspondência comunicando que tal alteração havia sido processada. Na mesma carta eram apresentados os meus númerso de agência e conta, tanto os novos como os antigos, e... Epa! Mudou?
O atendente me garantiu que não mudaria! Eu achei estranho e reindaguei-o (se essa palavra existir, né?), obtendo novamente a informação de que não mudaria...
Mas mudou!
E mais uns dias depois, recebi outra correspondência com um cartão novo, totalmente diferente e com a maravilhosa função crédito. Mas que eu não pedi e não queria! Mesmo com tudo aquilo de limite! Não preciso!
" - Mas isso não vai acontecer..." garante o bendito atendente que mudou minha conta de agência... O cartão tá lá... Bloqueado e guardado...
Ainda mais alguns dias depois resolvi solicitar um outro cartão de crédito cujos atrativos realmente me atraíram - eles funcionaram!
Liguei para minha agência - a nova! - e perguntei como deveria proceder... Adivinha?
" - Sr. Guilherme? O sr. liga para a Central Unicard ou entra no site do nosso banco e preenche uma solicitação..."

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Ligo e dou com a cara na parede.. "- Sistema fora do ar, senhor."
Entro no tal site e preencho um formulário ELETRÔNICO e assim solicito o tal cartão...
"Sua proposta foi cadastrada com sucesso. Acompanhe o andamento pelo site ou pela Central Unicard."

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Claro que pode!
Nem sei mais pra que serve gente!

Acompanhei durante uma semana inteirinha pelo site e li sempre a mesma resposta:


"Em primeiro lugar queremos lhe agradecer o interesse em se associar ao Unicard Unibanco. Já recebemos sua proposta. Neste momento, ela se encontra em fase de análise."

Em caso de dúvida, envie um e-mail ou ligue para a Central de Atendimento Unicard Unibanco
Intrigado após UMA SEMANA INTEIRA, totalizando CENTO E SESSENTA E OITO HORAS de demora da resposta nesta era onde minutos fazem a diferença para um cliente exigente, resolvi ligar para a tal Central de Atendimento...
A resposta?
" - Sr. Guilherme... Sua proposta foi negada, senhor..."
" - COMO?!?!"
" - Negada, senhor..."
" - PQ?!?!"
" - Senhor, não sei informar o motivo, senhor. A administradora de cartôes omite essas informações do senhor, senhor, devido ao fato de que são confidenciais, senhor..."
" - Ok, obrigado e boa tarde...!"
" - Senhor, Unibanco agradece sua lig..." E etc...


(Eles adoram a palavra senhor, né?)

Voltando...
Con-fi-den-ci-ais?
Minhas informações são tão confidenciais assim que nem eu mesmo posso ver? Vá cagar no mato!
E como assim NEGADA??? Logo pra mim, que tenho o nome mais limpo que sala de cirurgia e pago todas as minhas contas religiosamente?
Foi a gota d'água necessária para que eu encerrasse uma conta-corrente que nem estava utilizando!
Fui para minha agência afim de por um ponto final em toda essa história e liquidar meus vínculos com o Unibanco!

Adivinha?
Não, é praticamente impossível não adivinhar!!!

" - Sr. Guilherme, o encerramento de contas só pode ser feito pelo tel..."

Ah. não! Parei de ouvir no início da palavra "telefone"... Minha mente bloqueou a entrada de novas informações... Apagou, necas, nada, zip, zero, over...

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Liguei novamente na já íntima Central de Atendimento e solicitei o encerramento de minha conta.
Expliquei que estava mantendo inutilmente esta conta - mesmo que não houvesse cobrança de tarifas - e ainda que fiquei decepcionado ao saber que minha proposta para o cartão havia sido negada...
Ele leu o discurso oficial dos operadores de telemarketing na tentativa de me convencer de que aquela era a pior escolha da minha vida e rogando-me pragas consequentes ao meu desligamento do tão perfeito Unibanco, com tão perfeitos serviços e tão perfeitos clientes que dispõem de tão perfeito atendimento e perfeita perfeição...

Declarei que abria mão de toda aquela interminável lista de serviços, vantagens e benefícios...

" - Existe algo que o Unibanco possa fazer para que o sr. não encerre esta conta?"
" - Sim, existe sim..."
" - Pois não, diga! Ficaremos muito felizes em atendê-lo!" - com aquele sorrisinho típico de "A-há... conquistei mais um cliente".
" - Diga!"
" - Vocês podem creditar 500 reais na minha conta todo mês!"
" - Hehe, senhor... Isso não podemos fazer." - com aquele sorrisinho típico espatifando-se no ar...
" - Pois é... Então não existe NADA que vocês possam fazer..."
" - Então (com voz de "gente simpática mas totalmente sem-graça"), é com muito pesar que dou continuidade no processo de encerramento da sua conta..."

Ele leu para mim, em perfeita dicção, o termo de encerramento com 06 itens e perguntou-me se havia entendido e se concordava ou não. Disse que sim e... Pronto!

Conta encerrada!

" - Estaremos sempre de portas abertas para recebê-lo novamente caso deseje, senhor..."
" - Muito obrigado pela atenção e tenha uma ótima tarde, Fabrício." - eu disse... E desliguei!

Pode uma coisa dessas?
Sem assinar?
Sem papelada?
Sem preencher formuláriozinho de várias vias carbonadas?
Sem xerox de um zilhão de coisas e sem nem olhar na cara?

Pode! E já fiz...
Abraço!

Saturday, April 14, 2007

O que seria da vida se não houvessem espelhos?


Espelhos ajudam...
Espelhos facilitam...
Espelhos animam...
Espelhos conversam...
Espelhos maqueiam...
Espelhos vestem...
Espelhos também tiram as roupas...

Eu, particularmente não vivo sem espelho. Não pq não quero, mas pq não sei!
È impossível!

Impossível sair de casa sem antes conferir o que você já sabe que vai ver.
Impossível passar por um espelho e não parar, ao menos olhar...

Espelhos animam sim, mas também podem acabar com a gente.

Sabe aquele dia em que você está um bagaço?
A roupa está quente e lá fora aquele calor;
A roupa não combina;
O cabelo não pára;
E não combina com a roupa;
Você está gordo;
Você está pálido;
Os olhos estão vermelhos;
E a olheira, profunda...

Mas e aquele dia em que o mundo sorri pra você?
Espelhos dobram a sensação de bem-estar...

Não sei pq tô dizendo tudo isso, nem sei o que escrevi. Deve estar tudo rídiculo... Letra após letra formando palavras que juntas se resumem em baboseiras...

Sei que estou prestes a sair de casa rumo ao casamento de um amigo. E o espelho não quer ajudar...

Abraço!

Wednesday, April 11, 2007

Mundo cão...
Quem nunca teve um "dia daqueles" ?

O meu maior "dia daqueles" de 2007 foi ontem... Rs...

Sabe quando tudo, eu disse tudo, incluindo o mundo (deu pra entender a ênfase, né?) conspira contra você?
Essa pergunta é desnecessária... Todo ser humano com no mínimo um mês de vida já teve seu dia de cão.
Sim! Gases e brotoejas em recém-nascidos são componentes básicos para se tirar do sério uma pobre criança...

--

O meu dia de cão foi interessante, nunca senti tanto ódio assim.
As pernas chegam a tremer de raiva. Incrível!

Vocês devem estar loucos pra saber o que de tão ruim assim aconteceu no meu dia, né?
Eu vou parecer um tonto contando uma série de pequenas coincidências que não parecem nada além de... Pequenas coincidências. E são de fato! O problema é que elas escolheram o mesmo dia para acontecer... Isso não é justo.

Vamos aos fatos...

A cãozeria começou logo cedo. Mais precisamente às 6h50 com minha mãe me sacudindo e dizendo: " - Gui, perdi a hora... Acorda... Gui!"
Parece que eu apenas perdi a hora junto com minha mãe, né? Errado!

Embutido nesse pequeno acaso está o fato de que eu saio de casa para o serviço às 7h, portanto não poderia tomar banho. Não há tempo para isso, pois tenho que pegar o Henrique, a Lúcia e a Sheila a caminho do serviço.
Resumindo? Isso significa ser obrigado a trabalhar o dia todo sem banho tomado sendo que no dia anterior você andou quilômetros na Teodoro Sampaio acompanhando a Raquel na busca pelo sofá perfeito para sua nova sala.

1.Trabalhar sem banho me tira do sério...

Pelo caminho o de praxe: motoristas retardados que não sabem pra que serve a seta, motoqueiros infernais enfurecidos, trânsito devagar-quase-parado nos arredores de Alphaville, semáforos, carros quebrados, buracos, lombadas, curvas, buzinas, carros, buracos, semáforos, curvas, lombadas, motoqueiros, seta, buzinas, caminhões, lombada, semáforo... Etc...

2.Dirigir uma hora para chegar ao serviço me tira do sério...

Já no serviço, que maravilha! Não há vagas de estacionamento... Segurados do INSS tem o luxo de estacionar em frente à Agência, mas os funcionários? Deixam o carro na rua... Eles que se fodam!

3.Não ter onde estacionar o carro me tira do sério...

Carro deixado na rua, vamos à copa... Colocamos a marmita na geladeira e vamos por as lentes de contato para trabalhar, mas cadê a solução própria para limpar as benditas? Aquela da embalagem azul que você deixou sobre a cômoda do quarto, sabe?

4.Ter Ceratocone e não poder usar as lentes me tira do sério...

Aí vem o tal do praxe de novo: segurados do INSS enfurecidos com a demora no atendimento, segurados enfurecidos com o indeferimento de seus "merecidos" benefícios por parte dos médicos safados, segurados que não entendem que a nova entrada só pode ser dada dali a 30 dias, segurados que nunca trazem cópia dos documentos, segurados que não trazem nem os documentos originais, segurados que querem benefícios, segurados que trazem crianças ranhentinhas e escandalosas que choram e choram e choram...
Além do tal "praxe", sua chefe lhe pede um zilhão de coisas. Coisas que você não quer fazer mas tem que fazer... E sua outra chefe faz o de sempre: nada!

5.O INSS me tira do sério...

Finalmente é chegada a hora do descanso. Trabalhadas as minhas seis horas quero mais é ser feliz...!
Mas não sem antes, é claro, alguém me avisar que surgiu um ralado de uns 30 centímetros (!) na lataria do meu carro... Lindo! Nem secou direito a última demão de tinta que o funileiro tinha acabado de dar e já ralou de novo!
Cacete!

6.Um ralado no carro que acabou de sair da oficina me tira do sério...

Vamos para casa (lê-se dirigir uma hora da mesma maneira que no tópico 2).

7.Dirigir uma hora para chegar em casa me tira do sério...

Ao chegar em casa:
" - Que maravilha! Hoje é terça, dia de levar as cachorras para tomar o 3º dos 8 banhos que englobam o tratamento da dermatite!!!"
Aguenta a Lana chorando durante TODO o percurso. Aguenta aquele mundaréu de pêlos no meu banco...

8.Não poder tomar meu tão esperado banho por ter que levar as adoráveis cadelas ao pet shop me tira do sério...

E vamos para a clínica LÁ na Vila São Francisco. Trãnsito, lombadas, semáf... etc.
E ois e afagos nos cães de outros donos, e sorrisos e etc.. " - Esqueci a PORRA do shampoo do tratamento em casa..."
E vou na Cobasi comprar outro e gastar mais 27,60 r$... Mas a Cobasi é longe, melhor ir em casa e buscar o meu mesmo...
" - Tem um pet shop ali no Rio Pequeno... O Yoma!"
E vamos procurar o maldito pet shop e descobrir que lá o shampoo é quase 10 r$ mais caro (exagero básico do momento de raiva).
Vamos para casa buscar o meu mesmo...
E trânsito, e lombadas e semáf... etc.

9.Esquecer as coisas e ter de fazer o mesmo caminho "N" vezes por conta disso me tira do sério...

E que maravilha... Seu vizinho pobre-sem-garagem-filho d'uma égua põe o carro bem onde VOCÊ deveria estacionar, em frente à SUA casa...

10.Vizinho pobre e retardado me tira do sério...

Vamos para a clínica de novo... E remoemos todos os 10 tópicos que vivi em apenas 8 horas do meu mais-que-perfeito dia, e lombada... E penso no que foi que fiz para ser merecedor de tamanha honra, e semáforo... E concluo ironicamente que é um privilégio ser alvejado dessa maneira pelo destino, e veado que não deu seta...

11.Olhar para trás e ver que meu dia já foi uma bosta me tira do sério...

Vamos para a casa da Raquel tirar as medidas dos futuros móveis. Mas não sem antes olhar de novo para o novíssimo ralado na lateral esquerda do carro.
E discutem-se tamanhos e tecidos de sofás, soluções criativas para a falta de espaço, combinações de cores e tons... E eu só consigo pensar em todas as coisas ruins que já aconteceram no meu dia, incluindo o maldito ralado!

12.Olhar (de novo) para trás e ver que meu dia já foi uma bosta me tira do sério...

Vou pra casa, e lombada... Pego as cachorras que ficaram no pet shop, tomando banho enquanto planejava-se a decoração lá no apê e vou pra casa, e semáforo...
Deixo a Lúcia, e lombada...

13.Não poder parar o mundo e me isolar dele quando estou num dia ruim me tira do sério...

E acho que é só... Do portão de casa pra dentro começou a melhorar...
Chego em casa e ela está vazia... Vou tirando a roupa no caminho e chego praticamente pelado no banheiro tamanha é a ânsia que estou para entrar no chuveiro.
Que maravilha! Que dádiva é a água e seu poder de relaxar as pessoas, não?

Tomo um looooongo banho e me troco rumo à rua. Vou à forra!
Dane-se o trânsito, os semáforos e as lombadas, eu quero (e preciso) é sair!
Dirijo sem rumo, rumo ao Tchê's...

Curto minha Bohemia long neck e minhas fritas... Minha outra Bohemia e a música ambiente... Minha outra Bohemia e tudo o que for engraçado ao meu redor...

Volto pra casa outra pessoa, como se pudesse ter apagado todas as coisas ruins do meu dia e ressaltado apenas as palavras doces das pessoas, os sorrisos ganhos, a comida tão saborosa que comi na companhia de pessoas incríveis...

Ai que dia perfeito!
Quero outros assim...

Abraço!

Tuesday, March 20, 2007

Deve ser alguma coisa na nossa água!

Comecei a desconfiar da nossa água...
Provavelmente nosso país tem um serviço secreto que adiciona gotas amnéticas nas caixas d'água e poços na calada da noite. Tão secreto que funciona desde 1.500 e ninguém descobriu!
Gotas na água dos índios, gotas na água dos escravos, gotas na água dos portugueses.

Acho até que colocaram gotas de esquecimento na água benta e Deus esqueceu que é brasileiro!

O esquecimento é coletivo.
Os brasileiros não se lembram do seu hino, da sua bandeira, nem das aulas de Moral e Cívica da escola.
Aliás, escola?
Basta a gente sair da igreja, do templo, do terreiro, do altar de cada um, para a gente esquecer nossas crenças.
Basta a gente ser fechado na rua para esquecer nossos valores.
Crenças e valores......

É, essas gotas devem ser poderosas.

Maluf e Collor reconduzidos ao poder...

O buraco do Metrô pegou a gente de surpresa numa sexta, e no sábado a gente até se lembrou do Sergio Naya, dos prédios do Rio.
Hoje, quem se lembra do buraco de São Paulo? Só quem está em um hotel, sem casa, sem lembranças...

Plano Cruzeiro, Cruzado, Luiz Otávio, Dirceu, Celso Daniel, Zélia?
Como chamava o cara dos dólares?

Parece que essas gotas só não apagam novelas, músicas ridículas com refrões sem nexo repetidos aos montes, dancinhas e coreografias, BBB´s 1,2,3,4,5,6...

Aqui ninguém se lembra dos seus heróis, nem dos seus vilões.
E os nossos mártires?
Faço uma aposta amarga. Daqui há 6 meses, quem se lembrará do João Hélio? Seus pais, com certeza. Seus amigos também.
Quem o viu passar arrastado pela rua pode perder o sono por algumas noites.
Nós, talvez quando o Jornal Nacional passar a missa de um ano na TV, esboçaremos um balançar de cabeça triste. E só...

Quem se lembra de Yves Ota?
E de Liana e Felipe Caffé?
Romeu e Julieta paulistanos mortos na mão do Xampinha, que será solto em breve.

E a moça da faculdade do Rio?

Cadê o Delmanto?

Lembra das pessoas (inclusive uma criança) queimadas no carro no mês passado no interior?
Em que cidade mesmo?
Esqueceu, né? Tá vendo?
A gente se acostumou tanto que anestesiamos.

De que adianta um minuto de silêncio?
A gente critica tanto nossos vizinhos metidos, mas lá tem panelaço e aqui, o país do batuque, a gente se junta e fica quieto por um minuto. E aí aquele silêncio incomoda, e logo logo tudo volta ao normal.

Nós devíamos contra-atacar. Chega!

Também na calada da noite colocar gotas de vergonha na cara, de moral e ética nas caixas d'água dos nossos governantes, do nosso legislativo, do nosso executivo...

E sabe o que mais?
Gotas de coragem no nosso copo, na nossa sopa, no nosso pingado, no leite das nossas crianças, na nossa lágrima, todo dia, toda hora, porque não dá para ser gotas homeopáticas, não.
Gotas de coragem tipo colírio, para abrir nossos olhos.
Gotas de coragem no chuveiro para lavar a nossa alma.
Gotas de coragem nas nuvens, para molhar a nossa gente com vontade de viver em um país melhor, para a gente acreditar que dá para voltar atrás, no tempo da delicadeza, do respeito, da dignidade e da honestidade.
Gotas de coragem na nossa pinga, na nossa cerveja, no nosso whisky, no nosso gelo, para a gente engolir a mudez que assola esta terra e gritar por justiça toda vez que a gente se deparar com ela.
Caminhões-pipa de coragem nos nossos rios, para espantar a inércia e a comodidade que nos paralisa e nos mantém apáticos sempre que a desgraça passa longe das nossas casas.
Porque podia ter sido o meu filho... Podia ter sido o seu....

E aí, meu amigo, as gotas amnéticas não funcionariam e a gente ia se lamentar todo dia por não ter feito nada quando ainda havia o que ser feito.

E pensar nos blocos e trio elétricos que, durante o carnaval (festejando o que?) arrastaram milhares de pessoas. E não somos capazes de, também aos milhares, nos reunirmos para protestar... Para exigir...

SOMOS ORDEIROS?

NÃO...

SOMOS CORDEIROS!

--
(Recebi por e-mail)

Pense nisso...
Abraço!

Monday, March 19, 2007

Imensidão...

Tão grande, tão vasto esse planeta, não?

Tanta coisa para ser vista, feita...
E eu aqui!

Quero mais!
Quero viajar, quero conhecer coisas, lugares e pessoas.
Quero falar novas línguas, ser parte de novas culturas.
Quero novas rotinas, quero muitas fotos.

Preciso me organizar, preciso guardar dinheiro. Um dia eu vou embora...
Não sei se pra sempre ou por um ano, um mês... Sei que quero.

Tão medíocre o dia-a-dia, né?
Gosto da rotina, mas às vezes faz bem ralar um pouco.
Ralar pra arranjar emprego num país onde ninguém te entende - pelo menos o idioma.
Ralar pra arranjar lugar pra morar, pra comer...

Eu vou. Nem sei pra onde. Sei que vou!
Um dia eu posto de uma terra longínqua... Me aguardem!

Abraço!

Sunday, March 18, 2007

Rumos...

Inexplicáveis os que a vida toma, né?

O que você adorava fazer não pode mais;
E aquilo que você detestava é o que mais faz no dia-a-dia...

As pessoas de quem gostava hoje não passam de estranhos com os quais cruzo na rua;
E quem achava que não era pra mim está do meu lado...

É assim pra todo mundo.
A vida é tão, tão... Sei lá, gigante? Acho que nem existe palavra para descrevê-la.
Ela é bizarra, é imparcial...
É prazerosa, é necessária...

Andando pela rua, ao ver uma pessoa desconhecida que torce o pé você não sabe que aquele instante alterou TODO o dia dela.
Talvez ela tenha que enfaixar o pé, e faltar no serviço... Talvez perca uma reunião, ou se atrase para um encontro decisivo para sua vida!
E esse "instante" mudou o curso de sua história...

E você se pergunta: - Que diferença isso faz na MINHA vida?
E eu te digo: - Nenhuma!

E essa é a grandiosidade da coisa! Rs... A vida é feita de zilhões de instantes!

Namoros começam, casamentos terminam, pessoas são promovidas - e demitidas. Pessoas morrem, pessoas riem, choram... Instantes... Sempre!

Você, leitor, deve me achar um imbecil, sei disso.
Mas o imbecil aqui chegou a essa conclusão e você não pode fazer nada! Rs...

Uma das coisas que mais amo é viver!
Deixar que esses pequenos instantes modifiquem cada futuro instante. Seja ele daqui a uma hora ou uma década!

Não peço que pensem nisso, mas que saibam que a vida tá aí, pra ser vivida...
Viva esses instantes, mesmo que sejam ruins. Algum bem trarão pra você. Ou não, rs...

Abraço!

Friday, March 16, 2007

Futuro...

Palavrinha assustadora essa, não?

Pra mim, na maioria das vezes, sim.
Até disfarço, digo que não me preocupo... Mas o que vai ser do meu futuro?

Tipo... Onde estarei trabalhando, será que feliz, será que ganhando bem?
E minha faculdade?
E minhas amizades?
E meu estado civil? (essa foi profunda, rs...)
E minha casa? Carro?
E meus planos? Eu tenho planos? Quais são eles?

Sempre fico assim quando saio com a Letícia, rs (espero que ela não se sinta culpada, pois o problema sou eu!). Ela é tão pé no chão, faz tudo tão pensado, tão certo...

Será que eu vou ser assim? Acho que já passou da minha hora.

Não sei absolutamente nada sobre o futuro. Ah, sei sim! Sei que hoje é sexta. portanto amanhã é sábado, e consequentemente, dia de comer pastel na feira. E só!

Não sei se troco de carro, ou não...
Não sei se faço Hotelaria, ou P&P, ou até Gastronomia...
Não sei se vou fazer intercâmbio cultural...
Não sei se vou ter dinheiro...
Não sei se tenho coragem de largar o INSS... Tão certo, tão seguro, tão estável, rs...
Não sei se consigo cumprir nem as promessas que faço!

Sei que tô feliz assim, mas não "sou esse", apenas "estou esse"... Ou não?

Viu, só?

Ninguém sabe nada...
Abraço!

Thursday, March 15, 2007

Finanças...

Foda esse assunto, né?

Incrível como eu consigo ganhar bem e mesmo assim não ter dinheiro!

O assunto dinhiero sempre foi tabu. Mais tabu do que álcool, drogas e sexo! Rs...
É uma coisa tão sua, tão única, tão particular...

Existem "n" formas de usar o seu dinheiro. Conheço pessoas que investem em imóveis, em ações, em Renda Fixa e essas coisas que ninguém entende mas que o banco sempre te oferece!
Há quem guarde na poupança, ou debaixo do colchão;
Há quem invista em cartas de crédito e consórcios;
Previdência privada;
Ou simplesmente privada, vaso sanitário, como é o meu caso...

Mês a mês os dígitos da minha fatura do cartão de crédito vão aumentando...
E do cheque especial também!

Também pudera, meus limites são tããããããão irresístiveis...!

Mas...
Botei um ponto final no cheque especial. Fiz um empréstimo...
Zerei meu VISA com o mesmo esmpréstimo...
Já troquei meu cartão por uma mais simples, com anuidade reduzida e tal...
Já decidi acabar com MUITAS coisas supérfluas... Pequenas se vistas no dia-a-dia, mas que no final do mês, meu Deus! É catastrófico!!!

Prometo que vou melhorar esse meu lado consumista...
Preciso fazer algo útil com meu rico dinheirinho...

Agora se nada disso adiantar eu vou é rodar bolsinha, hahahahahahah...
Abraço!

Wednesday, March 07, 2007

Bom...

Ano novo, né? Rs...

Acho que vou retomar as atividades por aqui.
Não com a mesma frequência e dedicação, mas vamos tentar...

Breve resumo de 2007
(até 07/03...)
-Conheci uma garota incrível.
Daquelas que realmente se quer estar por perto. Mas já acabou. Não é que não tenha dado certo, se tivesse dado errado não teria nem começado. As coisas às vezes acabam.
- Vivi a emoção de um penetra.
Entrei numa festa, cujo aniversariante ainda me é desconhecido... Assim como seu sexo, idade, etc... Mas comi, bebi e me diverti à beça!
- Me apeguei (e muito!) à pessoas que realmente merecem e valem a pena.
Estou curtindo muito essa nova fase (eese é o nome) que estou vivendo... Redescobri pessoas incríveis, que fazem tudo valer mais a pena.
- Estive num churrasco de 48 horas.
Em pleno Carnaval, e a carne rolando solta, junta das Ice's, das risadas e do baralho.
- Fui para a praia!
Essa nem eu acredito, mas é a mais pura verdade.
Riviera... O paraíso com CEP!
- Presenciei o casamento do Pitágoras!
Foi muito bom, toda a galera reunida, todo mundo bonito, muita fartura, rs...
- Me apaixonei ainda mais pelo meu trabalho.
As rotinas, o ambiente, todo o conhecimento, as pessoas, tudo!
- Me diverti pacas.
Ri tanto, mas tanto, que se somado, o tempo converte-se em horas...
- E esqueci das outras coisas...
Me perdoem!
Abraço!

Monday, January 01, 2007

Feliz 2007!

Estamos aí...

Mais um ano que começa... Pessoas fazem suas promessas, estabelecem suas metas, resoluções... Sonham, se enchem de esperança...

Mas... Pq?

O que faz isso? O que o dia 1º de janeiro tem de tão especial que motiva tanto as pessoas?
Eu não sei... Só sei que sou um deles.
Tenho vontade de sair em plena zero hora e fazer tudo o que ainda não fiz. Tudo o que ainda posso fazer.

Quero mais balada.
Quero dançar mais.
Quero mais risos.
Quero mais amor. Amor pra mim e para os homens que fazem a guerra.
Quero mais amar, beijar, pegar...
Quero - e preciso - mais amigos. Amigos sinceros, verdadeiros.
Quero mais sabedoria.
Quero mais conhecimento.
Quero mais salário.
Quero mais status.
Quero mais limite no meu VISA.
Quero mais responsabilidades.
Quero mais motivos pra sorrir e andar de cabeça erguida.
Quero me orgulhar mais de mim mesmo.
Quero cuidar mais de mim e do meu templo.
Quero ser tudo o que tenho vontade.
Quero mais belas músicas.
Quero mais e melhores livros.
Quero mais longas conversas.
Quero chorar de rir, e rir de tanto chorar.
Quero mais justiça.
Quero mais igualdade.
Quero mais soluções e menos problemas.
Quero menos quilos, rs...
Quero mais juízo.
Quero mais bom senso.
Quero mais reconhecimento.
Quero mais realizações.
Quero mais sucesso.
Quero mais consciência.
Quero mais viagens, mais natureza.
Quero mais experiências.
Quero mais festas.
Quero mais bolo de festa.
Quero mais fotografias.
Quero mais posts.
Quero mais...

Eu sempre quero!

Feliz 2007!
E sempre queiram as coisas, sempre...

Abraço!